Posts filed under 'sagrado'

Só isso. Mas…

— Vai chover, né?
— Vai.
— [ ... ]
— A gente tah sem tv aqui.
— [ ... ]
— E eu fiquei sentada lá no quintal.
— [ ... ]
— … prestando atenção nos sons em volta. Td bem calmo.
De repente, começou uma agitação, bateção de porta, pessoas falando mais alto.
— Ué?
— Mais barulho de ônibus.
— E aííí?
— E começou a ventar.
— E?
— E é isso.
— Ah.

[ ... ]

— Mto louco. Um pouco antes do vento, as pessoas se agitando, e as nuvens começaram a fechar o céu mto rápido.
— Ahh.
— [ ... ]
— E isso deve acontecer sempre… a natureza é quem manda…
— Agora o pai tah lah fora. Alucinado com a velocidade.
— … mas estamos sempre tão agitados que nem nos damos conta.

[ ... ]

— que dádiva uma tv pifada, né não?!

* Baseado em fato real. Ou melhor, em conversa virtual. Por isso, perdão pelo linguajar e pela escrita (ou desescrita).

Add comment 4 Novembro 2009

Lição de vida crucial

A árvore dos problemas

Certo fazendeiro resolve contratar um carpinteiro para uma série de reparos em sua propriedade. O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu de seu carro furou, fazendo com que ele deixasse de ganhar uma hora de trabalho. Sua serra elétrica quebrou, e aí ele cortou o dedo. Como se não bastasse, no final do dia, seu carro não funcionou. Assim, o fazendeiro resolve oferecer carona para casa.

Percorrida a viagem, o carpinteiro convidou-o a entrar e conhecer sua família. Quando os dois se dirigiam à porta da casa, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos. Ao abrir a porta de casa, o carpinteiro já parecia outro: os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso. Ele abraçou os filhos e beijou a esposa. Após uma alegre refeição, o fazendeiro agradeceu e despediu-se de todos.

O carpinteiro acompanhou seu convidado até o carro. Assim que passaram pela árvore, o fazendeiro questionou seu anfitrião sobre o motivo pelo qual ele tocara na planta antes de entrar em casa. – Ah! Esta é a minha planta dos problemas. Eu sei que não posso evitar todos os problemas no meu trabalho, mas eles não devem chegar até os meus filhos e minha esposa.

Então, toda noite, eu deixo meus problemas nesta árvore quando chego em casa, e só os pego de volta no dia seguinte. E o senhor quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando volto para buscar meus problemas, eles não são nem metade daquilo que eu lembro de ter deixado na noite anterior.

* Fonte: Gazeta do Povo, 31/10/2009 às 12:16

Add comment 1 Novembro 2009

Oração dos Anônimos

deus
Paizinho, que eu seja solidária nos caminhos da vida,
que eu descubra as tantas maneiras de auxiliar e ser útil,
que eu me sinta livre para compartilhar nobres valores,
que eu faça de todos os momentos ocasiões para avançar nos sentimentos de união,
que eu tenha sensibilidade para dar mais atenção aos meus semelhantes,
e que eu possa, assim, crescer nas trilhas do coração.

Paizinho, que eu tenha como espelho as grandes virtudes da humanidade,
que eu reforce diariamente as minhas atitudes positivas,
pois somente assim crescerei como coletividade.

Paizinho de amor, que meu ventre expanda infinita criatividade
para pintar minhas músicas internas,
para ver desenhos em nuvens,
para tirar do peito as mais belas palavras,
para enxergar as mil nuances do arco-íris,
para representar e festejar toda Sua beleza.

Paizinho, que minhas mentalizações diárias tenham o poder da mudança.
Que eu me lembre, na velocidade de cada pensamento, que atrairei aquilo que irradiar.
Que meu sorriso e meus abraços sejam constantes e sinceros.

Pai, que eu potencialize o valor de meus sonhos,
que eu busque alternativas para ajudar a curar o chão que piso,
que eu tenha fé e acredite nas essências de meus irmãos,
e que, com toda força que recebi de ti, eu seja consciente de minhas responsabilidades como ser sagrado.

* Oração inspirada e baseada no texto do anjito Lelo, em www.aloualem.blogspot.com.

1 comment 13 Outubro 2009

Clã da Borboleta

279butterfly

De bom-dia, logo cedo, esta borboleta pequenina em minha janela!
De boa-noite, ainda, ela!

1 comment 23 Maio 2009

Tudo é sertão, tudo é paixão…

se um violeiro toca…  a viola, o violeiro e o amor se tocam!

musica3

Delícia de letra! Essa música me deixa no prumo, me põe na linha! É chuva na fazenda, encolhida numa rede na varanda, coberta por uma mantinha, olhando lá fora, espiando a vida que passa mansa, a natureza que corre no ritmo certo, em ritmo próprio… É chimarrão na madrugada, embalado por uma conversa de saudade, de memórias de família, de esperanças no que ainda virá… É grama verde, com cheiro de mato, cheiro dos flamboyants que amo tanto, cheiro de terra molhada… É o calor da fogueira da noite, sapecando pinhões ao som de notas soltas… É o retorno, a porteira aberta… o caminho de volta para mim…

MÚSICA, MÚSICA, MÚSICA!!!    QUE VIDA HÁ SEM ELA??!

3 comments 13 Maio 2009

Minha Querência na Quaresma

A Quaresma é, em resumo, a preparação dos cristãos para a grande festa da Páscoa. Durante este período, os fiéis são convidados a um período de penitência e meditação, por meio da prática do jejum (privação e purificação), da caridade e da oração. Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina na tarde da Quinta-feira Santa, quando se inicia o Tríduo Pascal. Para alguns, é uma época de esforços pessoais na tentativa de se tornarem seres-humanos melhores, hasteando a bandeira da justiça, da paz e do amor entre os homens. É um empurrãozinho, digamos assim, já que esses esforços podem – e devem – acontecer nos 365 dias do ano, não apenas nesses 40! Por exemplo, este ano, meu propósito inicial para a Quaresma era [era!] não falar palavrões. Ao menos, reduzi-los. Confesso que, por maiores que tenham sido meus esforços, não alcancei este objetivo! Às vezes eles precisam extravasar e dão uma escapulida!

Fato é que, de um jeito ou de outro, vivenciei com intensidade a Quaresma deste ano. Apesar de católica por batismo, vivo de acordo com a espiritualidade que meu coração manda [e , admito, ele é muito mais à vontade com os costumes pagãos! Por sinal, de onde originam muitas das festas cristãs]! Mesmo não concordando com diversos preceitos da tradição católica, sigo alguns caminhos dela. A Quaresma é um entre os quais acho interessante. Recolhimento para reflexão sobre nós mesmos, sobre nossa vida, sobre nossa relação com Deus [ou como prefira chamar essa Luz Maior] e com o mundo é sempre válido.

Neste ano, uni a Quaresma uma palavra da qual gosto muito: QUERÊNCIA. Querência de espaço, de delimitar território, de fixar morada, de enraizar-se, de encontrar um lugar que seja seu. Querência de querer, de bem-querer. A essência da palavra “querência” está diretamente ligada a “coração”. Querência são os nossos lugares no mundo e em nós mesmos, matéria e espírito. São os lugares em que crescemos como pessoas, os lugares onde criamos, onde nos energizamos, nos iluminamos, onde readquirimos nossos poderes.

Foi isso que trabalhei nestes 40 e poucos dias. Foram estes lugares – de fortaleza, de força, de conhecimento e crescimento, de gratidão, de amor e verdade – que encontrei, em mim mesma e nos outros! Foram estes lugares que reaprendi a encontrar! Foram estas querências que reaprendi a querer!

