Diário de Viagem

Para Ti … Para Mim!

Chove. Não poderia escrever sobre Parati ao som de outra música. Somente esse embalo, esse barulim bom, para me guiar novamente pelas pedras que calçam meus pés naquela cidade. E as lembranças começam a vagar, lentas como a garoa, pelos detalhes ricos dessa viagem mágica.
w140paraty.jpg

Dia 24 de outubro. Quarta-feira. Desperto às 4h45 da manhã. Sensação de aperto no peito. Nunca deixei meu Felipe por mais de um dia longe de mim. Será a primeira vez. E que aperto no peito em olhar aquele anjinho dormindo na cama ao lado, aquela perfeição de gente, aquela criação divina. Será que vou? Vontade de ficar… Mas é trabalho e é passeio merecido após um período de grandes mudanças, a principal delas minha separação do Eduardo. É a busca inconsciente por algo que ainda não sei o que é, mas que não tarda a ficar óbvio.
Sou levada ao aeroporto pela carona carinhosa de meu pai. Só ele mesmo para atravessar a cidade às 6 da manhã por mim! Pego o vôo das 7 com uma hora de atraso. Pela forte chuva que caía no Rio (ela, mais uma vez!), desvio a rota para Belo Horizonte. Sempre quis conhecer Minas Gerais, mas podia ser mais que o banheiro do aeroporto… nos fizeram descer do avião e, desorganizadamente, retornar cinco minutos depois. Seguimos ao Galeão, finalmente. O caos. Além do cansaço da viagem, o cansaço pela espera ansiosa da bagagem (que só apareceu duas horas depois, encharcada) e o cansaço mental de tentar achar uma solução: Rio de Janeiro em colapso pelo aguaceiro que desabava, pelo túnel desmoronado, pelas ruas alagadas e pela indisponibilidade de táxis. Deveria entrevistar às 11h, no Leme, o Flávio Damm, renomado fotojornalista, consagrado na década de 50 por seu trabalho na revista O Cruzeiro, e parte integrante da história da imprensa brasileira. Leme alagado. “Seu Flávio, me desculpe pelo transtorno, não se prenda aí por mim, acho que dessa vez não vai dar.” 13h, esperando a bagagem. 13h30, louca de fome. “Seu Flávio, voltarei para Curitiba. Marcamos outro dia.” 14h, chega a bagagem estropiada. Almoço: uma gororoba de hambúrguer com batatas-fritas. 15h, na fila do guichê da Tam para retornar a Curitiba, desanimada, cansada e sem visualizar outra saída. Mais de 50 pessoas na minha frente e uma má vontade tremenda por parte dos funcionários. Ligo para a rodoviária. Tem saída para Parati às 16h. Um segundo para pensar. Pronto! Saio correndo da fila e encontro um táxi. Direto para a rodoviária. O trânsito para aquela região estava mais tranqüilo. “Seu Flávio, estou indo a Parati mesmo.” “Ah, menina, vá sim! Aproveite bastante, se divirta… Se puder, na volta, passe aqui. Ah, calce um tênis. Parati, nessa chuva, é inviável com outro sapato.” Dá tempo até de ler um trechinho de “O Adiantado da Hora”, de Cony, debaixo de respingos de chuva, antes de embarcar. Alívio. Respiro fundo e me acomodo no banco do ônibus. O começo da paz que reinaria durante toda minha estada naquele paraíso chamado Parati, sem me deixar por um segundo sequer.
Apago um pouco durante o trajeto. Ônibus quebra na estrada. Duas horas de espera até chegar outro veículo. Pela janela da lanchonete, fico vendo a chuva passar. Um frescor, cheiro de chuva. No ônibus, esperando, me concentro facilmente na conversa dos outros passageiros. Conversas boas, de gente mansa. “Sandra, você viu a Fulana de Tal que…?” “Então fui ao médico e…” “Trabalhar no Rio durante esses dias foi…” “Amor, você deveria ter falado isso antes, já estou à caminho…” Que inocência, simplicidade e ingenuidade do casal com a filhinha de lábios leporinos. E os estrangeiros, de onde seriam? Quatro figuras curiosas… E a criança chora. E aquele choro estridente de recém-nascido me faz bem, me traz paz, ativa valores novos em mim. Saudade muita do Felipe.
Outros “Costões” [como são chamados os ônibus da empresa Costa Verde] chegam e saem. Nenhum o meu. Alguns passageiros com destino a Angra [dos Reis] embarcam nos bancos vazios dos Costões. Eu espero. E pela primeira vez foi bom esperar.
O grupo que restou se uniu de forma inexplicável. Passageiros e motorista numa harmonia estranha, como se fôssemos todos compassivos uns com os outros. Estranha ligação. 23h, finalmente, Parati. Sandra, uma das passageiras daquele Costão, me leva até a “simples mas limpinha” (fala minha cicerone) Pousada da Dalva, de quem é vizinha. A mala de rodinha nos braços, incompatível com as ruelas de Parati, me matando com seus mais de 16 quilos. Atravesso uma ponte. Um banho de chuva até a pousada. E que banho bom também na Dalva. A água muito presente, como seria durante toda a viagem! Sinto o início da travessia de outra ponte…

