Posts filed under 'fogo'

Da lavanderia… A ALMA!

Fones de ouvido e o radinho FM.
Soool lindo, céu azul, alma verde e rosa e vermelha, descendo a ladeira,
e o quá-quá-rá-quá-quá quem riu quá-quá-rá-quá-quá fui eu
abriu a boca e mostrou os dentes.

Na calçada, chegou Elizeth. Voz torta já, a mulher. 
Perna lá outra cááááá ooolha a rua, sua doida!
Vivendo, a mulher. Sei lá, o limãozinho vai bem, também.
Mas fico com água!
Vivendo, a mulher.

Na outra esquina, a voz de vento Cáétãno, vinagre balsâmico.

Sem avisar, a carioca estoura a avenida no maior show da Terra.
E aí, me irmão, não tem voz que fique enclausurada, não tem mão que não batuque o pandeiro da coxa, não tem pé que não arrisque uns passinhos na calçada quebrada… nããão, não, ninguém ali mais feliz mesmo…
nem o que viu os braços abertos equilibristas de pés no meio-fio, nem o que ganhou do vento a música da voz desafinada da guria verde e vermelha e amarela, nem o que espiou da janela o sorriso e as cores dela…

Que beleza! Quanta beleza vinda de um só bloco… de um monobloco!

E dá os 4km. Chão. Alma. Vento. Cheiro de sabão. Calçada lavada.

No portão de casa, um aviso: atenção, menina, ao dobrar uma esquina!
Atenção! Atenção! Atenção para o refrão!
Que cheiro de sabão!

1 comment 15 Junho 2009

Tudo é sertão, tudo é paixão…

se um violeiro toca…  a viola, o violeiro e o amor se tocam!

musica3

Delícia de letra! Essa música me deixa no prumo, me põe na linha! É chuva na fazenda, encolhida numa rede na varanda, coberta por uma mantinha, olhando lá fora, espiando a vida que passa mansa, a natureza que corre no ritmo certo, em ritmo próprio… É chimarrão na madrugada, embalado por uma conversa de saudade, de memórias de família, de esperanças no que ainda virá… É grama verde, com cheiro de mato, cheiro dos flamboyants que amo tanto, cheiro de terra molhada… É o calor da fogueira da noite, sapecando pinhões ao som de notas soltas… É o retorno, a porteira aberta… o caminho de volta para mim…

MÚSICA, MÚSICA, MÚSICA!!!    QUE VIDA HÁ SEM ELA??!

3 comments 13 Maio 2009

Ahhhh….. dia lindo!!!

menina
Acho que, além das próprias crianças, somente quem não se desligou da criança que foi um dia é que sente o cheiro gostoso de um dia ensolarado como o de hoje, sente a brisa refrescante de um azul-celeste sem nuvens, entende o linguajar dos passarinhos voando por entre os galhos das árvores, conversa com o vento, fala com um cachorro através do olhar, brinca com os aviões cruzando o céu, voa com as borboletas, desabrocha com as flores, pulsa com as cores do mundo……………….. [DEPOIS QUE VOLTAR DO MEU "DIA DE SPA" TERMINO O TEXTO!]

1 comment 18 Abril 2009

Dupla Espiral

flor_de_lotus
Hoje recebi um presente especial! Uma linda menininha, de olhinhos negros orientais, me ofereceu uma belíssima flor desabrochando! A flor era um degradè do branco ao cor-de-rosa, com sutis tons de amarelo. “Uma Flor-de-Lótus”, disseram-me mais tarde!

A Flor-de-Lótus, como diz a lenda, é obra da união entre fogo, ar, terra e água. Composta de fragmentos de cada um, é símbolo da perpetuação do encontro dos quatro elementos.  A terra alimenta suas raízes. A água faz crescer sua haste. O ar tonifica suas pétalas. O calor do fogo dá as mais belas cores às suas corolas. 

Tal como a Fênix, que renasce das cinzas, a Flor-de-Lótus é exemplo do belo que brota do lodo. Resplandece nas águas, imaculada, e serve ao homem como símbolo de pureza e perfeição humana. Tal como a Dupla Espiral,  a Flor-de-Lótus, quando refletida n´água, mostra o equilíbrio para que o homem siga pelo Caminho do Meio, transite entre os três mundos.

As pétalas da Flor-de-Lótus abrem-se para o sol assim como nossa alma abre-se para o entendimento!

Criança linda, lhe agradeço o presente divino! A beleza e a força! A inspiração! A elevação!