Add comment 9 Abril 2009

Dupla Espiral

flor_de_lotus
Hoje recebi um presente especial! Uma linda menininha, de olhinhos negros orientais, me ofereceu uma belíssima flor desabrochando! A flor era um degradè do branco ao cor-de-rosa, com sutis tons de amarelo. “Uma Flor-de-Lótus”, disseram-me mais tarde!

A Flor-de-Lótus, como diz a lenda, é obra da união entre fogo, ar, terra e água. Composta de fragmentos de cada um, é símbolo da perpetuação do encontro dos quatro elementos.  A terra alimenta suas raízes. A água faz crescer sua haste. O ar tonifica suas pétalas. O calor do fogo dá as mais belas cores às suas corolas. 

Tal como a Fênix, que renasce das cinzas, a Flor-de-Lótus é exemplo do belo que brota do lodo. Resplandece nas águas, imaculada, e serve ao homem como símbolo de pureza e perfeição humana. Tal como a Dupla Espiral,  a Flor-de-Lótus, quando refletida n´água, mostra o equilíbrio para que o homem siga pelo Caminho do Meio, transite entre os três mundos.

As pétalas da Flor-de-Lótus abrem-se para o sol assim como nossa alma abre-se para o entendimento!

Criança linda, lhe agradeço o presente divino! A beleza e a força! A inspiração! A elevação!

 

Add comment 8 Abril 2009

Aos meus amigos Viajantes!

pazz

De tempos em tempos, descem à terra seres especiais que carregam Chaves de Ouro: são os Viajantes do Tempo. O mais famoso deles é MelcZdec. É alguém como o personagem Melquíades, de García Marquez, em Cem Anos de Solidão. Cigano, andarilho, vai e volta. Sábio, relata, na trama, a aparição da família Buendía, a origem de tudo, em pergaminhos míticos que alcançam a ordem do sagrado.

Os Viajantes do Tempo são aqueles seres, personificados, capazes de grandes transformações. Têm o dom de iluminar, renovar, fazer renascer. Às vezes, quando o mundo necessita de uma reviravolta antes da perdição total no meio do caos, ocorre um movimento intenso de Viajantes do Tempo entre nós. Nesses períodos, há um enxame de nascimentos de crianças que trazem a centelha de luz e desenvolvem, mais tarde, atividades que envolvam as artes, o belo, a criatividade. Eles veem, plantam sementes de amor, concretizam suas tarefas, cumprem sua missão, e se vão, deixando para nós um mundo mais iluminado.

O Renascimento, após a obscuridade da Idade Média, é um exemplo desses períodos. Foi uma época marcada pelo aparecimento de grandes artistas, doutores, alquimistas etc. Nesse nosso tempo de agora – império da ganância, do medo, do desrespeito ao próximo, da desconfiança, da violência, da ignorância, da irresponsabilidade ambiental, da irracionalidade coletiva… – contamos, mais uma vez, com a ajuda desses Viajantes! Aos olhos dos corações mais sensíveis, é fácil notar a presença deles no meio de nós! Sejam famosos, grandes homens da humanidade, consagrados pela História… ou anônimos, pessoas grandes sempre dispostas a dar um sorriso de paz, um olhar atento, um terno abraço, um silêncio amigo, uma boa palavra…

Há quem os chame de Nação do Arco-íris ou Seres Índigos ou…  não importa! Integram um grupo de seres de luz e, graças a eles, há esperança para a humanidade! As características dos Viajantes do Tempo são:
-  DEVOÇÃO (doação, dedicação extrema ao  trabalho);
- FORTALEZA (têm a força de olhar para si mesmos e reconhecer sombra e luz);
- HONRADEZ (respeito aos outros, mas primeiro a si mesmo);
- LEVEZA (flexibilidade, nem tanto ao céu nem tanto à terra);
- ORGULHO (do que são, sabem se posicionar);
- MEDIUNIDADE (reconhecimento dos poderes sutis que todos temos);
- MISERICÓRDIA (abertura de coração, compaixão consigo mesmo e com os outros);
- GRATIDÃO (a si mesmo e aos outros); e,
- INTELIGÊNCIA (enxergar com desapego, sem julgar. Ver com todas as nossas visões. Abertura total. Respeitar. Olhar duas vezes, sem impulsos nem impaciências).

Isso é o sagrado, porque esse perfil engloba o AMOR e a VERDADE!
E eu escrevo sobre isso hoje para despertar a atenção de todos para que percebam os Viajantes do Tempo que nos cercam! E, principalmente, escrevo para AGRADECER a todos os meus amigos, a todas as grandes pessoas que cruzaram e cruzam meu caminho e que, sem dúvida, trazem a centelha divina! Reconheço essa luz em cada gesto, em cada sorriso, em cada abraço, em cada palavra, em cada olhar! OBRIGADA POR ENGRANDECEREM MINHA JORNADA!!!

1 comment 7 Abril 2009

No ninho…

outono
Dias ensolarados, tardes luminosas, noites estreladas de brilho intenso no céu platinado. Dias de recolhimento, menos conversas e mais olhares, mais sensações e percepções, menos atitudes expressivas e mais reflexões. É importante respeitar o momento propício à introspecção. Tempo de aconchego, de ninho. Uma chance a mais de nos conectarmos com a Roda Sagrada da Vida. A oportunidade de percebermos a Mãe Terra nos envolvendo, na brisa suave e no tapete dourado de folhas secas que cobre o chão. Cores quentes nos mostrando novos caminhos. A Natureza se prepara para o inverno. As aves e os animais ficam mais silenciosos. Tudo convida ao descanso. É o outono que chega!
Com ele, novos aromas pelo ar!  O salgado do verão cede lugar ao cheiro de bolo saindo do forno! A brincadeira na areia dá lugar ao sono no colo de mãe, na casa anoitecendo com as luzes do céu. A respiração da criança orienta o ritmo da casa. Cheiro de mãe. Aconchego entre os seios, lembrança do alimento primeiro. O lanche durante a brincadeira agora é mesa posta para o café da tarde. O rosa das flores agora é canela embrenhando-se pela casa.
Silêncio nas casas, silêncio nas mentes. Agora, nossos corações voltam-se para nós mesmos e pedimos a Mabon, Deus do Amor, proteção aos que amamos e força para superarmos o porvir, a escuridão do inverno. O fogo queima, em gratidão, os nomes das mulheres que nos antepassaram e, assim, resgatamos a energia acolhedora daquela que cuida e protege.  Desde o Alban Elfed, “Luz do Outono” ou “Dia do Equilíbrio”, comemorado em 21 de março, nos voltamos ao agradecimento e nos aconselhamos com nossos sábios ancestrais. Nesta época, a 
Mãe Terra nos sopra a magia amarela e laranja e faz amadurecer os frutos que serão guardados para o inverno que se aproxima. É momento de colheita e de reserva de alimentos. É tempo de alinhar-se com a natureza para o equilíbrio dos corações!

Add comment 6 Abril 2009

Da respiração, do pensamento e da estética

A palavra ESTÉTICA está diretamente ligada à percepção e sensação (por sua origem grega). Na Filosofia, a teoria estética tem como objeto de estudo a natureza do belo, a fim de determinar o que provoca, no homem, sentimentos de harmonia, afinidade, admiração etc. É também um dos fundamentos da arte. A estética, do belo ou do feio, do harmônico ou do ridículo, detona emoções positivas ou negativas.
Porém, o conceito de estética não delimita-se apenas ao corporal. Há uma estética no bairro em que moramos, na rua pela qual caminhamos, na maneira como dispomos nossos móveis, nas cores e formas das cidades… Até a natureza tem sua estética. Mas, acima de tudo, há uma ESTÉTICA INTERIOR.
No caos da vida, corremos o risco de viver constantemente num estado de frenesi. Há um excesso de atividades, de exigências e de informações que acarretam num também excesso de sensações! E, na grande maioria das vezes, essas sensações vem desordenadas. Aí então instala-se o caos interno. E, seguramente, nosso desequilíbrio estético, interno e externo, torna-se visível.
Ninguém vive as 24 horas do dia em estado de tranqüilidade extrema. Temos nossas oscilações. No entanto, é fundamental fazermos uma opção de vida: se desejamos viver no ritmo biológico do ser humano “natural, embrionário”, ou se nos deixaremos levar pelo ritmo do ser humano “social”, o ser humano inserido na insanidade do caos.
Pra quem escolher fazer parte do primeiro grupo, a primeira tarefa é aprender a RESPIRAR. É inacreditável o conforto estético interno – e, conseqüentemente, externo – que a simples CONSCIÊNCIA de nossa respiração pode causar. É fascinante o controle das emoções e a organização dos pensamentos que esta prática proporciona. E é notório, fisicamente, um estado de espírito leve.
Portanto, “decore sua alma” (como diz um amigo), inspire e expire todos os instantes de sua vida, para que sua estética seja sempre a do belo, refletindo o melhor de sua essência!

