Posts filed under ‘alma’

Freedom = Love

“Amo-te afim, de um calmo amor prestante, 
E te amo além, presente na saudade. 
Amo-te, enfim, com grande liberdade 
Dentro da eternidade e a cada instante.”

Vinicius de Moraes 

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Casamento dos lindos Rob & Nina! Aquele momento mágico em que estamos no local certo na hora certa! Uma bela surpresa para todos que faziam a travessia da Staten Island Ferry, NYC [maio 2014].

16 junho 2014 at 14:13 Deixe um comentário

Primavera em NY #2

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26 maio 2014 at 03:30 Deixe um comentário

Primavera em NY

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26 maio 2014 at 02:26 Deixe um comentário

Tudo hoje e amanhã…

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Ora parecemos velhos demais para começarmos algo novo, ora calculamos sermos novos demais para fazermos planos. Esse vai e vem de idéias vêem aos 15, aos 18, aos 32… aos 64, aos 97… aos 107… Todas juntas e ao mesmo tempo. Num dia qualquer vasculhamos a gaveta do quarto e encontramos um caderno amarelado. Ainda bonito. Algumas poucas folhas ocupadas por versos adolescentes. Muitas folhas em branco, livres para me reinventarem por toda uma vida.

22 março 2014 at 17:40 Deixe um comentário

“Ele abriu os olhos primeiro para mim…”

E uma pausa. A pausa do nó. O nó nas gargantas. Foi assim a conversa que tive há pouco com meu filhote, pelo telefone. Ele, do hospital, em alguma sala onde ficam os recém-nascidos; eu, de casa, em algum lugar onde ficam os corações das mães.

O que passa pela´quela cabecinha perdida no turbilhão das emoções do alto de seus quase sete anos? Pela minha, desde a madrugada insone, passa um filme do dia em que ele nasceu. Uma sexta feira, como hoje. Uma sexta-feira, às 17h58. Tem hora mais esperada no mundo? A hora universal da alegria, da festa, da celebração! Parto forte o do meu garotinho. Bonito. Momentos intensos. Felipe já chegou mostrando a quê veio.

Agora a história se repete. O pai é o mesmo. O papel da mãe ficou para outra protagonista. Nessa troca de atrizes, a inversão de alguns papéis e novas experiências, novos entendimentos. Quando o outro toma uma posição que antes era só nossa e, por nossa vez, assumimos uma posição que antes era só do outro, pode acontecer de a empatia solucionar alguns de nossos dramas, porque temos a chance de compreender os dramas do outro. 

Nessa vida estamos sempre girando, ora à deriva, ora no controle do leme… ora lá, ora cá…

Então: Felipe! O menininho em quem vejo meus olhos. Em quem reconheço um traço meu de soslaio, um trejeito qualquer, uma ideia que poderia ter saído de mim. Tudo isso de meu, nele, se mistura com traços do pai, dos avós. Tantos em um. No entanto, porém, contudo, todavia… algumas piscadas me escapam. Não sei como foram parar ali, me pergunto de onde vieram, quem as deixou. Tantos traços meus e, agora, além dos traços próprios, os laços.

Então: Rodrigo! Mais um serzinho iluminado entre nós, mais uma criança que carrega a pedra da cura, do perdão e do amor. Irmão do meu filho, algo de meu. Ainda não sei exatamente quanto de meu, como de meu, o quê de meu, mas sendo irmão do meu Felipe, já tem aí boa parte do meu coração.

Talvez, pensando melhor… não haja nada de meu, e eu seja mais deles do que eles de mim. Dois irmãos. Que sigam pela vida unidos por laços fortes de amizade e companheirismo, de mãos dadas, cada um com seus tantos traços e laços. E que a grande família vá aumentando!

“Mãe… eu falei com ele e ele sorriu por um tempão pra mim… O quê? Ah, não sei se ele é parecido comigo, rs… E meu pai que esqueceu de trazer as luvinhas e teve que colocar uma meia pra esquentar as mãozinhas dele! Ah, mãããe… ele abriu os olhos primeiro para mim!!! Humm… tá, agora chega, vou desligar… vou lá cuidar do Rodrigo, ficar perto do meu irmãozinho… Beeeijo!”

irmaos

22 fevereiro 2013 at 16:03 Deixe um comentário

O meu, o seu, o nosso tempo

É disso que estou falando… Cada vez mais estou compreendendo o ritmo do meu tempo. