Posts filed under 'vida'

Regina Brett’s 45 life lessons and 5 to grow on

Posted by Regina Brett September 20, 2007 14:03 PM
Originally published in The Plain Dealer on Sunday, May 28, 2006

To celebrate growing older, I once wrote the 45 lessons life taught me. It is the most-requested column I’ve ever written. My odometer rolls over to 50 this week, so here’s an update:

1. Life isn’t fair, but it’s still good.
2. When in doubt, just take the next small step.
3. Life is too short to waste time hating anyone.
4. Don’t take yourself so seriously. No one else does.
5. Pay off your credit cards every month.
6. You don’t have to win every argument. Agree to disagree.
7. Cry with someone. It’s more healing than crying alone.
8. It’s OK to get angry with God. He can take it.
9. Save for retirement starting with your first paycheck.
10. When it comes to chocolate, resistance is futile.
11. Make peace with your past so it won’t screw up the present.
12. It’s OK to let your children see you cry.
13. Don’t compare your life to others’. You have no idea what their journey is all about.
14. If a relationship has to be a secret, you shouldn’t be in it.
15. Everything can change in the blink of an eye. But don’t worry; God never blinks.
16. Life is too short for long pity parties. Get busy living, or get busy dying.
17. You can get through anything if you stay put in today.
18. A writer writes. If you want to be a writer, write.
19. It’s never too late to have a happy childhood. But the second one is up to you and no one else.
20. When it comes to going after what you love in life, don’t take no for an answer.
21. Burn the candles, use the nice sheets, wear the fancy lingerie. Don’t save it for a special occasion. Today is special.
22. Overprepare, then go with the flow.
23. Be eccentric now. Don’t wait for old age to wear purple.
24. The most important sex organ is the brain.
25. No one is in charge of your happiness except you.
26. Frame every so-called disaster with these words: “In five years, will this matter?”
27. Always choose life.
28. Forgive everyone everything.
29. What other people think of you is none of your business.
30. Time heals almost everything. Give time time.
31. However good or bad a situation is, it will change.
32. Your job won’t take care of you when you are sick. Your friends will. Stay in touch.
33. Believe in miracles.
34. God loves you because of who God is, not because of anything you did or didn’t do.
35. Whatever doesn’t kill you really does make you stronger.
36. Growing old beats the alternative – dying young.
37. Your children get only one childhood. Make it memorable.
38. Read the Psalms. They cover every human emotion.
39. Get outside every day. Miracles are waiting everywhere.
40. If we all threw our problems in a pile and saw everyone else’s, we’d grab ours back.
41. Don’t audit life. Show up and make the most of it now.
42. Get rid of anything that isn’t useful, beautiful or joyful.
43. All that truly matters in the end is that you loved.
44. Envy is a waste of time. You already have all you need.
45. The best is yet to come.
46. No matter how you feel, get up, dress up and show up.
47. Take a deep breath. It calms the mind.
48. If you don’t ask, you don’t get.
49. Yield.
50. Life isn’t tied with a bow, but it’s still a gift.

To reach this Plain Dealer columnist: rbrett@plaind.com, 216-999-6328

Add comment 15 Setembro 2009

a FOFOCA, agora, liberada!

Maravilha! Que alívio poder assumir com todas as letras SOU FOFOQUEIRA! Que delícia poder gritar as quatros cantos AMO UMA FOFOCA! Verdade!!! A mais pura verdade, do mais fundo do meu íntimo! A-DO-RO aquela conversinha cheia de segundas, terceiras e quartas intenções ao lado da pia da cozinha! Humm… e aquelas cheias de moral no meio do cafezinho do meio da tarde?! Hummm… Melhor que essas, só aquelas beeem apimentadas de mesa de boteco… ahh, aquelas sim!

Mas antes que eu esqueça, deixa eu te contar a última da vizinha do quinto andar: disse que descobriu uma fofoca pra lá de maldosa rodando por aí! E me contou, acredita?! Já sabe qual é? Quer que eu conte? Ai, mas jure que não vai comentar com ninguém! Andam falando que ela…. ééé… bem isso…. que ela ó… lá pra’quelas bandas… ééé…. meniiina, hoje em dia tá uma loucura mesmo… a gente não sabe mais por quem pôr a mão na fogo… Deeeeus me livre!