w61paraty.jpg
w82paraty.jpg
w141paraty.jpg
w12paraty.jpg
w55paraty.jpg
w168paraty.jpg
w144paratyb.jpg

Dia 25 de outubro. Quinta-feira. Abro a janela e garoa! Meu all star está encharcado, sem qualquer possibilidade de uso. “Estou sozinha, certamente continuarei a viagem sozinha, [essa já é outra história “triste”… deixa pra lá!] mas estou em Parati e isso é tudo de bom”, penso. Desço as escadinhas da Dalva e me surpreendo com uma varanda linda, coberta de folhas de parreira, algumas mesinhas bem postas e um café-da-manhã simples, mas delicioso e acolhedor. Com o cansaço com o qual cheguei ontem não pude perceber este ambiente. [Enquanto escrevo, neste exato momento, pousa uma joaninha na tela do computador. Escrever sobre Parati envolve sempre a natureza e seus encantos, como joaninhas, sol e chuva!] A chuvinha dá uma trégua e saio da Dalva, pé ante pé, sentindo a cidade de mansinho. Sigo para o centro, em busca do casarão onde aconteceria a primeira entrevista do dia: uma conversa entre César Barreto e Marcos Piffer, orientada por Juan Esteves. Logo na entrada encontro o Juan. Como já escrevi em outra oportunidade, gente boníssima [uns meses atrás, em Curitiba, eu o entrevistei para a SFC, revista de fotografia da qual coordeno a parte editorial].Esta primeira entrevista rendeu algumas anotações soltas em meu bloquinho: Vida Viajante, Luiz Gonzaga… Sabiá e Assentamento, Chico… [músicas que amei ouvir, tocadas durante as projeções das imagens de Barreto]; flor de pedra… [adoro aquelas plantas chamadas Flor de Pedra e o Barreto mostrou uma fotografia dela e comentou algo a respeito sobre a ligação de fotografar esta planta e seu fascínio em fotografar pedras, pedras e mais pedras… talvez algo inconsciente envolvendo o “tirar emoção de pedra”]; “gente se mexe, não rola… pra tomar chope é legal” [diz Barreto], “fala, né?” [retruca Juan], “fala” [responde Barreto, sobre sua preferência em fotografar pedras!]; história cigarro x tempo de exposição [não sei por que anotei isso, não lembro mais da história mas imagino do que se trate…]; Weston: horti-fruti [deve ser pela tirada de sarro das preferências de cada um para fotografar. Assim como a inspiração de Weston, Barreto é louco por pedras e moedas… Cada louco, ops, cada fotógrafo com sua mania!]; díptico [anotei porque gosto da palavra e porque achei que poderia render um trabalho pessoal]; “não gosto de fotografar coisas que não gosto” [disse Barreto]; preservação da memória e memória emotiva [sobre o trabalho de Piffer em Santos, o que me lembrou meu trabalho de documentação e registro em Guaratuba]; “chegar sozinho te faz ser acolhido de outra forma, em dupla cria uma unidade” [frases de Piffer, bem didáticas e propicias ao meu momento!]…Entre música, boa imagem e bons pensamentos, tive um primeiro momento excelente na programação do Parati em Foco. Conversa boa, muitas reflexões e ligações internas e a natureza também muito presente. Ah, encontrei por lá alguns conhecidos curitibanos, a galerinha da Portfolio, escola de fotografia: companhia durante boa parte da viagem!Saio do casarão [Casa da Cultura de Parati] e… uma livraria convidativa - e poderia não ser? - na esquina! Ah, um dos meus grandes prazeres na vida! Não resisto, lógico, dou uma olhadinha geral e… compro um Bukowsky! Encontro o pessoal ali por perto. Hora de uma voltinha rápida pelo centro histórico para especular o lugar e fazer as comprinhas básicas de presentes! Nesta altura do campeonato, já estou munida de uma capa de chuva, que seria minha grande companheira! Na parada para compra da capa, me perco do grupo e opto por não procurá-los! Não fujo… mas também não facilito o encontro! Vontade de andar só, para o tempo render… Então, percebo que o seguir sozinha e o seguir acompanhada estavam se revezando o tempo todo. Desta volta inicial, a ansiedade por saber que tenho apenas mais um dia em Parati e que não terei tempo de curtir plenamente este lugar. Almoço no Saboroso, buffetzinho por quilo, simples, porém muito bom, com temperos realmente sabororos!

