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Lição de vida crucial

A árvore dos problemas

Certo fazendeiro resolve contratar um carpinteiro para uma série de reparos em sua propriedade. O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu de seu carro furou, fazendo com que ele deixasse de ganhar uma hora de trabalho. Sua serra elétrica quebrou, e aí ele cortou o dedo. Como se não bastasse, no final do dia, seu carro não funcionou. Assim, o fazendeiro resolve oferecer carona para casa.

Percorrida a viagem, o carpinteiro convidou-o a entrar e conhecer sua família. Quando os dois se dirigiam à porta da casa, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos. Ao abrir a porta de casa, o carpinteiro já parecia outro: os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso. Ele abraçou os filhos e beijou a esposa. Após uma alegre refeição, o fazendeiro agradeceu e despediu-se de todos.

O carpinteiro acompanhou seu convidado até o carro. Assim que passaram pela árvore, o fazendeiro questionou seu anfitrião sobre o motivo pelo qual ele tocara na planta antes de entrar em casa. – Ah! Esta é a minha planta dos problemas. Eu sei que não posso evitar todos os problemas no meu trabalho, mas eles não devem chegar até os meus filhos e minha esposa.

Então, toda noite, eu deixo meus problemas nesta árvore quando chego em casa, e só os pego de volta no dia seguinte. E o senhor quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando volto para buscar meus problemas, eles não são nem metade daquilo que eu lembro de ter deixado na noite anterior.

* Fonte: Gazeta do Povo, 31/10/2009 às 12:16

Add comment 1 Novembro 2009

A grandeza de minha mãe

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Add comment 29 Outubro 2009

Oração dos Anônimos

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Paizinho, que eu seja solidária nos caminhos da vida,
que eu descubra as tantas maneiras de auxiliar e ser útil,
que eu me sinta livre para compartilhar nobres valores,
que eu faça de todos os momentos ocasiões para avançar nos sentimentos de união,
que eu tenha sensibilidade para dar mais atenção aos meus semelhantes,
e que eu possa, assim, crescer nas trilhas do coração.

Paizinho, que eu tenha como espelho as grandes virtudes da humanidade,
que eu reforce diariamente as minhas atitudes positivas,
pois somente assim crescerei como coletividade.

Paizinho de amor, que meu ventre expanda infinita criatividade
para pintar minhas músicas internas,
para ver desenhos em nuvens,
para tirar do peito as mais belas palavras,
para enxergar as mil nuances do arco-íris,
para representar e festejar toda Sua beleza.

Paizinho, que minhas mentalizações diárias tenham o poder da mudança.
Que eu me lembre, na velocidade de cada pensamento, que atrairei aquilo que irradiar.
Que meu sorriso e meus abraços sejam constantes e sinceros.

Pai, que eu potencialize o valor de meus sonhos,
que eu busque alternativas para ajudar a curar o chão que piso,
que eu tenha fé e acredite nas essências de meus irmãos,
e que, com toda força que recebi de ti, eu seja consciente de minhas responsabilidades como ser sagrado.

* Oração inspirada e baseada no texto do anjito Lelo, em www.aloualem.blogspot.com.

1 comment 13 Outubro 2009

Simples assim…

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- Como é que se faz para que nos amem?, perguntou o principezinho.
- Estás a ver aquela rosa que regaste? Como fazes para que ela não murche para sempre e se renove?, retorquiu-lhe a raposa.
- Não a arranco da terra, respondeu o principezinho.
– Mas o que é que isso tem a ver com o amor?
- Tem tudo a ver. Se não arrancares o coração de ninguém, se o regares e nele colocares as coisas de que gostas, como as ovelhas, as estrelas e os campos de trigo, então esse coração será sempre teu.
- Somente isso?, questionou o menino dos cabelos de sol.
- Tão somente isso, disse a raposa com um sorriso.

Add comment 10 Outubro 2009

Regina Brett’s 45 life lessons and 5 to grow on

Posted by Regina Brett September 20, 2007 14:03 PM
Originally published in The Plain Dealer on Sunday, May 28, 2006

To celebrate growing older, I once wrote the 45 lessons life taught me. It is the most-requested column I’ve ever written. My odometer rolls over to 50 this week, so here’s an update:

1. Life isn’t fair, but it’s still good.
2. When in doubt, just take the next small step.
3. Life is too short to waste time hating anyone.
4. Don’t take yourself so seriously. No one else does.
5. Pay off your credit cards every month.
6. You don’t have to win every argument. Agree to disagree.
7. Cry with someone. It’s more healing than crying alone.
8. It’s OK to get angry with God. He can take it.
9. Save for retirement starting with your first paycheck.
10. When it comes to chocolate, resistance is futile.
11. Make peace with your past so it won’t screw up the present.
12. It’s OK to let your children see you cry.
13. Don’t compare your life to others’. You have no idea what their journey is all about.
14. If a relationship has to be a secret, you shouldn’t be in it.
15. Everything can change in the blink of an eye. But don’t worry; God never blinks.
16. Life is too short for long pity parties. Get busy living, or get busy dying.
17. You can get through anything if you stay put in today.
18. A writer writes. If you want to be a writer, write.
19. It’s never too late to have a happy childhood. But the second one is up to you and no one else.
20. When it comes to going after what you love in life, don’t take no for an answer.
21. Burn the candles, use the nice sheets, wear the fancy lingerie. Don’t save it for a special occasion. Today is special.
22. Overprepare, then go with the flow.
23. Be eccentric now. Don’t wait for old age to wear purple.
24. The most important sex organ is the brain.
25. No one is in charge of your happiness except you.
26. Frame every so-called disaster with these words: “In five years, will this matter?”
27. Always choose life.
28. Forgive everyone everything.
29. What other people think of you is none of your business.
30. Time heals almost everything. Give time time.
31. However good or bad a situation is, it will change.
32. Your job won’t take care of you when you are sick. Your friends will. Stay in touch.
33. Believe in miracles.
34. God loves you because of who God is, not because of anything you did or didn’t do.
35. Whatever doesn’t kill you really does make you stronger.
36. Growing old beats the alternative – dying young.
37. Your children get only one childhood. Make it memorable.
38. Read the Psalms. They cover every human emotion.
39. Get outside every day. Miracles are waiting everywhere.
40. If we all threw our problems in a pile and saw everyone else’s, we’d grab ours back.
41. Don’t audit life. Show up and make the most of it now.
42. Get rid of anything that isn’t useful, beautiful or joyful.
43. All that truly matters in the end is that you loved.
44. Envy is a waste of time. You already have all you need.
45. The best is yet to come.
46. No matter how you feel, get up, dress up and show up.
47. Take a deep breath. It calms the mind.
48. If you don’t ask, you don’t get.
49. Yield.
50. Life isn’t tied with a bow, but it’s still a gift.

To reach this Plain Dealer columnist: rbrett@plaind.com, 216-999-6328

Add comment 15 Setembro 2009

ÚTERO

Cansada de fotografia bonitinha. Belas imagens. De texto perfeitinho e ordinário. De vírgulas no lugar certo. De pontos onde devem ter pontos. De mais por mas. Há muitos inícios, alguns meios e raros fins. Ou será o contrário: sempre inícios e fins, e esqueço dos meios? Cansaaada… do livro pela metade, da conversa mole, do projeto de sonho, do estudo enrustido, da cor de cabelo inexpressiva, da geladeira vazia, do par de sapatos roubado, do choro esprimido entre dois sofás. E é só o par de olhos que sobra. Sempre. Ao menos. Vivo, inquisidor, confiante, irrequieto. Sim, capaz. Forte. Com a fuça enfrunhada nas costas de meu filho volto ao útero. Quente, escuro e hhhhhhhhh. O som do tudo. Volto e não estou porque, creio, toda vez que enfrunhada ali poderei regressar. Creio. Já tentei duas vezes e deu certo. Certeza de que é preciso agora terminar uma coisa pra que as outras possam ter meios. Só não lembro mais que coisa era essa. [ Só um desafio pra ver se alguém decifra cabeça de louco! ]

Add comment 14 Julho 2009

Da lavanderia… A ALMA!

Fones de ouvido e o radinho FM.
Soool lindo, céu azul, alma verde e rosa e vermelha, descendo a ladeira,
e o quá-quá-rá-quá-quá quem riu quá-quá-rá-quá-quá fui eu
abriu a boca e mostrou os dentes.

Na calçada, chegou Elizeth. Voz torta já, a mulher. 
Perna lá outra cááááá ooolha a rua, sua doida!
Vivendo, a mulher. Sei lá, o limãozinho vai bem, também.
Mas fico com água!
Vivendo, a mulher.

Na outra esquina, a voz de vento Cáétãno, vinagre balsâmico.

Sem avisar, a carioca estoura a avenida no maior show da Terra.
E aí, me irmão, não tem voz que fique enclausurada, não tem mão que não batuque o pandeiro da coxa, não tem pé que não arrisque uns passinhos na calçada quebrada… nããão, não, ninguém ali mais feliz mesmo…
nem o que viu os braços abertos equilibristas de pés no meio-fio, nem o que ganhou do vento a música da voz desafinada da guria verde e vermelha e amarela, nem o que espiou da janela o sorriso e as cores dela…

Que beleza! Quanta beleza vinda de um só bloco… de um monobloco!

E dá os 4km. Chão. Alma. Vento. Cheiro de sabão. Calçada lavada.

No portão de casa, um aviso: atenção, menina, ao dobrar uma esquina!
Atenção! Atenção! Atenção para o refrão!
Que cheiro de sabão!

1 comment 15 Junho 2009

O que é crescer senão…

perdoar a quem amamos;
perdoar a quem já amamos;
perdoar a quem não amamos;
perdoar a nós mesmos;
dar significados às coisas passadas;
não sonhar significados às futuras;
buscar explicações para nossos erros nossas escolhas;
encontrar palavras certas que as definam;
descobrir soluções que as façam compreensíveis [por mais que irremediáveis];
rever fotografias sem tristezas;
tentar rever fotografias sem saudades;
não pensar mais,
não pensar tanto,
e
sorrir.

1 comment 13 Junho 2009

Tudo é sertão, tudo é paixão…

se um violeiro toca…  a viola, o violeiro e o amor se tocam!

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Delícia de letra! Essa música me deixa no prumo, me põe na linha! É chuva na fazenda, encolhida numa rede na varanda, coberta por uma mantinha, olhando lá fora, espiando a vida que passa mansa, a natureza que corre no ritmo certo, em ritmo próprio… É chimarrão na madrugada, embalado por uma conversa de saudade, de memórias de família, de esperanças no que ainda virá… É grama verde, com cheiro de mato, cheiro dos flamboyants que amo tanto, cheiro de terra molhada… É o calor da fogueira da noite, sapecando pinhões ao som de notas soltas… É o retorno, a porteira aberta… o caminho de volta para mim…

MÚSICA, MÚSICA, MÚSICA!!!    QUE VIDA HÁ SEM ELA??!

3 comments 13 Maio 2009

As quatro estações, lá fora, aqui dentro

INVERNO. 10h30. Vontade alguma de sair da cama. Cabeça e todo o resto – corpo, ânimo, ideias, esperanças e emoções – enfurnadas debaixo das cobertas. Espio pela cortina, o cinza não me anima. Fecho os olhos.

PRIMAVERA. Conversas despretensiosas na cozinha. Conversas mansas, daquelas que gosto, trazem um pouco mais de cor. Tempo muda lá fora. Abre-se o céu. ”As quatro estações em um dia”, é a fala de Maria, olhando pela janela, enquanto almoça, de lado na mesa, recostada na parede, pensativa…

Segundo ato. Entra na cozinha a mãe. Lança um olhar cúmplice acompanhado de um sorriso próprio de quem sabe mais do que deveria saber. O comentário acerta no alvo. Escolhidas a dedo [ou a esmo?], as palavras desvelam o motivo de meu recolhimento invernal naquela manhã. Então, um sorriso da alma e alcanço, enfim, a primavera.

VERÃO. Fim de dia. Energia vibrante, pulsante, viva, do entardecer. Um grupo de pessoas reúne-se, com objetivos semelhantes. Sorrisos amigos. Olhares ternos. Abraços especiais, toques de troca.

OUTONO. A volta, o recolhimento. Força potencializada diante da certeza dos novos invernos que virão.

Eis o teatro da vida.

1 comment 27 Abril 2009

A mim… holofotes de relax!

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A minha alegria atravessou o mar e ancorou na passarela! Fez um desembarque fascinante no maior show da Terra! Será que eu serei o dono dessa festa? Um rei no meio de uma gente tão modesta! Eu vim descendo a serra… cheio de euforia para desfilar! O mundo inteiro espera… hoje é dia do riso chorar! Levei o meu samba pra mãe-de-santo rezar, contra o mau-olhado eu carrego o meu patuá, eu levei… Levei o meu samba pra mãe-de-santo rezar, contra o mau-olhado eu carrego o meu patuá! Acredito! Acredito ser o mais valente! Nessa luta do rochedo com o mar! E com o mar… É hoje o dia da alegria e a tristeza nem pode pensar em chegar! Diga espelho meu se há na avenida alguém mais feliz que eu! Diga espelho meu se há na avenida alguém mais feliz que eu…

… porque toda a força do mundo está aqui, dentro de mim. Porque há mais coisas entre o céu e a terra do que pensa minha vã filosofia e… porque… justamente por este motivo, é que as coisas devem ser feitas dentro da LEI DO MENOR ESFORÇO! Porque descomplicar é a regra! Porque ser BOBO, na maioria das situações do dia-a-dia, é a melhor opção! Porque ser transparente é SER LEAL A SI MESMO! Porque o amor deve ser INCONDICIONAL! Porque sem proteção, a gente pode ser perder! Porque sem acreditar, a gente pode nem se encontrar! Porque preocupar-se com o que o outro pensa é perder tempo precioso de crescimento e auto-conhecimento! Porque sem PAIXÃO  a vida não tem a menor graça! Porque a INTENSIDADE é o que vale! Porque deixar de rir é deixar a alma na GAVETA! Porque deixar de ser criança é ficar olhando, DA JANELA, a vida desfilar pela avenida! Porque…..


* Letra da música É Hoje, composta por Didi e Maestrinho.

Add comment 23 Abril 2009

Ahhhh….. dia lindo!!!

menina
Acho que, além das próprias crianças, somente quem não se desligou da criança que foi um dia é que sente o cheiro gostoso de um dia ensolarado como o de hoje, sente a brisa refrescante de um azul-celeste sem nuvens, entende o linguajar dos passarinhos voando por entre os galhos das árvores, conversa com o vento, fala com um cachorro através do olhar, brinca com os aviões cruzando o céu, voa com as borboletas, desabrocha com as flores, pulsa com as cores do mundo……………….. [DEPOIS QUE VOLTAR DO MEU "DIA DE SPA" TERMINO O TEXTO!]

1 comment 18 Abril 2009

Minha Querência na Quaresma

A Quaresma é, em resumo, a preparação dos cristãos para a grande festa da Páscoa. Durante este período, os fiéis são convidados a um período de penitência e meditação, por meio da prática do jejum (privação e purificação), da caridade e da oração. Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina na tarde da Quinta-feira Santa, quando se inicia o Tríduo Pascal. Para alguns, é uma época de esforços pessoais na tentativa de se tornarem seres-humanos melhores, hasteando a bandeira da justiça, da paz e do amor entre os homens. É um empurrãozinho, digamos assim, já que esses esforços podem – e devem – acontecer nos 365 dias do ano, não apenas nesses 40! Por exemplo, este ano, meu propósito inicial para a Quaresma era [era!] não falar palavrões. Ao menos, reduzi-los. Confesso que, por maiores que tenham sido meus esforços, não alcancei este objetivo! Às vezes eles precisam extravasar e dão uma escapulida!

Fato é que, de um jeito ou de outro, vivenciei com intensidade a Quaresma deste ano. Apesar de católica por batismo, vivo de acordo com a espiritualidade que meu coração manda [e , admito, ele é muito mais à vontade com os costumes pagãos! Por sinal, de onde originam muitas das festas cristãs]! Mesmo não concordando com diversos preceitos da tradição católica, sigo alguns caminhos dela. A Quaresma é um entre os quais acho interessante. Recolhimento para reflexão sobre nós mesmos, sobre nossa vida, sobre nossa relação com Deus [ou como prefira chamar essa Luz Maior] e com o mundo é sempre válido.

Neste ano, uni a Quaresma uma palavra da qual gosto muito: QUERÊNCIA. Querência de espaço, de delimitar território, de fixar morada, de enraizar-se, de encontrar um lugar que seja seu. Querência de querer, de bem-querer. A essência da palavra “querência” está diretamente ligada a “coração”. Querência são os nossos lugares no mundo e em nós mesmos, matéria e espírito. São os lugares em que crescemos como pessoas, os lugares onde criamos, onde nos energizamos, nos iluminamos, onde readquirimos nossos poderes.

Foi isso que trabalhei nestes 40 e poucos dias. Foram estes lugares – de fortaleza, de força, de conhecimento e crescimento, de gratidão, de amor e verdade – que encontrei, em mim mesma e nos outros! Foram estes lugares que reaprendi a encontrar! Foram estas querências que reaprendi a querer!

Add comment 9 Abril 2009

Dupla Espiral

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Hoje recebi um presente especial! Uma linda menininha, de olhinhos negros orientais, me ofereceu uma belíssima flor desabrochando! A flor era um degradè do branco ao cor-de-rosa, com sutis tons de amarelo. “Uma Flor-de-Lótus”, disseram-me mais tarde!

A Flor-de-Lótus, como diz a lenda, é obra da união entre fogo, ar, terra e água. Composta de fragmentos de cada um, é símbolo da perpetuação do encontro dos quatro elementos.  A terra alimenta suas raízes. A água faz crescer sua haste. O ar tonifica suas pétalas. O calor do fogo dá as mais belas cores às suas corolas. 

Tal como a Fênix, que renasce das cinzas, a Flor-de-Lótus é exemplo do belo que brota do lodo. Resplandece nas águas, imaculada, e serve ao homem como símbolo de pureza e perfeição humana. Tal como a Dupla Espiral,  a Flor-de-Lótus, quando refletida n´água, mostra o equilíbrio para que o homem siga pelo Caminho do Meio, transite entre os três mundos.

As pétalas da Flor-de-Lótus abrem-se para o sol assim como nossa alma abre-se para o entendimento!

Criança linda, lhe agradeço o presente divino! A beleza e a força! A inspiração! A elevação!

 

Add comment 8 Abril 2009

Aos meus amigos Viajantes!

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De tempos em tempos, descem à terra seres especiais que carregam Chaves de Ouro: são os Viajantes do Tempo. O mais famoso deles é MelcZdec. É alguém como o personagem Melquíades, de García Marquez, em Cem Anos de Solidão. Cigano, andarilho, vai e volta. Sábio, relata, na trama, a aparição da família Buendía, a origem de tudo, em pergaminhos míticos que alcançam a ordem do sagrado.

Os Viajantes do Tempo são aqueles seres, personificados, capazes de grandes transformações. Têm o dom de iluminar, renovar, fazer renascer. Às vezes, quando o mundo necessita de uma reviravolta antes da perdição total no meio do caos, ocorre um movimento intenso de Viajantes do Tempo entre nós. Nesses períodos, há um enxame de nascimentos de crianças que trazem a centelha de luz e desenvolvem, mais tarde, atividades que envolvam as artes, o belo, a criatividade. Eles veem, plantam sementes de amor, concretizam suas tarefas, cumprem sua missão, e se vão, deixando para nós um mundo mais iluminado.

O Renascimento, após a obscuridade da Idade Média, é um exemplo desses períodos. Foi uma época marcada pelo aparecimento de grandes artistas, doutores, alquimistas etc. Nesse nosso tempo de agora – império da ganância, do medo, do desrespeito ao próximo, da desconfiança, da violência, da ignorância, da irresponsabilidade ambiental, da irracionalidade coletiva… – contamos, mais uma vez, com a ajuda desses Viajantes! Aos olhos dos corações mais sensíveis, é fácil notar a presença deles no meio de nós! Sejam famosos, grandes homens da humanidade, consagrados pela História… ou anônimos, pessoas grandes sempre dispostas a dar um sorriso de paz, um olhar atento, um terno abraço, um silêncio amigo, uma boa palavra…

Há quem os chame de Nação do Arco-íris ou Seres Índigos ou…  não importa! Integram um grupo de seres de luz e, graças a eles, há esperança para a humanidade! As características dos Viajantes do Tempo são:
-  DEVOÇÃO (doação, dedicação extrema ao  trabalho);
- FORTALEZA (têm a força de olhar para si mesmos e reconhecer sombra e luz);
- HONRADEZ (respeito aos outros, mas primeiro a si mesmo);
- LEVEZA (flexibilidade, nem tanto ao céu nem tanto à terra);
- ORGULHO (do que são, sabem se posicionar);
- MEDIUNIDADE (reconhecimento dos poderes sutis que todos temos);
- MISERICÓRDIA (abertura de coração, compaixão consigo mesmo e com os outros);
- GRATIDÃO (a si mesmo e aos outros); e,
- INTELIGÊNCIA (enxergar com desapego, sem julgar. Ver com todas as nossas visões. Abertura total. Respeitar. Olhar duas vezes, sem impulsos nem impaciências).

Isso é o sagrado, porque esse perfil engloba o AMOR e a VERDADE!
E eu escrevo sobre isso hoje para despertar a atenção de todos para que percebam os Viajantes do Tempo que nos cercam! E, principalmente, escrevo para AGRADECER a todos os meus amigos, a todas as grandes pessoas que cruzaram e cruzam meu caminho e que, sem dúvida, trazem a centelha divina! Reconheço essa luz em cada gesto, em cada sorriso, em cada abraço, em cada palavra, em cada olhar! OBRIGADA POR ENGRANDECEREM MINHA JORNADA!!!

1 comment 7 Abril 2009

No ninho…

outono
Dias ensolarados, tardes luminosas, noites estreladas de brilho intenso no céu platinado. Dias de recolhimento, menos conversas e mais olhares, mais sensações e percepções, menos atitudes expressivas e mais reflexões. É importante respeitar o momento propício à introspecção. Tempo de aconchego, de ninho. Uma chance a mais de nos conectarmos com a Roda Sagrada da Vida. A oportunidade de percebermos a Mãe Terra nos envolvendo, na brisa suave e no tapete dourado de folhas secas que cobre o chão. Cores quentes nos mostrando novos caminhos. A Natureza se prepara para o inverno. As aves e os animais ficam mais silenciosos. Tudo convida ao descanso. É o outono que chega!
Com ele, novos aromas pelo ar!  O salgado do verão cede lugar ao cheiro de bolo saindo do forno! A brincadeira na areia dá lugar ao sono no colo de mãe, na casa anoitecendo com as luzes do céu. A respiração da criança orienta o ritmo da casa. Cheiro de mãe. Aconchego entre os seios, lembrança do alimento primeiro. O lanche durante a brincadeira agora é mesa posta para o café da tarde. O rosa das flores agora é canela embrenhando-se pela casa.
Silêncio nas casas, silêncio nas mentes. Agora, nossos corações voltam-se para nós mesmos e pedimos a Mabon, Deus do Amor, proteção aos que amamos e força para superarmos o porvir, a escuridão do inverno. O fogo queima, em gratidão, os nomes das mulheres que nos antepassaram e, assim, resgatamos a energia acolhedora daquela que cuida e protege.  Desde o Alban Elfed, “Luz do Outono” ou “Dia do Equilíbrio”, comemorado em 21 de março, nos voltamos ao agradecimento e nos aconselhamos com nossos sábios ancestrais. Nesta época, a 
Mãe Terra nos sopra a magia amarela e laranja e faz amadurecer os frutos que serão guardados para o inverno que se aproxima. É momento de colheita e de reserva de alimentos. É tempo de alinhar-se com a natureza para o equilíbrio dos corações!

Add comment 6 Abril 2009

doces

Add comment 2 Abril 2009

Da respiração, do pensamento e da estética

A palavra ESTÉTICA está diretamente ligada à percepção e sensação (por sua origem grega). Na Filosofia, a teoria estética tem como objeto de estudo a natureza do belo, a fim de determinar o que provoca, no homem, sentimentos de harmonia, afinidade, admiração etc. É também um dos fundamentos da arte. A estética, do belo ou do feio, do harmônico ou do ridículo, detona emoções positivas ou negativas.
Porém, o conceito de estética não delimita-se apenas ao corporal. Há uma estética no bairro em que moramos, na rua pela qual caminhamos, na maneira como dispomos nossos móveis, nas cores e formas das cidades… Até a natureza tem sua estética. Mas, acima de tudo, há uma ESTÉTICA INTERIOR.
No caos da vida, corremos o risco de viver constantemente num estado de frenesi. Há um excesso de atividades, de exigências e de informações que acarretam num também excesso de sensações! E, na grande maioria das vezes, essas sensações vem desordenadas. Aí então instala-se o caos interno. E, seguramente, nosso desequilíbrio estético, interno e externo, torna-se visível.
Ninguém vive as 24 horas do dia em estado de tranqüilidade extrema. Temos nossas oscilações. No entanto, é fundamental fazermos uma opção de vida: se desejamos viver no ritmo biológico do ser humano “natural, embrionário”, ou se nos deixaremos levar pelo ritmo do ser humano “social”, o ser humano inserido na insanidade do caos.
Pra quem escolher fazer parte do primeiro grupo, a primeira tarefa é aprender a RESPIRAR. É inacreditável o conforto estético interno – e, conseqüentemente, externo – que a simples CONSCIÊNCIA de nossa respiração pode causar. É fascinante o controle das emoções e a organização dos pensamentos que esta prática proporciona. E é notório, fisicamente, um estado de espírito leve.
Portanto, “decore sua alma” (como diz um amigo), inspire e expire todos os instantes de sua vida, para que sua estética seja sempre a do belo, refletindo o melhor de sua essência!

1 comment 2 Abril 2009

Aberturas no Equinócio

— Pra Brasília, por favor!
[...]
Quarta visão. Câmeras são instrumentos do olhar, mas somente cumprem seu papel maior quando nossa visão do meio é ativada. As câmeras fotográficas, de alguma forma, nos estimulam a abrir cada vez mais esse “olho d´alma”. Nos estimulam a ver mais longe, mais perto, mais focado, mais fora de foco, mais colorido, mais preto-e-branco, mais macro,  mais micro…
[...]

[...]
Um imenso Morpho menelaus tenuilimbata, mais conhecido como borboleta-azul-praia-grande, da mesma família que borboleteou nossa infância pelos arredores do Santa Maria, nos recebe na Ilha do Mel. As boas-vindas no trapiche!
Essa borboleta é cultuada pela tradição indígena do Brasil como a “alma do índio morto” e voa somente nos meses de março e abril.
Tento fotografá-la mas… desapereceu pelo caminho como se fosse uma entidade mágica, uma fada ou, realmente, a alma de um índio morto. 
O dia começou, então, num azul brilhando!
[...]
Nossos pézinhos começam a nos guiar pela Ilha Mágica, sob o comando do coração. Uma parada para catar conchinhas na areia. Vício e delícia antiga. Peço licença e seleciono três jóias de Gaia. Também um pedaço de madeira ou osso que, observando agora, me lembra um garfo estilizado. Garfos alimentam. 
[...]
Placas. Fotos. Nuvens. Fotos. Siris. Fotos.
Plantas. Fotos. Ondas. Fotos. Nós. Fotos.
[...]
Banho de mar.
Crianças na arrebentação.
Crianças conversando a vida.
Crianças desfiando a vida.
Crianças brincando de correr, entre vaga-lumes…

[...]
Segue a caminhada. Farol e Fortaleza em relevo na parede de uma casa.
portal[...]
Vaga-lumes me iluminam (o dia todo a poesia prevalece e “Vagalumes”, música-presente, toma conta de mim).
E foi até estranho, a gente nem deu conta,
Talvez na outra ponta, alguém pudesse pensar:
Menino vaga-lume, flor, menino estrela, a brisa mais forte veio te buscar…

[...]
Forte de Nossa Senhora dos Prazeres. Pedras imponentes. Natureza fortaleza. por de cima do muro, a gente enxerga o mundo.
[...]
Na natureza, na santa paz de Deus… “desce do coqueiro que o almoço tá esfriaaando”! O garçom acena pra saírmos do mar. Ducha doce no meio do verde. Um peixinho à dorê, no molho vermelho, acompanhado de salada e batata souté. Simplesmente de lamber os beiços (com o perdão do termo)!
[...]
Maré alta. Mas o medo não vence, pois não “tamos” só… O voo dos pássaros contagia. A cor e a temperatura d´água convencem. Não precisamos do pôr-do-sol do Farol, porque também no Istmo a poesia prevalece. A paz. No Passa-Passa ficamos. E ali demos a volta ao mundo!
E quando a gente apaga, tudo fica escuro!
No trapiche, a incerteza da ida. Na ruela das pousadas, delicadamente iluminada, a vontade de ficar. Garoa, como em toda boa viagem. As conversas mansas. Sotaque gostoso do caiçara. Escuridão plena. Apenas os pontos de luzes lá looonge, depois do horizonte. Sentadas na ponta do trapiche, sorriso no rosto e na alma, sorvemos os pingos da chuva. E a conversa também vai ficando looonge… só os pingos e a paz. O barquinho vem se aproximando. A metáfora real da passagem, agora com mais bagagem. Sozinhas na barca, travessia única, gratidão.

Na despedida, companhia:
estrelas vagalumes dentro de uma caixa! Aquele serzinho, tão presente pela música durante todo o dia, agora pousado em minha mão, caminhando por mim, seguindo comigo para casa… ME ILUMINANDO!
[...]
… um final de semana cheio de presentes… diz “tia” Renata (herança da infância, pais de amigas serão sempre tios)! A bênção de estarmos num lugar maravilhoso, na companhia da melhor amizade, no convívio de uma bonita família, rodeadas de “coincidências” pelo caminho, integradas com os cinco elementos e abraçadas pela Mãe Terra e pelo Pai Cosmos, de mãos dadas com a Irmã Lua e o Irmão Sol… DIAS-PRESENTES DE DEUS!
[...]
Pra temperar os sonhos e curar as febres,
Inserir nas preces do nosso sorriso,
Brincando entre os campos das nossas idéias,
Somos vaga-lumes a voar perdidos…
A voar perdidos…

  • Trechos de “Vagalumes”,  d´O Teatro Mágico. Mais um presente que recebi nesses dias de março!

Add comment 1 Abril 2009

Clara clareou…

clara* De Clara Nunes.

Add comment 1 Abril 2009

Essencial… sempre, sempre!

Desejo que você tenha a quem amar
e quando estiver bem cansado
ainda exista amor pra recomeçar!

nuvem
* Amor pra recomeçar, do Barão, e foto da querida Pati Schaidt!

1 comment 27 Março 2009

[...] quero saber, não…

e139paraty

1 comment 27 Março 2009

A ela.

nos1

Pela rua, a caminhada tem cor de praia. A noite, vazia, traz a temperatura do mar. Me traz a segurança da areia. Passos rápidos, ritmados. De repente o perfume. Adocicado. Misterioso. Morno. Indiferente. Altivo. Feminino. Já o senti antes. Atravesso uma quadra. E ele continua. Mais outra. E ele me puxa. E me puxa. Como um cordão de prata. Me conduz. É dela. Surge à minha frente, de azul e branco, esvoaçante. Cabelos longos. Venta. Nosso andar compassado. Mas a distância diminui. Ela para e isso me assusta. Na dúvida, caminho.
[...]
E encontro.
[...]
De duas, a unidade. O perfume em mim. Os cabelos longos. Meus (nossos). O vestido dançando no vento que não tem. O calor de duas almas no arrepio de frio. E assim, a força. E com ela, a lembrança de que 
são demais os perigos desta vida para quem tem paixão, principalmente quando uma lua surge de repente e se deixa no céu, como esquecida. Com ela, a certeza de que se ao luar que atua desvairado vem se unir uma música qualquer, aí então é preciso ter cuidado porque deve andar perto uma mulher. Com ela, a alegria de sentir que deve andar perto uma mulher que é feita de música, luar e sentimento e que a vida não quer, de tão perfeita. Com ela, o poder de uma mulher que é como a própria Lua: tão linda que só espalha sofrimento, tão cheia de pudor que vive nua.

* Em rosa, “meu” Soneto de Orfeu, de Vinicius, adaptado.

Add comment 26 Março 2009

Na dúvida, abra e entre.

w73paraty

Add comment 25 Março 2009

Os Silêncios

No meio do caos, o silêncio. A ausência de mim. O nulo. O nada.
A vontade de silêncio. Do só branco.
No barulho do motor do carro ao lado, no canto dos pássaros, na gargalhada dos moleques atravessando a rua, na conversa dos motoqueiros, no beijo e nas mãos dadas do casal… menos, menos de mim.
Exclusão.
{O nada.}
Como se tudo meu, mente, pele, sensações, voz… tudo meu tivesse sido engolido para dentro de mim e eu fosse o nada por alguns instantes. [...] Eu não fosse.
Foi o coração. Foi ele que me engoliu.

* Minha pira de hoje à tarde. Tive que estacionar o carro pra “vomitar” o texto. Tava me enchendo demais, enchendo o vazio.

Add comment 23 Março 2009

Uma Zélia de Amor

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Tecelagem primitiva em lã de carneiro. Pela delica destreza das mãos e pela força melódica dos pés de Dona Zélia Scholz, o novelo de lã vai se formando. E dele, os xales, os tapetes, os acolchoados e a singeleza de uma sabedoria acumulada por anos e anos nos “tempos pra filosofar” ao comando do tear.

O jovem se aproxima e acha tudo “irado”. Quer pegar, quer conversar, quer saber como funciona. A criança, acanhada, observa de longe e se escusa do convite de Dona Zélia de sentir a intensidade da força que sua mão aplica na lã para formar o fio. Pela recusa do garoto (por desinteresse ou timidez), ela inicia um breve discurso sobre – concluí depois – o amor. Usa a lã de carneiro como metáfora da família e de todas as nossas relações. “Sem união”, diz ela, “é impossível formar o fio”. Neste caso, não somente a união faz a força, mas a força faz a união. A união das micropartículas de lã possibilita a existência de um fio forte e rijo. Por outro lado, é preciso que Dona Zélia aplique determinada força para que se consiga criar e manter essa união.

É assim no nosso dia-a-dia. Somos seres dependentes de uniões. Sem elas não construímos nada, nem externo nem interno a nós. E, para superar todas as agruras da vida, sem dúvida, precisamos de “determinada” força para nos mantermos unidos. É um caminho de mão dupla. Foi isso que, em outras palavras, Dona Zélia nos ensinou hoje.

Por fim, agradeço suas palavras e sua atenção e a parabenizo pelo trabalho. Mas, como se não bastasse sua própria presença entre nós e o seu dispôr em nos proporcionar aquele momento de  bênção, ela se despede nos agradecendo por “vê-la”. Com aquele sorriso de senhorinha meiga, nos conta que muitos passam, alguns a enxergam e poucos a vêem. Que pena dos desapercebidos…

Por isso minha conclusão de que o discurso de Dona Zélia foi, simplesmente, sobre o amor. Porque, como o igualmente sábio principezinho, pela fala de Saint-Exupéry, afirma que “só se vê bem com o coração”, Dona Zélia afirmou e provou que só o amor mesmo é capaz de unir, de nos dar forças e de nos fazer ver!

 

* Dona Zélia Scholz pode ser encontrada todos os domingos (“menos os que chovem” diz ela!) na feirinha do Largo da Ordem! Vale a pena bater um dedinho de prosa com essa criaturinha meiga e abençoada, que adora usar o tempo do tear, “quando a cabeça está vazia, para filosofar”!

1 comment 15 Março 2009

É só o tempo que não volta…

“A criança sofre, o adolescente sofre. De onde nos vêm, então, a saudade e a ternura pelos anos juvenis? Talvez porque nossa fraqueza fosse uma força latente e em nós houvesse o germe de uma plenitude a se realizar. Não havia ainda o constrangimento dos limites, nosso diálogo com os seres era aberto, infinito. A percepção era uma aventura; como um animal descuidado, brincávamos fora da jaula do estereótipo. E assim foi o primeiro encontro da criança com o mar, com o girassol, com a asa na luz. Ficou no adulto a nostalgia dos sentidos novos.”

Ontem assisti à colação de grau de um primo. Não faz taaanto tempo da minha formatura (uns cinco anos), mas durante toda a cerimônia fiquei com a impressão de que muita coisa mudou e que hoje há limites que antes não existiam. Profissionalmente e pessoalmente. Fisicamente e emocionalmente. Minha liberdade de ir e vir - principalmente em relação a sonhos, projetos e pensamentos -  parece não ser mais a mesma. Há uma preocupação, latente, chata, em não errar mais. Esse é o limite. E as palavras de Ecléa Bosi (citação acima), em Memória e Sociedade: lembrança de velhos (p. 83), cabem muito bem aí: há um constrangimento em perceber esses limites.

São tantos sonhos anunciados aos quatro ventos que simplesmente foram se desfazendo no ar, tantas decepções, tantas mudanças na rotina, tantos projetos escancaradamente falidos. A impressão – deve ser só impressão! – é que, por conta de todos esses nãos da vida (impostos pela ordem natural das coisas, ou impostos sem nosso consentimento mesmo ou ainda criados por nós mesmos), somos “analisados” e “definidos” por quem nos cerca e, pior, por nós mesmos. Certamente isso ocorre, lógico. Afinal, somos feitos daquilo que cativamos (e, talvez, também daquilo que “cativam em nós”)! Mas como é constrangedor!