Bah, mas deixa eu te contar mais essa: sabe aquele escritor, liiindo, dos olhos azuis, que descreve a alma feminina como nenhuuuma mulher seria capaz? Qual o nome dele mesmo? Lembra? Esqueci… Então, aqueeele! Confessou em praça pública (aliás, que praça, hein?!) que o pai era um fofoqueiro de marca maior! Acredita? Não, é? Pois sim!

Maravilha, não? Que bênção daquela criatura ter nascido numa família assim, movida à fofoca! Família como a minha: sempre com uma fofoquinha (= histórinha maliciosa não-maldosa) que não faz - e  nem pretende fazer! – mal à ninguém!!! Uma família na qual, simplesmente e com a maior bondade do mundo, de geração a geração, CONTA-SE HISTÓRIAS! Amém!   ; ] 

* A liberdade veio da boca do Chico! Ele mesmo! O Buarque! Em Mesa literária HOJE na Flip, na linda e apaixonante Parati! “Papai gostava de contar muitas histórias e gostava muito de fofoca. [...] Reunia os amigos e contava coisas escabrosas”, confessou. Então, me identifiquei instantaneamente! Também descendo de uma família onde a CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS, nossas ou dos outros, é uma constante! Rs… E talvez, ou provavelmente, ou certamente, seja essa uma de minhas grandes inspirações para fazer nascer de dentro de minha caixola as minhas próprias histórias! E essa conversa toda, essa ladainha, esse falatório que não tem fim, sem dúvida, é uma bênção!
** A joaninha apareceu de novo! Ela sempre aparece quando surge na tela a palavra “Parati”! Mágico, como tudo o é!

1 comment 3 Julho 2009

O que é crescer senão…

perdoar a quem amamos;
perdoar a quem já amamos;
perdoar a quem não amamos;
perdoar a nós mesmos;
dar significados às coisas passadas;
não sonhar significados às futuras;
buscar explicações para nossos erros nossas escolhas;
encontrar palavras certas que as definam;
descobrir soluções que as façam compreensíveis [por mais que irremediáveis];
rever fotografias sem tristezas;
tentar rever fotografias sem saudades;
não pensar mais,
não pensar tanto,
e
sorrir.

1 comment 13 Junho 2009

Tudo é sertão, tudo é paixão…

se um violeiro toca…  a viola, o violeiro e o amor se tocam!

musica3

Delícia de letra! Essa música me deixa no prumo, me põe na linha! É chuva na fazenda, encolhida numa rede na varanda, coberta por uma mantinha, olhando lá fora, espiando a vida que passa mansa, a natureza que corre no ritmo certo, em ritmo próprio… É chimarrão na madrugada, embalado por uma conversa de saudade, de memórias de família, de esperanças no que ainda virá… É grama verde, com cheiro de mato, cheiro dos flamboyants que amo tanto, cheiro de terra molhada… É o calor da fogueira da noite, sapecando pinhões ao som de notas soltas… É o retorno, a porteira aberta… o caminho de volta para mim…

MÚSICA, MÚSICA, MÚSICA!!!    QUE VIDA HÁ SEM ELA??!

3 comments 13 Maio 2009

A mim… holofotes de relax!

draw1

A minha alegria atravessou o mar e ancorou na passarela! Fez um desembarque fascinante no maior show da Terra! Será que eu serei o dono dessa festa? Um rei no meio de uma gente tão modesta! Eu vim descendo a serra… cheio de euforia para desfilar! O mundo inteiro espera… hoje é dia do riso chorar! Levei o meu samba pra mãe-de-santo rezar, contra o mau-olhado eu carrego o meu patuá, eu levei… Levei o meu samba pra mãe-de-santo rezar, contra o mau-olhado eu carrego o meu patuá! Acredito! Acredito ser o mais valente! Nessa luta do rochedo com o mar! E com o mar… É hoje o dia da alegria e a tristeza nem pode pensar em chegar! Diga espelho meu se há na avenida alguém mais feliz que eu! Diga espelho meu se há na avenida alguém mais feliz que eu…

… porque toda a força do mundo está aqui, dentro de mim. Porque há mais coisas entre o céu e a terra do que pensa minha vã filosofia e… porque… justamente por este motivo, é que as coisas devem ser feitas dentro da LEI DO MENOR ESFORÇO! Porque descomplicar é a regra! Porque ser BOBO, na maioria das situações do dia-a-dia, é a melhor opção! Porque ser transparente é SER LEAL A SI MESMO! Porque o amor deve ser INCONDICIONAL! Porque sem proteção, a gente pode ser perder! Porque sem acreditar, a gente pode nem se encontrar! Porque preocupar-se com o que o outro pensa é perder tempo precioso de crescimento e auto-conhecimento! Porque sem PAIXÃO  a vida não tem a menor graça! Porque a INTENSIDADE é o que vale! Porque deixar de rir é deixar a alma na GAVETA! Porque deixar de ser criança é ficar olhando, DA JANELA, a vida desfilar pela avenida! Porque…..


