Posts filed under ‘alma’

Meu velho, setembro…

Setembro atípico. Meus setembros são sempre ano-novo. Em setembro tudo muda aqui. Surgem, como que por imposição de um calendário invisível, boas novas no trabalho, inspirações, novas motivações. Surge até, geralmente, namorado novo.

Este chegou com resquícios de luto. Essas coisas que a vida faz com a gente, meio que sem nos avisar. E quando avisa [não via correio nem por um bilhete grudado na porta da geladeira, mas pela intuição], já é tarde da noite e a gente deixa pro outro dia. Que não chega. E lá se vai um de nós carregando parte de uma história, a memória.

Este chegou com a morte. Essa alguma coisa que nos ronda de tempos em tempos, despertando a lembrança de que estamos vivos. Essa alguma coisa que dói e que motiva, porque sendo morte é também vida. Essa coisa que deixa tudo tão pequeno. Tão menos. Tão leve. Essa alguma coisa que clareia um pouco mais. ♫ Clara como o clarão do dia, mareja o meu olhar…

Este chegou feito hérnia de disco apertando a medula na cervical. Um aviso. Uma chance de vida que, dessa vez, ela nos deu!

Este chegou com a vida. Chegou com o brilho de um novo lugar, porque sair da rotina é fundamental pra faxinar. Chegou com a garra de gente que parece pouca, parece pequena, mas que é um mundo em si. Gente de verdade, uma inteireza só.

Pensando bem, foi tudo igual, é ano-novo. Eu, que estava acostumada a reveillóns alegres, como em dias de circo, esqueci que o palhaço também é um triste. Esqueci que o palhaço também morre e renasce, todos os dias. Um viva à vida!

Este slideshow necessita de JavaScript.

© Danielle Salmória
Uma homenagem ao palhaço Domingos Montagner, ao meu tio Walfrido Gottlicher e a todas as minhas relações.

18 setembro 2016 at 19:40 Deixe um comentário

[ about last night ]


Nem vou escrever nada sobre este lindo aí…. Carinha que tá comigo no meu carro há um mês e pouco, desde que eu descobri a existência dessa coisa linda… por dentro, por fora, de frente, de costas, do avesso… sim, apaixonei! Algo parecido aconteceu em 1900 e bolinha, com o Toni Garrido. 😀

Quero escrever sobre a criatura que disputou comigo os olhares do Tiago Iorc esta noite. Por muito tempo eu achei um pé no saco ter irmã. Era briga atrás de briga, implicância absurda, todos os dias, dos dois lados. Perrengue que durou umas…. três décadas. Até que, como num passe de mágica (ou por um ultimato), a coisa mudou de figura. De repente, aquela criatura das trevas passou a ter, pra mim, algo de doce. Eu mudei ou ela mudou?

Nesta noite de sexta-feira 13 exorcisamos nossos negros e mais belos fantasmas. Fantasmas com algo de adolescente, cantando a plenos pulmões, rindo, rindo muito, relembrando tempo de faculdade, dividindo um pedaço de pizza, descendo correndo as escadarias do teatro atrás de alguém que nos tocou com seu olhar e sua música, burlando filas, tentando chegar perto… e fechando a noite num samba de duas, daqueles batuques que me envolvem, brincando Carnaval em pleno estacionamento de uma PUC Sapucaí! Noite pra memoriar. Não pela paixão adolescente. Mas pela melhor companhia que eu poderia ter. Pela minha grande parceira de vida. Te amo, Jam! Companheiraça foda, mesmo rabugenta!

Hoje eu iria comemorar minha 34ª volta ao redor do sol em uma segunda noite de show dessa coisa linda. Mas, pensando bem, me pareceu mais atraente uma berinjela gratinada na companhia da criatura que amo de amor maior, minha irmã.

E…….. só pra constar, James, ele olhou muuuuuuito mais pra mim!

Obrigada por existir na minha vida, cxcx!
‪#‎tiagoiorc‬ ‪#‎tiorcs‬

16 maio 2016 at 22:09 Deixe um comentário

Freedom = Love

“Amo-te afim, de um calmo amor prestante, 
E te amo além, presente na saudade. 
Amo-te, enfim, com grande liberdade 
Dentro da eternidade e a cada instante.”

Vinicius de Moraes 

wIMG_5360
wIMG_5389pb
wIMG_5411pb
wIMG_5417pb
wIMG_5418pb2
wIMG_5426
wIMG_5430pb
wIMG_5416pb
wIMG_5434
wIMG_5446
wIMG_5372

Casamento dos lindos Rob & Nina! Aquele momento mágico em que estamos no local certo na hora certa! Uma bela surpresa para todos que faziam a travessia da Staten Island Ferry, NYC [maio 2014].