 

Add comment 8 Abril 2009

No ninho…

outono
Dias ensolarados, tardes luminosas, noites estreladas de brilho intenso no céu platinado. Dias de recolhimento, menos conversas e mais olhares, mais sensações e percepções, menos atitudes expressivas e mais reflexões. É importante respeitar o momento propício à introspecção. Tempo de aconchego, de ninho. Uma chance a mais de nos conectarmos com a Roda Sagrada da Vida. A oportunidade de percebermos a Mãe Terra nos envolvendo, na brisa suave e no tapete dourado de folhas secas que cobre o chão. Cores quentes nos mostrando novos caminhos. A Natureza se prepara para o inverno. As aves e os animais ficam mais silenciosos. Tudo convida ao descanso. É o outono que chega!
Com ele, novos aromas pelo ar!  O salgado do verão cede lugar ao cheiro de bolo saindo do forno! A brincadeira na areia dá lugar ao sono no colo de mãe, na casa anoitecendo com as luzes do céu. A respiração da criança orienta o ritmo da casa. Cheiro de mãe. Aconchego entre os seios, lembrança do alimento primeiro. O lanche durante a brincadeira agora é mesa posta para o café da tarde. O rosa das flores agora é canela embrenhando-se pela casa.
Silêncio nas casas, silêncio nas mentes. Agora, nossos corações voltam-se para nós mesmos e pedimos a Mabon, Deus do Amor, proteção aos que amamos e força para superarmos o porvir, a escuridão do inverno. O fogo queima, em gratidão, os nomes das mulheres que nos antepassaram e, assim, resgatamos a energia acolhedora daquela que cuida e protege.  Desde o Alban Elfed, “Luz do Outono” ou “Dia do Equilíbrio”, comemorado em 21 de março, nos voltamos ao agradecimento e nos aconselhamos com nossos sábios ancestrais. Nesta época, a 
Mãe Terra nos sopra a magia amarela e laranja e faz amadurecer os frutos que serão guardados para o inverno que se aproxima. É momento de colheita e de reserva de alimentos. É tempo de alinhar-se com a natureza para o equilíbrio dos corações!

Add comment 6 Abril 2009

Aberturas no Equinócio

— Pra Brasília, por favor!
[...]
Quarta visão. Câmeras são instrumentos do olhar, mas somente cumprem seu papel maior quando nossa visão do meio é ativada. As câmeras fotográficas, de alguma forma, nos estimulam a abrir cada vez mais esse “olho d´alma”. Nos estimulam a ver mais longe, mais perto, mais focado, mais fora de foco, mais colorido, mais preto-e-branco, mais macro,  mais micro…
[...]

[...]
Um imenso Morpho menelaus tenuilimbata, mais conhecido como borboleta-azul-praia-grande, da mesma família que borboleteou nossa infância pelos arredores do Santa Maria, nos recebe na Ilha do Mel. As boas-vindas no trapiche!
Essa borboleta é cultuada pela tradição indígena do Brasil como a “alma do índio morto” e voa somente nos meses de março e abril.
Tento fotografá-la mas… desapereceu pelo caminho como se fosse uma entidade mágica, uma fada ou, realmente, a alma de um índio morto. 
O dia começou, então, num azul brilhando!
[...]
Nossos pézinhos começam a nos guiar pela Ilha Mágica, sob o comando do coração. Uma parada para catar conchinhas na areia. Vício e delícia antiga. Peço licença e seleciono três jóias de Gaia. Também um pedaço de madeira ou osso que, observando agora, me lembra um garfo estilizado. Garfos alimentam. 
[...]
Placas. Fotos. Nuvens. Fotos. Siris. Fotos.
Plantas. Fotos. Ondas. Fotos. Nós. Fotos.
[...]
Banho de mar.
Crianças na arrebentação.
Crianças conversando a vida.
Crianças desfiando a vida.
Crianças brincando de correr, entre vaga-lumes…

[...]
Segue a caminhada. Farol e Fortaleza em relevo na parede de uma casa.
portal[...]
Vaga-lumes me iluminam (o dia todo a poesia prevalece e “Vagalumes”, música-presente, toma conta de mim).
E foi até estranho, a gente nem deu conta,
Talvez na outra ponta, alguém pudesse pensar:
Menino vaga-lume, flor, menino estrela, a brisa mais forte veio te buscar…

