“Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias.” (Clarice Lispector)
13 Junho 2008
“Eu estou aprendendo a ser feliz. Tem que se educar. Que nem [sic] você tem que aprender a ler, a escrever, tem que aprender a ser feliz.”
Cazuza, em 1988.
(apud Lucinha Araujo, em “Só as mães são felizes”, p. 384)
A busca pela felicidade é uma neurose da qual ninguém escapa. São tantos os meios, tantas as sugestões, tantos os conselhos furados. Eu mesma já me muni de grande arsenal pra ir atrás dela. Tentei yoga e escalada, li livros de auto-ajuda e espiritismo, estudei e pratiquei o xamanismo, quis ser hippie, pintei os cabelos, fiz teatro, meditei em baixo de uma pirâmide, casei, separei, viajei, me viciei em cinema, cantei em coral, dancei, comprei, comi, fotografei… e o que restou disso tudo foi a certeza de que a felicidade é não buscar a felicidade: é, simplesmente, encontrá-la acompanhada de cada erro que cometemos, de cada injustiça que sofremos e de cada bem que fazemos… e, com eles, da esperança de crescermos!
[Postado originalmente em 26.03.2008, às 19:18, no blog-se.]
3 Abril 2008