w6paraty.jpg

À tarde, mais entrevistas. Cláudia Jaguaribe e Tuca Vieira por, novamente, Juan. A questão da construção x não-construção na fotografia. Anotações em meu bloquinho: vocabulário imagético; interpretação… por que é difícil dar certo? As pessoas aceitarem? Falta de costume? [não lembro de que se tratam estas indagações nem mesmo se são minhas ou do Tuca…]; “o tempo de esperar… eu acho legal” [esta, sim, é do Tuca, mas, devagar, passei a adotá-la também]; “teleobjetiva é uma lente que se presta a organizar o caos da cidade” [do Tuca]; “cada imagem contém outras imagens…” [da Cláudia] “…e gera novos recortes” [do Juan]; “eles me mandaram trazer lama e eu trouxe arco-íris” [Tuca, sobre matéria sobre chuva e alagamento para Folha de São Paulo]; “a poluição não era minha pauta, mas me obriguei a fazer a foto para poder sobreviver àquela situação desagradável que estava me incomodando” [Tuca, que é fotojornalista da Folha, sobre um dia de muita poluição em São Paulo e sobre o poder de TUDO, inclusive de “cura”, da fotografia]; suporte… música, projeção… estão ficando importantes hoje em dia, alguns paradigmas estão mudando [penso em estratégias para dar aula – quero, um dia, dar aulas… se possível, sobre fotografia como instrumento de linguagem]; porque um olhar sempre é carregado de outros olhares, de histórias…; “tô menos preocupada em criar imagens do que contextos” [Cláudia]; “trabalho pessoal x profissional… sempre estiveram muito claros, mas a diferença tem se diluído… é uma forma íntima que diz respeito mais a mim mesmo que à cidade… para que eu não perca a paixão do início…” [provavelmente dito pelo Tuca…]; “para mim, as fotos do Tuca também são construídas, cartesianas…” [argumentação de Bob Wolfenson, na platéia]; “toda imagem é uma construção, não tem como fugir disso” [fecha Jaguaribe].
Final da tarde. Saio dali e dou um pulo na Dalva, deito um pouco na cama para descansar para a próxima palestra, que começa às 18h30. Uma maratona! Prevenida, com linha e agulha, costuro minha bolsa nova que já está em fase terminal. Depois um café com queijadinha. Ma-ra-vi-lho-sa! Amo queijadinha!
De volta ao casarão, Bob Wolfenson e J.R. Duran, entrevistados por um menino [Bruno Torturra] que se embasbacou todo lá na frente, coitadinho, perante os dois esnobes. Farta exposição de egocentrimos, babaca discussão sobre o “bom entortamento e o mau entortamento de modelos”. Anotações: “o problema daqui é o isolamento, a não ser que você comece a expor fora, aí você entra no preço internacional” [Bob]; “se você quiser ser reconhecido mundialmente, saia do Brasil” [Bob]; “o $ é um multiplicador. Se você é feliz e tem $, vai ser muito mais feliz. Se você é infeliz e tem $, vai ser muito mais infeliz. E a Playboy é a mesma coisa: é uma multiplicadora dos objetivos das pessoas que estão lá, independente de quais sejão” [Duran, questionado sobre a “bundalização” geral na qual vive - ou sobrevive - nosso país]; “quando o mar bate na rocha, quem se fode é o marisco, e eu sou o marisco” [Bob, sobre as negociações entre agências e clientes]; “eu não acho nada, eu me divirto” [Bob, né?]; e, por fim, “eu acho maravilhoso o digital hoje permitir que todo mundo seja fotógrafo” [também Bob, do alto de seu pedestal rodeado pela grana!].
Noite. Pizza no Spagueto, meu restaurante de todas as noites! Depois, bar do Tchê! Não, do Che mesmo!!! Com direito a Frida Kahlo e forró dos bons, com a presença dançante do mestre Walter Firmo! Saiu deste bar o copo que eu trouxe de lembrança para Curitiba. Caipirinha na íntegra ainda, galera querendo mudar de bar, não dava pra deixar lá!!! Foi junto pro Bar do Lúcio e veio comigo para Curitiba, pra me trazer o clima daquela noite a cada vez que me servir uma água!
À uma da manhã, caminhada pelo centro histórico, ainda muitas fotos… troco um inglês fuleiro com o David [Alan Harvey, um dos principais fotógrafos da National Geographic e integrante da Magnum]… converso um pouco com um menino maluquinho… e, cansada de tanto papo furado, pego o trajeto da ponte em direção ao descanso mais que bem-vindo na noite de hoje!

