Hora do Almoço…
Tangerina Ponkan meia-estação: bastante popular, apresenta frutos grandes, fáceis de descascar, com gomos que também se separam facilmente. Tem paladar bastante agradável.
Add comment 4 Julho 2008
Tangerina Ponkan meia-estação: bastante popular, apresenta frutos grandes, fáceis de descascar, com gomos que também se separam facilmente. Tem paladar bastante agradável.
Add comment 4 Julho 2008
Ou odeia-se ou ama-se. Com Caetano Veloso não tem meio termo. E eu estava entre os partidários do primeiro time! Estava. Depois de assistir ao show Un Caballero de Fina Estampa tive de me render ao grupo dos que o veneram! O dvd não é nenhuma novidade, foi gravado em 1995 num show no Metropolitan, no Rio de Janeiro, e lançado em 2001. Mesmo assim, vale a pena indicar!
Caetano está incrível e o repertório divino, mesclando músicas cantadas em espanhol com canções brasileiras, inclusive releituras de Orlando Silva, Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Fazem parte Lábios Que Beijei, Canção de Amor, O Samba e o Tango, Haiti, Vuelvo Al Sur, La Barca, além das clássicas e maravilhosas Chega De Saudade, O Leãozinho, Itapuã e um arrombo de palco com Soy Loco Por Ti, América!
Há quem diga que se existe uma regra na carreira de Caetano Veloso é a de não ter regra alguma. Talvez seja por isso, uma espécie de provocação adolescente, que ele faz exatamente o oposto do que esperam dele. O disco Fina Estampa, de 1994, inspirador do show do dvd, é um exemplo: antes mesmo de ser lançado, foi previsto pela crítica como um fiasco de vendas e de público. De tanto sucesso, rendeu, além do dvd, um cd ao vivo!
Filmado em película de cinema e gravado em som digital, Un Caballero de Fina Estampa é um bem-composto de música, poesia, pintura, excelente direção e fotografia e todo tipo de arte ao qual levar a sensibilidade do público. Pra começar, logo na capa, um fragmento de um mural pintado pelo artista mexicano Diego Rivera. Cultura completa!
Este e outros textos meus comporão o Jornal El Domingez, distribuído no Café Domingez, nova casa da boa música e da boa comida, recheadas de cultura, que abrirá em breve no Largo da Ordem (Dr, Muricy, 1111)!
Add comment 11 Junho 2008
Uma vida rodeada de mistérios. Como diz o escritor Paco Ignácio Taibo II, a italiana Tina Modotti (1896-1942) “viveu todas as histórias que fizeram História“. Foi estrela em Hollywood nos anos 20; foi amante e aluna do fotógrafo Edward Weston, o mesmo que a retratou na década de 20 e cuja fotografia foi comprada quatro décadas mais tarde pela cantora Madonna, que desembolsou a maior quantia já paga a uma fotografia até então; presenciou o assassinato de Julio Antonio Mella e sofreu o escândalo de ser acusada de sua morte; estava por perto quando do assassinato de Leon Trotsky; foi imortalizada nos famosos murais de Diego Rivera; influenciou Frida Kahlo; foi amiga de grandes nomes como Alexandra Kollontai, Maiakovski, Sandino, Sergei Einsenstein, Manuel Álvarez Bravo, Olga Benário e Luis Carlos Prestes; lutou na Guerra Civil Espanhola e serviu como espiã soviética na Berlim nazista; vivenciou o México pós-revolucionário; foi acusada de terrorismo, presa e expulsa do México; apoiou famílias de perseguidos trabalhando no Socorro Vermelho Internacional; teve muitos amantes e desiludiu muitos apaixonados; o epitáfio de seu túmulo foi escrito por, nada mais nada menos, Pablo Neruda. Sua própria morte, por infarto a bordo de um táxi em 1942, é polêmica.
Sua principal câmera, uma Graflex, foi comprada com a venda do exemplar de Ulysses (na Califórnia o livro era proibido e rendeu uma boa quantia) e da velha e pesada câmera Korona. Ao lado de Weston, explorou o sincretismo religioso na cultura mexicana. Ao final deste trabalho, ele estava orgulhoso de sua discípula. Ele dizia que era impossível afirmar quais imagens eram dele e quais eram de Tina. Na passagem por Moscou, Tina desiste da fotografia e se desfaz de sua câmera.
Nos idos de 1927, seu apartamento tornou-se um verdadeiro “salão da esquerda artística internacional”, praticamente a sede do partido. Após aliar-se ao partido comunista, a fotógrafa deixou de lado as cores para adotar um estilo mais reservado. Passou a vestir-se em tons de ocre e cinza e prendeu os cabelos negros e brilhantes em um discreto coque. Estilo discreto assim como deveria ser sua própria vida dali em diante, alternada entre realidade obscura e disfarces políticos. Suas fotografias também sofreram mudanças. O México recebeu outra leitura de Tina, a miséria daquele povo deixou de ser uma mera paisagem.
Leia mais…
Los fuegos, las sombras, el silencio… Pino Cacucci.
Modotti: uma mulher do século XX. Ángel de la Calle.
Tina Modotti, a fragile life. Mildred Constantine.
Tina Modotti, between art and revolution. Letizia Argenteri.
Tina Modotti, photographs. Sarah Lowe.
Tinísima. Elena Poniatowska.
* Moby Dick (segundo Tina, o melhor livro que leu com Edward Weston, assim como Ulisses, de James Joyce e os poemas de Ezra Pound).
Add comment 8 Maio 2008

Que bonito ver o entardecer
Que bonito ver o sol se pôr
De Salvador
Dali
de Salvador
De lá de lá de cima do mar
De cima do mar
1 comment 9 Abril 2008

Add comment 3 Abril 2008

Pronto! Abertos os caminhos para 2007!
Depois de longa jornada sem botar pra fora minhas idéias [ um tanto nonsense! ], cá estou com um blog novinho em folha! Não dava mais para continuar com o Village [www.village.blog-se.com.br]. Foram muitas as mudanças e o Village é de um tempo que já ficou lá atrás. Da Minha Aldeia surge sem compromissos, apenas da vontade de desenferrujar os dedos, as teclas e os miolos e pôr tudo pra funcionar!
Não sei o que pode sair dessa minha engenhoca, apenas sei que quero escrever, escrever e escrever! DESENFERRUJAR MESMO!!! E dar muita risada! E fotografar, SEMPRE! À labuta!
Add comment 3 Abril 2008
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