Posts filed under 'jornalismo'

Parabéns, coleguinhas!

Comemoração hoje! Dia do jornalista! Meu dia, com todo o orgulho do mundo! Uma profissão linda que, apesar das pedras no meio do caminho, me faz sentir mais humana. Encaro o jornalismo como minha essência: a velha, utópica e persistente vontade de mudar/melhorar o mundo! Um meio de educar, protestar, denunciar, elogiar e, sempre, inspirar!
 
Como uma espécie de Ação de Graças, homenageio e agradeço hoje a todos aqueles que cruzaram o meu caminho e, de uma forma ou de outra, enriqueceram-me. Faço questão de citar nomes. Seu Ário Taborda Dergint, que fortaleceu em mim o amor às artes. Helô [Heloísa Covolan] e HT [Hélio Teixeira]: generosos mestres meus, que mostraram-me o jornalismo e ensinaram-me muito mais do que a vida acadêmica. Grande Professor Pena, o mestre da ética, a quem tínhamos vontade de aplaudir a cada aula encerrada na faculdade. Ainda lá atrás, Professor Senzi, na 6ª ou 7ª série do Colégio Marista Santa Maria, que guardo com carinho pelas lições de amor ao português! Professoras Nanci Gonçalves da Nóbrega [da PUC-Rio] e Clarice Alves Martins [da PUC-PR e da aula particular de regência verbal em Guaratuba!], musas inspiradoras do amor à vida!
 
Também são muitos os “grandes nomes”, lógico. O primeiro de todos, Clarice. A conheci em sonho, ainda adolescente. Uns dias mais tarde descobri que aquela moça com quem me encontrei era a tal Lispector. A ela devo o meu despertar às letras. Também Machado de Assis, o melhor início que eu poderia ter. 
 
A todos os citados e aos demais amigos que, com participações diferentes em minha vida porém não menos importantes, me engradeceram e ainda me fazem crescer todos os dias, minha profunda admiração!

2 comments 7 Abril 2008

O bom velhinho

Estou lendo - entre outros livros na minha bagunçada e misturada leitura -, As Curvas do Tempo, memórias de Oscar Niemeyer. Adoro biografias e memórias. Talvez seja minha literatura preferida. Sempre tiro algo de bom, algo de ruim, e isso vai ajudando a construir minha vida e minhas próprias memórias. Dessa vez, Niemeyer, esse bom velhinho que dá vontade até de levar pra casa, fez com que eu me sentisse uma pessoa mais “normal”, porque pude compartilhar de um mesmo sentimento descrito no livro. Depois de contar causos de sua juventude, bastante boêmia e de inúmeros amigos, ele conclui que “a vida continua e aqui vamos nós, caro leitor, fingindo acreditar em coisas sem maior importância, vestidos de arquiteto, a discutir arquitetura com uma devoção que este mundo injusto certamente não justifica.” É a mesma sensação que, de uns meses pra cá, venho sentindo em relação a minha profissão, o jornalismo, e aos meus ideais de “melhorar o mundo”! Há tantas coisinhas fúteis e inúteis que temos que nos entreter no dia-a-dia, para as quais temos que despender tempo… há tantas conversas e almas vazias… é tanto esforço dedicado ao que não é essencial… enfim, há tanta desilusão, dia após dia. Mas elas não podem nos abalar e nos esmorecer. É preciso ir adiante, sempre, porque destes sonhos, por mais escondidinhos que deixemos em nós, é que temos energia para continuar!

[Postado originalmente em 14.03.2008, às 19:46, no blog-se.]

Add comment 3 Abril 2008


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