* Letra da música É Hoje, composta por Didi e Maestrinho.

Add comment 23 Abril 2009

No ninho…

outono
Dias ensolarados, tardes luminosas, noites estreladas de brilho intenso no céu platinado. Dias de recolhimento, menos conversas e mais olhares, mais sensações e percepções, menos atitudes expressivas e mais reflexões. É importante respeitar o momento propício à introspecção. Tempo de aconchego, de ninho. Uma chance a mais de nos conectarmos com a Roda Sagrada da Vida. A oportunidade de percebermos a Mãe Terra nos envolvendo, na brisa suave e no tapete dourado de folhas secas que cobre o chão. Cores quentes nos mostrando novos caminhos. A Natureza se prepara para o inverno. As aves e os animais ficam mais silenciosos. Tudo convida ao descanso. É o outono que chega!
Com ele, novos aromas pelo ar!  O salgado do verão cede lugar ao cheiro de bolo saindo do forno! A brincadeira na areia dá lugar ao sono no colo de mãe, na casa anoitecendo com as luzes do céu. A respiração da criança orienta o ritmo da casa. Cheiro de mãe. Aconchego entre os seios, lembrança do alimento primeiro. O lanche durante a brincadeira agora é mesa posta para o café da tarde. O rosa das flores agora é canela embrenhando-se pela casa.
Silêncio nas casas, silêncio nas mentes. Agora, nossos corações voltam-se para nós mesmos e pedimos a Mabon, Deus do Amor, proteção aos que amamos e força para superarmos o porvir, a escuridão do inverno. O fogo queima, em gratidão, os nomes das mulheres que nos antepassaram e, assim, resgatamos a energia acolhedora daquela que cuida e protege.  Desde o Alban Elfed, “Luz do Outono” ou “Dia do Equilíbrio”, comemorado em 21 de março, nos voltamos ao agradecimento e nos aconselhamos com nossos sábios ancestrais. Nesta época, a 
Mãe Terra nos sopra a magia amarela e laranja e faz amadurecer os frutos que serão guardados para o inverno que se aproxima. É momento de colheita e de reserva de alimentos. É tempo de alinhar-se com a natureza para o equilíbrio dos corações!

Add comment 6 Abril 2009

Da respiração, do pensamento e da estética

A palavra ESTÉTICA está diretamente ligada à percepção e sensação (por sua origem grega). Na Filosofia, a teoria estética tem como objeto de estudo a natureza do belo, a fim de determinar o que provoca, no homem, sentimentos de harmonia, afinidade, admiração etc. É também um dos fundamentos da arte. A estética, do belo ou do feio, do harmônico ou do ridículo, detona emoções positivas ou negativas.
Porém, o conceito de estética não delimita-se apenas ao corporal. Há uma estética no bairro em que moramos, na rua pela qual caminhamos, na maneira como dispomos nossos móveis, nas cores e formas das cidades… Até a natureza tem sua estética. Mas, acima de tudo, há uma ESTÉTICA INTERIOR.
No caos da vida, corremos o risco de viver constantemente num estado de frenesi. Há um excesso de atividades, de exigências e de informações que acarretam num também excesso de sensações! E, na grande maioria das vezes, essas sensações vem desordenadas. Aí então instala-se o caos interno. E, seguramente, nosso desequilíbrio estético, interno e externo, torna-se visível.
Ninguém vive as 24 horas do dia em estado de tranqüilidade extrema. Temos nossas oscilações. No entanto, é fundamental fazermos uma opção de vida: se desejamos viver no ritmo biológico do ser humano “natural, embrionário”, ou se nos deixaremos levar pelo ritmo do ser humano “social”, o ser humano inserido na insanidade do caos.
Pra quem escolher fazer parte do primeiro grupo, a primeira tarefa é aprender a RESPIRAR. É inacreditável o conforto estético interno – e, conseqüentemente, externo – que a simples CONSCIÊNCIA de nossa respiração pode causar. É fascinante o controle das emoções e a organização dos pensamentos que esta prática proporciona. E é notório, fisicamente, um estado de espírito leve.
Portanto, “decore sua alma” (como diz um amigo), inspire e expire todos os instantes de sua vida, para que sua estética seja sempre a do belo, refletindo o melhor de sua essência!

1 comment 2 Abril 2009

É só o tempo que não volta…

“A criança sofre, o adolescente sofre. De onde nos vêm, então, a saudade e a ternura pelos anos juvenis? Talvez porque nossa fraqueza fosse uma força latente e em nós houvesse o germe de uma plenitude a se realizar. Não havia ainda o constrangimento dos limites, nosso diálogo com os seres era aberto, infinito. A percepção era uma aventura; como um animal descuidado, brincávamos fora da jaula do estereótipo. E assim foi o primeiro encontro da criança com o mar, com o girassol, com a asa na luz. Ficou no adulto a nostalgia dos sentidos novos.”

Ontem assisti à colação de grau de um primo. Não faz taaanto tempo da minha formatura (uns cinco anos), mas durante toda a cerimônia fiquei com a impressão de que muita coisa mudou e que hoje há limites que antes não existiam. Profissionalmente e pessoalmente. Fisicamente e emocionalmente. Minha liberdade de ir e vir - principalmente em relação a sonhos, projetos e pensamentos -  parece não ser mais a mesma. Há uma preocupação, latente, chata, em não errar mais. Esse é o limite. E as palavras de Ecléa Bosi (citação acima), em Memória e Sociedade: lembrança de velhos (p. 83), cabem muito bem aí: há um constrangimento em perceber esses limites.

São tantos sonhos anunciados aos quatro ventos que simplesmente foram se desfazendo no ar, tantas decepções, tantas mudanças na rotina, tantos projetos escancaradamente falidos. A impressão – deve ser só impressão! – é que, por conta de todos esses nãos da vida (impostos pela ordem natural das coisas, ou impostos sem nosso consentimento mesmo ou ainda criados por nós mesmos), somos “analisados” e “definidos” por quem nos cerca e, pior, por nós mesmos. Certamente isso ocorre, lógico. Afinal, somos feitos daquilo que cativamos (e, talvez, também daquilo que “cativam em nós”)! Mas como é constrangedor!

Então talvez eu tenha sentido inveja daqueles formandos. Parece que ainda têm toda uma vida pela frente. Sei que estou exagerando, não sou nenhum ser jurássico, nem balzaquiana ainda, mas já com o peso de algumas – mesmo que poucas – limitações!

Não é pra ser um desabafo desanimador. Pretendo jamais desanimar os leitores da Minha Aldeia! São apenas algumas bobagens que passaram por minha caxola cheinha de caraminholas… ainda bem que essas bobagens vêm sempre acompanhas de muita paixão pela vida! E isso já basta pra seguir em frente, tentando sempre superar todo e qualquer limite!!! Rs…

Um abração em todos!
Dani

Add comment 22 Agosto 2008

E se a alma perguntar: quão mais longe?

Deves responder: do outro lado do rio,

Não este, o outro, logo adiante.

Alejandra Pizarnik

Add comment 11 Agosto 2008

Uma brisa de paixão… ?!


… Lua Cheia fica doida
Lua Cheia vamos namorar
Lua Nova vida boa
Lua Nova ela quer casar…

Lua Cheia (de Léo Henkin), Papas da Língua.


Nanets, pra vc, minha amiga!
Pra vc, pra mim e pra nossa eterna alegria de viver,
seja nas águas daqui, seja nas águas jamaicanas!
FOTO: Danielle Cristina, Guaratuba-PR, julho 2008.

1 comment 20 Julho 2008

“Simplicidade é isso:

… quando o coração busca uma coisa só.”

Amigos, texto bom do Rubem Alves no site do Gabriel Chalita. Aliás, o site todo é recheado de coisas boas, de um pouco de luz! Vale a pena!
Bjooos a todos!

Add comment 16 Julho 2008

Rotinas. E não é um papo-de-doido…

Mãe véio! Mãe veia. Mão. Mãe véia.
Um varal de vicissitudes.
Vasto, vago.
E venta, ainda.
Como veleja por virassóis.
(…)
Mãe, escrevê, mãe. Mãe, escrevê tuudo, mãe. Mãe, escrevê maais. Mãe véio!
Mooõe, não dêza mais, mõe! Qué bincá!

DC e Fê, ontem, ao acordar!

Add comment 10 Julho 2008

Deusa Clarice: obrigada, obrigada, obrigada!

“Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias.” (Clarice Lispector)

1 comment 13 Junho 2008

Dia do Pão

O pão é um alimento sagrado. É o alimento do compartilhar, da união, da oferenda. E, talvez, melhor que saboreá-lo, seja fazê-lo! Uma sensação gostosa de produção, de ver crescer algo ao qual você se dedicou, pelo qual você literalmente colocou a mão na massa! E aquele cheirinho de pão saindo do forno tomando conta da casa? Hummm… tudo de bom!
Em homenagem ao Dia do Pão, nove de junho, publico minha famosa receita de pão, a pedido de muitas amigas! Meninas (e meninos, por que não?), mãos à massa! 

INGREDIENTES:
2 tabletes de fermento biológico (15g cada)
3 copos de leite morno [prefiro integral ou de soja]
1/2 copo de óleo [de oliva é mais saudável!]
2 ovos [os caipiras me dão a sensação de serem mais saborosos...]
3 colheres (sopa) de açúcar [uso o mascavo]
1 colher (sopa) de sal [o marinho também é mais saudável]
cerca de 1kg de farinha de trigo

MODO DE FAZER:
Coloque os seis primeiros ingredientes no copo do liquidificador e bata um pouco. Junte duas xícaras de trigo e bata bem.
Derrame a massa batida em uma tigela grande e vá acrescentando mais farinha até a massa ficar elástica, desgrudando das mãos e das bordas da tigela.
Reparta em quatro porções e coloque em quatro fôrmas para pão, tamanho médio, untadas. Asse em forno moderado até que sinta o aroma de suas broas (cerca de 40 min.)! Ao primeiro sinal do cheirinho delicioso de pão, aumente para a temperatura máxima do forno, até dourar.

Esta receita rende quatro fôrmas de pães: uma para você e mais três para presentear – com muito amor e sabor – as pessoas queridas!

Add comment 9 Junho 2008

Para mim, para minha mãe, para a mãe de minha mãe, para a mãe da mãe de…

Hoje (05 de maio) é aniversário de meu filho, Felipe. Dois aninhos! Em minha oração antes de dormir, ontem, peguei o livro “Uma Idéia Toda Azul” e o abri aleatoriamente, mentalizando que o conto em que eu abrisse seria uma homenagem minha a ele, algo que lhe enviasse boas energias! O escolhido por minhas mãos foi “Um Espinho de Marfim”.
 
Durante a caçada do rei, comecei a entender o recado. Eu, a princesa. Meu menino, o unicórnio. A vida, o rei. “Que animal era aquele de olhos tão mansos retido pela artimanha de suas tranças?” 
(Colasanti, 2006, p. 26)
 
Logo despertou minha atenção a prisão do unicórnio com a rede de ouro feita dos próprios cabelos da mãe, ops, da princesa. Uma prisão bonita, mas ainda uma prisão. O amor, quando muito muito cheio de cuidados e proteção, quando dono, também aprisiona. 

Quanto demorou a princesa para conhecer o unicórnio?
Quantos dias foram precisos para amá-lo?
(Colasanti, 2006, p. 26)
 
Como jamais conhecer o menino?
(Lispector, 1981, p. 142)

Do contrário da narradora da felicidade clandestina de Clarice, a princesa de Marina não precisou esperar o tempo de o unicórnio se deteriorar para conhecê-lo. Não precisou se afastar do animal. Ela se aproximou, olhou bem em seus olhos e o conhecimento – ou reconhecimento – veio de imediato. Com ele, o amor.
 
Em Marina, bastou o olhar. E o olhar com o coração. O unicórnio, livremente, fez-se entender pelo olhar, unicamente. Em Clarice, o olhar era inútil. O menino, em sacrifício próprio… “com urgência ele tem que se transformar numa coisa que pode ser vista e ouvida senão ele ficará só, tem que se transformar em compreensível senão ninguém o compreenderá, senão ninguém irá para o seu silêncio ninguém o conhece se ele não disser e contar”
(Lispector, 1981, p. 139)
 
O sacrifício presente nas três obras: na minha, na de Marina e na de Clarice. O sacrifício de três mães em nome de seus filhos, cumprindo a missão que o coração as impõe: amá-los acima de tudo, acima de si mesmas. Três mães em vida, em prosa e em poesia. Uma não menos mágica que a outra.
 

Leia:
COLASANTI, Marina. Um Espinho de Marfim, em Uma Idéia Toda Azul. São Paulo: Global, 2006.
LISPECTOR, Clarice. Menino a Bico de Pena, em Felicidade Clandestina. 1981. 

1 comment 6 Maio 2008

Para Felipe. Ponto.

Bola de Meia, Bola de Gude


Há um menino, há um moleque
Morando sempre em meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade,
palavra, respeito, caráter, bondade
Alegria e amor

Pois não posso, não devo, não quero
Viver como toda essa gente
insiste em viver
E não posso aceitar
sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal

Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão

Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão…

 

 Milton Nascimento e Fernando Brant

Add comment 6 Maio 2008

Ser feliz: um aprendizado diário

“Eu estou aprendendo a ser feliz. Tem que se educar. Que nem [sic] você tem que aprender a ler, a escrever, tem que aprender a ser feliz.”
Cazuza, em 1988.
(apud Lucinha Araujo, em “Só as mães são felizes”, p. 384)

A busca pela felicidade é uma neurose da qual ninguém escapa. São tantos os meios, tantas as sugestões, tantos os conselhos furados. Eu mesma já me muni de grande arsenal pra ir atrás dela. Tentei yoga e escalada, li livros de auto-ajuda e espiritismo, estudei e pratiquei o xamanismo, quis ser hippie, pintei os cabelos, fiz teatro, meditei em baixo de uma pirâmide, casei, separei, viajei, me viciei em cinema, cantei em coral, dancei, comprei, comi, fotografei… e o que restou disso tudo foi a certeza de que a felicidade é não buscar a felicidade: é, simplesmente, encontrá-la acompanhada de cada erro que cometemos, de cada injustiça que sofremos e de cada bem que fazemos… e, com eles, da esperança de crescermos!

[Postado originalmente em 26.03.2008, às 19:18, no blog-se.]

1 comment 3 Abril 2008

Por que escrever?

“‘Escrever é uma arte mágica: quando você põe palavras no papel, num texto autobiográfico ou não, você se mostra para si mesmo e se compreende melhor’, diz a escritora Sonia Belloto.”
Tenho recebido algumas mensagens inspiradas e bem escritas dos amigos que passam pela Aldeia. Desconfio que o ato de escrever não faz bem apenas a mim, mas deve ser algo geral… Encontrei uma matéria bastante esclarecedora na edição de março da revista Bons Fluidos. Espero que inspire mais amigos a postarem mensagens aqui e até mesmo a criarem seus próprios blogs, usando este canal como diário ou como suporte para publicação e divulgação de quaisquer literaturas e outras invencionices!

Um trechinho da matéria:
“Quando a boca cala, o corpo fala. Quando a boca fala, o corpo sara. Eis um ditado que mostra, de forma simples, a importância de verbalizar o que sentimos e pensamos, pois o que não é expresso tende, mais cedo ou mais tarde, a afetar nosso bem-estar e até nosso estado de alma. Segundo o psicólogo Waldemar Magaldi Filho, professor da Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo, ao entrar em contato com seu colorido interior, dispondo-se a abrir e a contar suas experiências, sejam elas boas ou ruins, muito do que foi vivenciado pela pessoa se ilumina. ‘Narrando os fatos, percebemos que eles talvez não sejam tão negativos quanto pensávamos, que a raiva que alguém despertou em nós diminuiu, que o trauma que sofremos já não assusta tanto, que nossas vitórias foram mais importantes do que pareciam’, explica o especialista. Da mesma maneira, o que a princípio foi visto como algo trágico pode, com o passar do tempo, se revelar uma grande oportunidade de crescimento. ‘Isso é o que chamamos de re-significar, ou seja, atribuir um novo sentido às coisas’, completa.”
Texto na íntegra AQUI.

[Postado originalmente em 24.03.2008, às 15:11, no blog-se.]

Add comment 3 Abril 2008

O bom velhinho

Estou lendo – entre outros livros na minha bagunçada e misturada leitura -, As Curvas do Tempo, memórias de Oscar Niemeyer. Adoro biografias e memórias. Talvez seja minha literatura preferida. Sempre tiro algo de bom, algo de ruim, e isso vai ajudando a construir minha vida e minhas próprias memórias. Dessa vez, Niemeyer, esse bom velhinho que dá vontade até de levar pra casa, fez com que eu me sentisse uma pessoa mais “normal”, porque pude compartilhar de um mesmo sentimento descrito no livro. Depois de contar causos de sua juventude, bastante boêmia e de inúmeros amigos, ele conclui que “a vida continua e aqui vamos nós, caro leitor, fingindo acreditar em coisas sem maior importância, vestidos de arquiteto, a discutir arquitetura com uma devoção que este mundo injusto certamente não justifica.” É a mesma sensação que, de uns meses pra cá, venho sentindo em relação a minha profissão, o jornalismo, e aos meus ideais de “melhorar o mundo”! Há tantas coisinhas fúteis e inúteis que temos que nos entreter no dia-a-dia, para as quais temos que despender tempo… há tantas conversas e almas vazias… é tanto esforço dedicado ao que não é essencial… enfim, há tanta desilusão, dia após dia. Mas elas não podem nos abalar e nos esmorecer. É preciso ir adiante, sempre, porque destes sonhos, por mais escondidinhos que deixemos em nós, é que temos energia para continuar!

[Postado originalmente em 14.03.2008, às 19:46, no blog-se.]

Add comment 3 Abril 2008

Meu filho: minha vida!

Hoje escrevo apenas para homenagear meu menino amado! Não há nada no mundo mais belo e mágico do que um filho, simplesmente porque são as únicas pessoas capazes de, sincera e efetivamente, nos tornar melhores a cada dia!
Com ele, viro criança todas as noites, rolando no sofá de tanto rir! Com ele viajo pelo mundo da fantasia, inventando e reinventando histórias! Com ele aprendo o que é ser SER HUMANO, buscando ser alguém melhor a cada erro ou deslize que percebo ter cometido. Com ele aprendo que amar é nortear, mas deixar livre para voar! Com ele aprendo que muito mais importante que palavras e gestos, é o olhar!
FELIPE, MEU FILHO, OBRIGADA POR ESTAR NA MINHA VIDA E FAZER DELA ALGO MÁGICO E DIVINO! TE AMO MAIS QUE TUDO!

[Postado originalmente em 11.03.2008, às 11:28, no blog-se.]

11 comments 3 Abril 2008

Pergunta a Dona Tita

Ontem, no Jô, Dona Tita. Uma senhorinha com seus mais de 100 anos. De espírito jovem, disse que queria nascer de novo agora, com a sabedoria e as experiências acumuladas. E declamou a poesia preferida, decorada [perdi a aversão do “decorado” quando entendi que é algo vindo “de coração”]: o Velho Mestre. Então me vi aos 100 também [na verdade, não preciso e acho que não quero ir tão longe...], a sussurrar, volta e meia, para mim mesma, “são demais os perigos desta vida para quem tem paixão, principalmente quando……….” [...]

Me questiono, por fim: a entrevista foi fraca ou o melhor de toda nossa andança por aí é realmente assim: simples e brejeiro, como as perguntas a Tita?

[Postado originalmente em 15.12.2007, às 00:04, no blog-se.]

2 comments 3 Abril 2008


Inspirações

alegria alma amizade amor Ar barulho brisa cabeça Celtas cidade conhecimento conte um conto conversa cozinha crescimento CRIANÇA criação coletiva cultura Curitiba dança desabafo diário escrever essência eu família filhos Flaneur fogo fotografia história há! INFÂNCIA inspiração irmã jornalismo latinidade literatura lugares Luz mar memórias movimento mãe música natureza noite nós oração Outono pai paixão Parati Paz poesia praia presente prosa pôr-do-sol receita respeito respiração riso sagrado saudade silêncio sugestão São Paulo teatro tempo Terra Turismo Viagens vida vizinhos você Água ética

Comentários

Turistas na Aldeia

Páginas

Feeds

Meu Flickr

(Untitled)

(Untitled)

(Untitled)

More Photos

RECOMENDO