16 junho 2014 at 14:13 Deixe um comentário

Primavera em NY #2

w2IMG_5008
w2IMG_5129
w2IMG_5784
w2IMG_5795

wIMG_5097
wIMG_5128
wIMG_5183
w2IMG_5918
w2IMG_5921PB

26 maio 2014 at 03:30 Deixe um comentário

Primavera em NY

wIMG_5180
wIMG_5728
wIMG_5732
wIMG_5755
wIMG_5756
wIMG_5798
wIMG_5812

26 maio 2014 at 02:26 Deixe um comentário

Tudo hoje e amanhã…

image

Ora parecemos velhos demais para começarmos algo novo, ora calculamos sermos novos demais para fazermos planos. Esse vai e vem de idéias vêem aos 15, aos 18, aos 32… aos 64, aos 97… aos 107… Todas juntas e ao mesmo tempo. Num dia qualquer vasculhamos a gaveta do quarto e encontramos um caderno amarelado. Ainda bonito. Algumas poucas folhas ocupadas por versos adolescentes. Muitas folhas em branco, livres para me reinventarem por toda uma vida.

22 março 2014 at 17:40 Deixe um comentário

“Ele abriu os olhos primeiro para mim…”

E uma pausa. A pausa do nó. O nó nas gargantas. Foi assim a conversa que tive há pouco com meu filhote, pelo telefone. Ele, do hospital, em alguma sala onde ficam os recém-nascidos; eu, de casa, em algum lugar onde ficam os corações das mães.

O que passa pela´quela cabecinha perdida no turbilhão das emoções do alto de seus quase sete anos? Pela minha, desde a madrugada insone, passa um filme do dia em que ele nasceu. Uma sexta feira, como hoje. Uma sexta-feira, às 17h58. Tem hora mais esperada no mundo? A hora universal da alegria, da festa, da celebração! Parto forte o do meu garotinho. Bonito. Momentos intensos. Felipe já chegou mostrando a quê veio.

Agora a história se repete. O pai é o mesmo. O papel da mãe ficou para outra protagonista. Nessa troca de atrizes, a inversão de alguns papéis e novas experiências, novos entendimentos. Quando o outro toma uma posição que antes era só nossa e, por nossa vez, assumimos uma posição que antes era só do outro, pode acontecer de a empatia solucionar alguns de nossos dramas, porque temos a chance de compreender os dramas do outro. 

Nessa vida estamos sempre girando, ora à deriva, ora no controle do leme… ora lá, ora cá…

Então: Felipe! O menininho em quem vejo meus olhos. Em quem reconheço um traço meu de soslaio, um trejeito qualquer, uma ideia que poderia ter saído de mim. Tudo isso de meu, nele, se mistura com traços do pai, dos avós. Tantos em um. No entanto, porém, contudo, todavia… algumas piscadas me escapam. Não sei como foram parar ali, me pergunto de onde vieram, quem as deixou. Tantos traços meus e, agora, além dos traços próprios, os laços.

Então: Rodrigo! Mais um serzinho iluminado entre nós, mais uma criança que carrega a pedra da cura, do perdão e do amor. Irmão do meu filho, algo de meu. Ainda não sei exatamente quanto de meu, como de meu, o quê de meu, mas sendo irmão do meu Felipe, já tem aí boa parte do meu coração.

Talvez, pensando melhor… não haja nada de meu, e eu seja mais deles do que eles de mim. Dois irmãos. Que sigam pela vida unidos por laços fortes de amizade e companheirismo, de mãos dadas, cada um com seus tantos traços e laços. E que a grande família vá aumentando!

“Mãe… eu falei com ele e ele sorriu por um tempão pra mim… O quê? Ah, não sei se ele é parecido comigo, rs… E meu pai que esqueceu de trazer as luvinhas e teve que colocar uma meia pra esquentar as mãozinhas dele! Ah, mãããe… ele abriu os olhos primeiro para mim!!! Humm… tá, agora chega, vou desligar… vou lá cuidar do Rodrigo, ficar perto do meu irmãozinho… Beeeijo!”

irmaos

22 fevereiro 2013 at 16:03 Deixe um comentário

Posts antigos


Comentários

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Turistas na Aldeia

  • 26,514 passeios por aqui! Obrigada!

2008-2016 © Todos os direitos reservados

Todo o conteúdo deste blog é protegido pelas leis de direitos autorais. Quer copiar e colar algo? Escreva para dc@dc.art.br, cite minha autoria e tudo bem! ;)