1 comment 2 Abril 2009

Aberturas no Equinócio

— Pra Brasília, por favor!
[...]
Quarta visão. Câmeras são instrumentos do olhar, mas somente cumprem seu papel maior quando nossa visão do meio é ativada. As câmeras fotográficas, de alguma forma, nos estimulam a abrir cada vez mais esse “olho d´alma”. Nos estimulam a ver mais longe, mais perto, mais focado, mais fora de foco, mais colorido, mais preto-e-branco, mais macro,  mais micro…
[...]

[...]
Um imenso Morpho menelaus tenuilimbata, mais conhecido como borboleta-azul-praia-grande, da mesma família que borboleteou nossa infância pelos arredores do Santa Maria, nos recebe na Ilha do Mel. As boas-vindas no trapiche!
Essa borboleta é cultuada pela tradição indígena do Brasil como a “alma do índio morto” e voa somente nos meses de março e abril.
Tento fotografá-la mas… desapereceu pelo caminho como se fosse uma entidade mágica, uma fada ou, realmente, a alma de um índio morto. 
O dia começou, então, num azul brilhando!
[...]
Nossos pézinhos começam a nos guiar pela Ilha Mágica, sob o comando do coração. Uma parada para catar conchinhas na areia. Vício e delícia antiga. Peço licença e seleciono três jóias de Gaia. Também um pedaço de madeira ou osso que, observando agora, me lembra um garfo estilizado. Garfos alimentam. 
[...]
Placas. Fotos. Nuvens. Fotos. Siris. Fotos.
Plantas. Fotos. Ondas. Fotos. Nós. Fotos.
[...]
Banho de mar.
Crianças na arrebentação.
Crianças conversando a vida.
Crianças desfiando a vida.
Crianças brincando de correr, entre vaga-lumes…

[...]
Segue a caminhada. Farol e Fortaleza em relevo na parede de uma casa.
portal[...]
Vaga-lumes me iluminam (o dia todo a poesia prevalece e “Vagalumes”, música-presente, toma conta de mim).
E foi até estranho, a gente nem deu conta,
Talvez na outra ponta, alguém pudesse pensar:
Menino vaga-lume, flor, menino estrela, a brisa mais forte veio te buscar…

[...]
Forte de Nossa Senhora dos Prazeres. Pedras imponentes. Natureza fortaleza. por de cima do muro, a gente enxerga o mundo.
[...]
Na natureza, na santa paz de Deus… “desce do coqueiro que o almoço tá esfriaaando”! O garçom acena pra saírmos do mar. Ducha doce no meio do verde. Um peixinho à dorê, no molho vermelho, acompanhado de salada e batata souté. Simplesmente de lamber os beiços (com o perdão do termo)!
[...]
Maré alta. Mas o medo não vence, pois não “tamos” só… O voo dos pássaros contagia. A cor e a temperatura d´água convencem. Não precisamos do pôr-do-sol do Farol, porque também no Istmo a poesia prevalece. A paz. No Passa-Passa ficamos. E ali demos a volta ao mundo!
E quando a gente apaga, tudo fica escuro!
No trapiche, a incerteza da ida. Na ruela das pousadas, delicadamente iluminada, a vontade de ficar. Garoa, como em toda boa viagem. As conversas mansas. Sotaque gostoso do caiçara. Escuridão plena. Apenas os pontos de luzes lá looonge, depois do horizonte. Sentadas na ponta do trapiche, sorriso no rosto e na alma, sorvemos os pingos da chuva. E a conversa também vai ficando looonge… só os pingos e a paz. O barquinho vem se aproximando. A metáfora real da passagem, agora com mais bagagem. Sozinhas na barca, travessia única, gratidão.

Na despedida, companhia:
estrelas vagalumes dentro de uma caixa! Aquele serzinho, tão presente pela música durante todo o dia, agora pousado em minha mão, caminhando por mim, seguindo comigo para casa… ME ILUMINANDO!
[...]
… um final de semana cheio de presentes… diz “tia” Renata (herança da infância, pais de amigas serão sempre tios)! A bênção de estarmos num lugar maravilhoso, na companhia da melhor amizade, no convívio de uma bonita família, rodeadas de “coincidências” pelo caminho, integradas com os cinco elementos e abraçadas pela Mãe Terra e pelo Pai Cosmos, de mãos dadas com a Irmã Lua e o Irmão Sol… DIAS-PRESENTES DE DEUS!
[...]
Pra temperar os sonhos e curar as febres,
Inserir nas preces do nosso sorriso,
Brincando entre os campos das nossas idéias,
Somos vaga-lumes a voar perdidos…
A voar perdidos…

  • Trechos de “Vagalumes”,  d´O Teatro Mágico. Mais um presente que recebi nesses dias de março!

Add comment 1 Abril 2009

E se a alma perguntar: quão mais longe?

Deves responder: do outro lado do rio,

Não este, o outro, logo adiante.

Alejandra Pizarnik

Add comment 11 Agosto 2008

Deusa Clarice: obrigada, obrigada, obrigada!

“Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias.” (Clarice Lispector)

1 comment 13 Junho 2008

Dia do Pão

O pão é um alimento sagrado. É o alimento do compartilhar, da união, da oferenda. E, talvez, melhor que saboreá-lo, seja fazê-lo! Uma sensação gostosa de produção, de ver crescer algo ao qual você se dedicou, pelo qual você literalmente colocou a mão na massa! E aquele cheirinho de pão saindo do forno tomando conta da casa? Hummm… tudo de bom!
Em homenagem ao Dia do Pão, nove de junho, publico minha famosa receita de pão, a pedido de muitas amigas! Meninas (e meninos, por que não?), mãos à massa! 

INGREDIENTES:
2 tabletes de fermento biológico (15g cada)
3 copos de leite morno [prefiro integral ou de soja]
1/2 copo de óleo [de oliva é mais saudável!]
2 ovos [os caipiras me dão a sensação de serem mais saborosos...]
3 colheres (sopa) de açúcar [uso o mascavo]
1 colher (sopa) de sal [o marinho também é mais saudável]
cerca de 1kg de farinha de trigo

MODO DE FAZER:
Coloque os seis primeiros ingredientes no copo do liquidificador e bata um pouco. Junte duas xícaras de trigo e bata bem.
Derrame a massa batida em uma tigela grande e vá acrescentando mais farinha até a massa ficar elástica, desgrudando das mãos e das bordas da tigela.
Reparta em quatro porções e coloque em quatro fôrmas para pão, tamanho médio, untadas. Asse em forno moderado até que sinta o aroma de suas broas (cerca de 40 min.)! Ao primeiro sinal do cheirinho delicioso de pão, aumente para a temperatura máxima do forno, até dourar.

Esta receita rende quatro fôrmas de pães: uma para você e mais três para presentear – com muito amor e sabor – as pessoas queridas!

Add comment 9 Junho 2008


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