w50paraty.jpg
w57paraty.jpg
w34paraty.jpg

Dia 26 de outubro. Sexta-feira. Na teoria, meu último dia em Parati. Na Dalva, companhia para o café-da-manhã: a moça “gralha” do evento, aquela que faz “interessantes” observações em todas as palestras! Gustavo, filho da Dalva, me avisa que devo liberar o quarto até o almoço, conforme combinado, pois há reserva para novos hóspedes. Hora de levantar as reais possibilidades de ficar mais uns dias. Faço da rodoviária meu quartel: diversas ligações para empresas aéreas tentando conciliar as viagens “por terra e pelo ar”. Num clique, recordo que alguém me disse que estavam sobrando duas vagas na van do pessoal que veio de Curitiba. É isso. Mesmo sem certeza das tais vagas, cancelo meu vôo marcado para hoje e permaneço em Parati! Depois de muitas fotos pelo caminho e algumas leves preocupações acerca de minha volta, chego a Casa da Cultura e acompanho a palestra da manhã.
Marlene Bergamo. No meu bloquinho, “esperanças e desesperanças com a fotografia”. Obviamente me identifiquei com a frase, que expôs a decepção da fotógrafa, que disse não enxergar transformações a partir da fotografia nem a curto nem a longo prazos. Para ela, “fotografar é, de alguma forma, um meio de sobreviver a este caos e às discrepâncias. É preciso estômago tanto para fotografar mortos no subúrbio quanto festas sociais da alta elite”. Ela citou Lewis Hine e as fotografias das crianças como precursor deste trabalho de transformação e denúncia. Na platéia, o escritor, poeta, pintor e jornalista Eduardo Alves da Costa recebe aplausos entusiasmados por uma historinha contada.
Volto pra Dalva, pego a mala e caminho em direção a Pousada do Forte, ali pertinho, porém com uma considerável subida para encarar com a bagagem nas costas, mais uma vez! Encontro um amigo no caminho que me dá uma mão! Depois de mais um almoço no Saboroso, passeio pelas ruelas e visito a igrejinha próxima ao evento [Igreja de São Benedito]. R$ 2,00 para entrar. Patrimônio histórico. Que paz que senti! E como gostei de conhecer São Benedito… mais um santo ao qual devotar, assim como para Meu São Chico que tanto amo e que tanto me faz bem! Escuto sobre a história da igreja e sobre os significados de sua arquitetura e decoração e saio de lá encantada! Ah, ainda dentro da igreja, o primeiro choro do dia, uma prévia do que viria em enxurrada pouco mais tarde. Choro por pensar em Felipe e sentir com toda a força o amor desse milagre divino que é um filho!
Na Casa da Cultura, o ponto máximo do evento! Momento que jamais esquecerei. Uma renovação de forças em mim. História acontecendo sob meus olhos: Arlindo Machado, Walter Carvalho e Walter Firmo, os grandes mestres do Parati em Foco, ícones brasileiros da fotografia, do estudo da imagem e da cultura das artes visuais. De chorar do início ao fim. E depois do fim…
Uma vontade imensa de compartilhar aquele momento com pessoas queridas e sensíveis aos meus sentimentos. Ligo para minha mãe! Ela já estranha e se preocupa com a voz embargada, mesmo disfarçada por assuntos banais. Não agüento e, contando sobre a palestra mágica que acabo de presenciar, desando a chorar feito criança aos prantos e sou obrigada a sentar no meio-fio da pracinha para curtir com toda a intensidade possível aquele momento de liberação, de extravaso de sentimento e de lágrimas a tanto tempo contidas. Maravilhoso chorar por isso, chorar assim…
Após a última palestra do dia [Planeta Terra, com David Griffin, Matthew Shirts e Luciano Candisani, todos da National Geographic, entrevistados pelo Cláudio Edinger], reservei a noite apenas para mim! Uma noite para relaxar, somente eu e eu mesma! No Forte, tomei um banho relaxante, coloquei um vestido leve que me deixou leve também, minhas argolas de madeira e meu bracelete de sementes. Alguns acessórios nos trazem muita força, energias diferentes. Da pousada direto para o “paraíso hippie-zen” que encontrei no Centro Histórico. Um lugar de muito verde, céu aberto, chão de terra batida, luz indireta naquela noite enluarada, incensos, cores, trecos e cacarecos daqueles que fazem a mente vaguear por outras bandas, mais tranqüilas. Um centro zen mesmo, um “quase spa”! Foi lá que, durante minhas andanças por aquelas ruelas, conheci o “moço bonito da massagem” [não recordo o nome dele]! Passou em mim um óleo de copaíba [ah, não tenho certeza desse nome…], diz que vindo da Amazônia. Realmente um aroma sem igual. Trinta minutos só meus, uma delícia! Até elogios aos meus pés eu recebi! Ok, nenhuma novidade! Já estou acreditando que meus pés realmente tenham algo a mais! “Com esses pés você não anda??? Você flutua!?!” Uau! Trinta minutos de princesa em plena Parati! Pena que o tal moço bonito falava demais…!
Flutuando, então, cheguei sozinha em meu recanto noturno, o Spaguetto, e, sozinha, jantei. No meio do caminho… tinha uma chuva! Escolhi uma mesa no salão aberto, nos fundos do restaurante. Chuva caindo ao lado da minha mesa, também luz indireta, muito verde e cores fortes. Massa e peixe divinos. Mais divino ainda jantar ali, naquela ocasião, sozinha, desfrutando completamente de cada sabor. A noite foi um presente para minha alma!

w26paraty.jpg

Dia 27 de outubro. Sábado. Um café-da-manhã delicioso com os amigos no Forte para um dia reservado só pra festa! Também somos filhos de Deus, né? Deixamos de lado a programação do evento hoje para conhecer as praias da região. Primeira parada: Praia do Sono! Espetacular! Após uma caminhada de uns 40 minutos, subindo e descendo morro, avistamos aquele pedacinho do paraíso, praticamente deserto! Nós [em seis], uma meia dúzia de moradores e mais uma meia dúzia de turistas hippies perdidos por ali! Manhã de muita foto, muita conversa boa e fiada, muito mergulho no mar e uma tentativa frustrada de aprender a surfar com um caiçarinha! De almoço, a melhor pescadinha que já comi em minha vida, pescadas pelo Seu Rui [hummm… memória fraca, devo confirmar este nome também!] e preparadas pelas mãos de sua esposa. Está certo que levou mais de uma hora para chegarem em nossa mesa de plástico improvisada na areia da praia mas… talvez pela fome ou não… nosso banquete de pescada estava di-vi-no! Conversa vai, conversa vem… hora de picar a mula! Passeio de barco! Delícia!!! Depois, Praia do Meio, em Trindade, com direito à soneca debaixo do sol morno do final de tarde e “massagem natural” na cachoeira do Chuveirinho.

w145paraty.jpg
w108paraty.jpg
w118paraty.jpg
w157paraty.jpg
w160paraty.jpg

Dia 28 de outubro. Domingo. Voltar para casa… por mais mágica que seja a viagem, é a melhor parte, sempre!

11 Comments Add your own

Leave a Comment

Required

Required, hidden

Some HTML allowed:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed