Posts filed under 'amizade'
Simples assim…

- Como é que se faz para que nos amem?, perguntou o principezinho.
- Estás a ver aquela rosa que regaste? Como fazes para que ela não murche para sempre e se renove?, retorquiu-lhe a raposa.
- Não a arranco da terra, respondeu o principezinho.
– Mas o que é que isso tem a ver com o amor?
- Tem tudo a ver. Se não arrancares o coração de ninguém, se o regares e nele colocares as coisas de que gostas, como as ovelhas, as estrelas e os campos de trigo, então esse coração será sempre teu.
- Somente isso?, questionou o menino dos cabelos de sol.
- Tão somente isso, disse a raposa com um sorriso.
Add comment 10 Outubro 2009
Pingo
Pingo, excelente guia turístico da Pousada Recanto Nativo, em Campo Magro!
1 comment 13 Agosto 2009
a FOFOCA, agora, liberada!
Maravilha! Que alívio poder assumir com todas as letras SOU FOFOQUEIRA! Que delícia poder gritar as quatros cantos AMO UMA FOFOCA! Verdade!!! A mais pura verdade, do mais fundo do meu íntimo! A-DO-RO aquela conversinha cheia de segundas, terceiras e quartas intenções ao lado da pia da cozinha! Humm… e aquelas cheias de moral no meio do cafezinho do meio da tarde?! Hummm… Melhor que essas, só aquelas beeem apimentadas de mesa de boteco… ahh, aquelas sim!
Mas antes que eu esqueça, deixa eu te contar a última da vizinha do quinto andar: disse que descobriu uma fofoca pra lá de maldosa rodando por aí! E me contou, acredita?! Já sabe qual é? Quer que eu conte? Ai, mas jure que não vai comentar com ninguém! Andam falando que ela…. ééé… bem isso…. que ela ó… lá pra’quelas bandas… ééé…. meniiina, hoje em dia tá uma loucura mesmo… a gente não sabe mais por quem pôr a mão na fogo… Deeeeus me livre!
Bah, mas deixa eu te contar mais essa: sabe aquele escritor, liiindo, dos olhos azuis, que descreve a alma feminina como nenhuuuma mulher seria capaz? Qual o nome dele mesmo? Lembra? Esqueci… Então, aqueeele! Confessou em praça pública (aliás, que praça, hein?!) que o pai era um fofoqueiro de marca maior! Acredita? Não, é? Pois sim!
Maravilha, não? Que bênção daquela criatura ter nascido numa família assim, movida à fofoca! Família como a minha: sempre com uma fofoquinha (= histórinha maliciosa não-maldosa) que não faz - e nem pretende fazer! – mal à ninguém!!! Uma família na qual, simplesmente e com a maior bondade do mundo, de geração a geração, CONTA-SE HISTÓRIAS! Amém! ; ]
* A liberdade veio da boca do Chico! Ele mesmo! O Buarque! Em Mesa literária HOJE na Flip, na linda e apaixonante Parati! “Papai gostava de contar muitas histórias e gostava muito de fofoca. [...] Reunia os amigos e contava coisas escabrosas”, confessou. Então, me identifiquei instantaneamente! Também descendo de uma família onde a CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS, nossas ou dos outros, é uma constante! Rs… E talvez, ou provavelmente, ou certamente, seja essa uma de minhas grandes inspirações para fazer nascer de dentro de minha caixola as minhas próprias histórias! E essa conversa toda, essa ladainha, esse falatório que não tem fim, sem dúvida, é uma bênção!
** A joaninha apareceu de novo! Ela sempre aparece quando surge na tela a palavra “Parati”! Mágico, como tudo o é!
1 comment 3 Julho 2009
Aos meus amigos Viajantes!

De tempos em tempos, descem à terra seres especiais que carregam Chaves de Ouro: são os Viajantes do Tempo. O mais famoso deles é MelcZdec. É alguém como o personagem Melquíades, de García Marquez, em Cem Anos de Solidão. Cigano, andarilho, vai e volta. Sábio, relata, na trama, a aparição da família Buendía, a origem de tudo, em pergaminhos míticos que alcançam a ordem do sagrado.