[...]
Forte de Nossa Senhora dos Prazeres. Pedras imponentes. Natureza fortaleza. por de cima do muro, a gente enxerga o mundo.
[...]
Na natureza, na santa paz de Deus… “desce do coqueiro que o almoço tá esfriaaando”! O garçom acena pra saírmos do mar. Ducha doce no meio do verde. Um peixinho à dorê, no molho vermelho, acompanhado de salada e batata souté. Simplesmente de lamber os beiços (com o perdão do termo)!
[...]
Maré alta. Mas o medo não vence, pois não “tamos” só… O voo dos pássaros contagia. A cor e a temperatura d´água convencem. Não precisamos do pôr-do-sol do Farol, porque também no Istmo a poesia prevalece. A paz. No Passa-Passa ficamos. E ali demos a volta ao mundo!
E quando a gente apaga, tudo fica escuro!
No trapiche, a incerteza da ida. Na ruela das pousadas, delicadamente iluminada, a vontade de ficar. Garoa, como em toda boa viagem. As conversas mansas. Sotaque gostoso do caiçara. Escuridão plena. Apenas os pontos de luzes lá looonge, depois do horizonte. Sentadas na ponta do trapiche, sorriso no rosto e na alma, sorvemos os pingos da chuva. E a conversa também vai ficando looonge… só os pingos e a paz. O barquinho vem se aproximando. A metáfora real da passagem, agora com mais bagagem. Sozinhas na barca, travessia única, gratidão.

Na despedida, companhia:
estrelas vagalumes dentro de uma caixa! Aquele serzinho, tão presente pela música durante todo o dia, agora pousado em minha mão, caminhando por mim, seguindo comigo para casa… ME ILUMINANDO!
[...]
… um final de semana cheio de presentes… diz “tia” Renata (herança da infância, pais de amigas serão sempre tios)! A bênção de estarmos num lugar maravilhoso, na companhia da melhor amizade, no convívio de uma bonita família, rodeadas de “coincidências” pelo caminho, integradas com os cinco elementos e abraçadas pela Mãe Terra e pelo Pai Cosmos, de mãos dadas com a Irmã Lua e o Irmão Sol… DIAS-PRESENTES DE DEUS!
[...]
Pra temperar os sonhos e curar as febres,
Inserir nas preces do nosso sorriso,
Brincando entre os campos das nossas idéias,
Somos vaga-lumes a voar perdidos…
A voar perdidos…

  • Trechos de “Vagalumes”,  d´O Teatro Mágico. Mais um presente que recebi nesses dias de março!

Add comment 1 Abril 2009

Deusa Clarice: obrigada, obrigada, obrigada!

“Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias.” (Clarice Lispector)

1 comment 13 Junho 2008

Dia do Pão

O pão é um alimento sagrado. É o alimento do compartilhar, da união, da oferenda. E, talvez, melhor que saboreá-lo, seja fazê-lo! Uma sensação gostosa de produção, de ver crescer algo ao qual você se dedicou, pelo qual você literalmente colocou a mão na massa! E aquele cheirinho de pão saindo do forno tomando conta da casa? Hummm… tudo de bom!
Em homenagem ao Dia do Pão, nove de junho, publico minha famosa receita de pão, a pedido de muitas amigas! Meninas (e meninos, por que não?), mãos à massa! 

INGREDIENTES:
2 tabletes de fermento biológico (15g cada)
3 copos de leite morno [prefiro integral ou de soja]
1/2 copo de óleo [de oliva é mais saudável!]
2 ovos [os caipiras me dão a sensação de serem mais saborosos...]
3 colheres (sopa) de açúcar [uso o mascavo]
1 colher (sopa) de sal [o marinho também é mais saudável]
cerca de 1kg de farinha de trigo

MODO DE FAZER:
Coloque os seis primeiros ingredientes no copo do liquidificador e bata um pouco. Junte duas xícaras de trigo e bata bem.
Derrame a massa batida em uma tigela grande e vá acrescentando mais farinha até a massa ficar elástica, desgrudando das mãos e das bordas da tigela.
Reparta em quatro porções e coloque em quatro fôrmas para pão, tamanho médio, untadas. Asse em forno moderado até que sinta o aroma de suas broas (cerca de 40 min.)! Ao primeiro sinal do cheirinho delicioso de pão, aumente para a temperatura máxima do forno, até dourar.

Esta receita rende quatro fôrmas de pães: uma para você e mais três para presentear – com muito amor e sabor – as pessoas queridas!

Add comment 9 Junho 2008


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