Então talvez eu tenha sentido inveja daqueles formandos. Parece que ainda têm toda uma vida pela frente. Sei que estou exagerando, não sou nenhum ser jurássico, nem balzaquiana ainda, mas já com o peso de algumas – mesmo que poucas – limitações!

Não é pra ser um desabafo desanimador. Pretendo jamais desanimar os leitores da Minha Aldeia! São apenas algumas bobagens que passaram por minha caxola cheinha de caraminholas… ainda bem que essas bobagens vêm sempre acompanhas de muita paixão pela vida! E isso já basta pra seguir em frente, tentando sempre superar todo e qualquer limite!!! Rs…

Um abração em todos!
Dani

Add comment 22 Agosto 2008

A Serenata

Uma noite de lua pálida e gerânios
ele viria com boca e mão incríveis
tocar flauta no jardim.

Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.

Eu que rejeito e exprobo
o que não for natural como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.

Quando ele vier, porque é certo que ele vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
- só a mulher entre as coisas envelhece.

De que modo vou abrir a janela, se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?

Adélia Prado

Add comment 17 Agosto 2008

E se a alma perguntar: quão mais longe?

Deves responder: do outro lado do rio,

Não este, o outro, logo adiante.

Alejandra Pizarnik

Add comment 11 Agosto 2008

Uma brisa de paixão… ?!


… Lua Cheia fica doida
Lua Cheia vamos namorar
Lua Nova vida boa
Lua Nova ela quer casar…

Lua Cheia (de Léo Henkin), Papas da Língua.


Nanets, pra vc, minha amiga!
Pra vc, pra mim e pra nossa eterna alegria de viver,
seja nas águas daqui, seja nas águas jamaicanas!
FOTO: Danielle Cristina, Guaratuba-PR, julho 2008.

1 comment 20 Julho 2008

Rotinas. E não é um papo-de-doido…

Mãe véio! Mãe veia. Mão. Mãe véia.
Um varal de vicissitudes.
Vasto, vago.
E venta, ainda.
Como veleja por virassóis.
(…)
Mãe, escrevê, mãe. Mãe, escrevê tuudo, mãe. Mãe, escrevê maais. Mãe véio!
Mooõe, não dêza mais, mõe! Qué bincá!

DC e Fê, ontem, ao acordar!

Add comment 10 Julho 2008

Barthes é Perfeito

Estou fascinada por este carinha incrível chamado Barthes.
Roland Barthes está fundamentando com tal maestria e perfeição minha monografia [de conclusão de pós-graduação] que eu jamais suporia que encontraria tanto e tão perfeito respaldo para minhas idéias.  Em suas narrativas, parece que sinto Barthes sentindo. Parece que me torno Barthes, como se me embrenhasse por entre suas veias, ainda vivas, e passasse a sentir, ver e ouvir tudo o que ele narrou sentir, ver e ouvir.  Barthes está ordenando e preenchendo minhas idéias e esse complemento está sendo maravilhoso. Por isso achei que deveria escrever algo sobre esse Pensador da Vida em todas as suas nuances. Todas mesmo. No mínimo detalhe do meu dia-a-dia, encontro algo de Barthes. Por exemplo, neste final de semana que passou eu estava com muita vontade de jogar conversa fora em algum barzinho da cidade, rever os amigos e beber uma caipirinha boa pra espantar o frio! Mas, ao mesmo tempo, também era grande a vontade de fazer nada, de ficar em casa, de pijama, com os pés pro alto, só lendo, lendo, lendo… ao som de uma musiquinha boa que me embriagasse e espantasse o frio! Uma briga interna. Resposta para isso? Barthes me deu! ”Que corpo? Temos vários. Tenho um corpo digestivo, um corpo nauseabundo, um corpo com dor de cabeça, e assim por diante: sexual, muscular, humoral e sobretudo emotivo. Por outro lado (…) tenho um corpo parisiense (esbelto, fatigado) e um corpo camponês (repousado, pesado)” (Barthes, 1975, p. 70-71). Perfeito!

1 comment 7 Julho 2008

Hora do Almoço…

Tangerina Ponkan meia-estação: bastante popular, apresenta frutos grandes, fáceis de descascar, com gomos que também se separam facilmente. Tem paladar bastante agradável.

Add comment 4 Julho 2008

“Quando se pensa, ouve-se e…

… isso impede de achar a solução.”

Baita alívio escutar essa frase neste sábado, da boca de Didi, enquanto esperávamos por Godot! Que chatice esperar, esperar, esperar… mas… bah! Esse é o melhor! É isso a vida: esperar pela festa! Esta é a melhor parte! A única parte.

 


IMPERDÍVEL… Esperando Godot, até 29 de junho, de quinta a sábado às 21h e aos domingos às 19h, no Guaira.

Add comment 16 Junho 2008

Deusa Clarice: obrigada, obrigada, obrigada!

“Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias.” (Clarice Lispector)

1 comment 13 Junho 2008

Sexta-feira…

…11 da noite. Entro no carro. Ligo o som. Não recordo a estação que escolho… música latina. Sem dúvida da melhor qualidade. Entre outros, Chico Alvarez. E não precisou mais de um segundo para que aquelas melodias cubanas me inebriassem. Desço do carro, abro a porta e estou em casa. Cansada. No curto trajeto, muita dança com alma e olhar latinos de Frida Kahlo.

Add comment 8 Junho 2008


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