Os Viajantes do Tempo são aqueles seres, personificados, capazes de grandes transformações. Têm o dom de iluminar, renovar, fazer renascer. Às vezes, quando o mundo necessita de uma reviravolta antes da perdição total no meio do caos, ocorre um movimento intenso de Viajantes do Tempo entre nós. Nesses períodos, há um enxame de nascimentos de crianças que trazem a centelha de luz e desenvolvem, mais tarde, atividades que envolvam as artes, o belo, a criatividade. Eles veem, plantam sementes de amor, concretizam suas tarefas, cumprem sua missão, e se vão, deixando para nós um mundo mais iluminado.
O Renascimento, após a obscuridade da Idade Média, é um exemplo desses períodos. Foi uma época marcada pelo aparecimento de grandes artistas, doutores, alquimistas etc. Nesse nosso tempo de agora – império da ganância, do medo, do desrespeito ao próximo, da desconfiança, da violência, da ignorância, da irresponsabilidade ambiental, da irracionalidade coletiva… – contamos, mais uma vez, com a ajuda desses Viajantes! Aos olhos dos corações mais sensíveis, é fácil notar a presença deles no meio de nós! Sejam famosos, grandes homens da humanidade, consagrados pela História… ou anônimos, pessoas grandes sempre dispostas a dar um sorriso de paz, um olhar atento, um terno abraço, um silêncio amigo, uma boa palavra…
Há quem os chame de Nação do Arco-íris ou Seres Índigos ou… não importa! Integram um grupo de seres de luz e, graças a eles, há esperança para a humanidade! As características dos Viajantes do Tempo são:
- DEVOÇÃO (doação, dedicação extrema ao trabalho);
- FORTALEZA (têm a força de olhar para si mesmos e reconhecer sombra e luz);
- HONRADEZ (respeito aos outros, mas primeiro a si mesmo);
- LEVEZA (flexibilidade, nem tanto ao céu nem tanto à terra);
- ORGULHO (do que são, sabem se posicionar);
- MEDIUNIDADE (reconhecimento dos poderes sutis que todos temos);
- MISERICÓRDIA (abertura de coração, compaixão consigo mesmo e com os outros);
- GRATIDÃO (a si mesmo e aos outros); e,
- INTELIGÊNCIA (enxergar com desapego, sem julgar. Ver com todas as nossas visões. Abertura total. Respeitar. Olhar duas vezes, sem impulsos nem impaciências).
Isso é o sagrado, porque esse perfil engloba o AMOR e a VERDADE!
E eu escrevo sobre isso hoje para despertar a atenção de todos para que percebam os Viajantes do Tempo que nos cercam! E, principalmente, escrevo para AGRADECER a todos os meus amigos, a todas as grandes pessoas que cruzaram e cruzam meu caminho e que, sem dúvida, trazem a centelha divina! Reconheço essa luz em cada gesto, em cada sorriso, em cada abraço, em cada palavra, em cada olhar! OBRIGADA POR ENGRANDECEREM MINHA JORNADA!!!
1 comment 7 Abril 2009
Aberturas no Equinócio
— Pra Brasília, por favor!
[...]
Quarta visão. Câmeras são instrumentos do olhar, mas somente cumprem seu papel maior quando nossa visão do meio é ativada. As câmeras fotográficas, de alguma forma, nos estimulam a abrir cada vez mais esse “olho d´alma”. Nos estimulam a ver mais longe, mais perto, mais focado, mais fora de foco, mais colorido, mais preto-e-branco, mais macro, mais micro…
[...]

[...]
Um imenso Morpho menelaus tenuilimbata, mais conhecido como borboleta-azul-praia-grande, da mesma família que borboleteou nossa infância pelos arredores do Santa Maria, nos recebe na Ilha do Mel. As boas-vindas no trapiche!
Essa borboleta é cultuada pela tradição indígena do Brasil como a “alma do índio morto” e voa somente nos meses de março e abril.
Tento fotografá-la mas… desapereceu pelo caminho como se fosse uma entidade mágica, uma fada ou, realmente, a alma de um índio morto.
O dia começou, então, num azul brilhando!
[...]
Nossos pézinhos começam a nos guiar pela Ilha Mágica, sob o comando do coração. Uma parada para catar conchinhas na areia. Vício e delícia antiga. Peço licença e seleciono três jóias de Gaia. Também um pedaço de madeira ou osso que, observando agora, me lembra um garfo estilizado. Garfos alimentam.
[...]
Placas. Fotos. Nuvens. Fotos. Siris. Fotos.
Plantas. Fotos. Ondas. Fotos. Nós. Fotos.
[...]
Banho de mar.
Crianças na arrebentação.
Crianças conversando a vida.
Crianças desfiando a vida.
Crianças brincando de correr, entre vaga-lumes…
[...]
Segue a caminhada. Farol e Fortaleza em relevo na parede de uma casa.
[...]
Vaga-lumes me iluminam (o dia todo a poesia prevalece e “Vagalumes”, música-presente, toma conta de mim).
E foi até estranho, a gente nem deu conta,
Talvez na outra ponta, alguém pudesse pensar:
Menino vaga-lume, flor, menino estrela, a brisa mais forte veio te buscar…
[...]
Forte de Nossa Senhora dos Prazeres. Pedras imponentes. Natureza fortaleza. E por de cima do muro, a gente enxerga o mundo.
[...]
Na natureza, na santa paz de Deus… “desce do coqueiro que o almoço tá esfriaaando”! O garçom acena pra saírmos do mar. Ducha doce no meio do verde. Um peixinho à dorê, no molho vermelho, acompanhado de salada e batata souté. Simplesmente de lamber os beiços (com o perdão do termo)!
[...]
Maré alta. Mas o medo não vence, pois não “tamos” só… O voo dos pássaros contagia. A cor e a temperatura d´água convencem. Não precisamos do pôr-do-sol do Farol, porque também no Istmo a poesia prevalece. A paz. No Passa-Passa ficamos. E ali demos a volta ao mundo!
E quando a gente apaga, tudo fica escuro!
No trapiche, a incerteza da ida. Na ruela das pousadas, delicadamente iluminada, a vontade de ficar. Garoa, como em toda boa viagem. As conversas mansas. Sotaque gostoso do caiçara. Escuridão plena. Apenas os pontos de luzes lá looonge, depois do horizonte. Sentadas na ponta do trapiche, sorriso no rosto e na alma, sorvemos os pingos da chuva. E a conversa também vai ficando looonge… só os pingos e a paz. O barquinho vem se aproximando. A metáfora real da passagem, agora com mais bagagem. Sozinhas na barca, travessia única, gratidão.
Na despedida, companhia: estrelas vagalumes dentro de uma caixa! Aquele serzinho, tão presente pela música durante todo o dia, agora pousado em minha mão, caminhando por mim, seguindo comigo para casa… ME ILUMINANDO!
[...]
… um final de semana cheio de presentes… diz “tia” Renata (herança da infância, pais de amigas serão sempre tios)! A bênção de estarmos num lugar maravilhoso, na companhia da melhor amizade, no convívio de uma bonita família, rodeadas de “coincidências” pelo caminho, integradas com os cinco elementos e abraçadas pela Mãe Terra e pelo Pai Cosmos, de mãos dadas com a Irmã Lua e o Irmão Sol… DIAS-PRESENTES DE DEUS!
[...]
Pra temperar os sonhos e curar as febres,
Inserir nas preces do nosso sorriso,
Brincando entre os campos das nossas idéias,
Somos vaga-lumes a voar perdidos…
A voar perdidos…
- Trechos de “Vagalumes”, d´O Teatro Mágico. Mais um presente que recebi nesses dias de março!
Add comment 1 Abril 2009
Uma brisa de paixão… ?!

… Lua Cheia fica doida
Lua Cheia vamos namorar
Lua Nova vida boa
Lua Nova ela quer casar…
Lua Cheia (de Léo Henkin), Papas da Língua.
Nanets, pra vc, minha amiga!
Pra vc, pra mim e pra nossa eterna alegria de viver,
seja nas águas daqui, seja nas águas jamaicanas!
FOTO: Danielle Cristina, Guaratuba-PR, julho 2008.
Nanets, pra vc, minha amiga!
Pra vc, pra mim e pra nossa eterna alegria de viver,
seja nas águas daqui, seja nas águas jamaicanas!
FOTO: Danielle Cristina, Guaratuba-PR, julho 2008.
1 comment 20 Julho 2008

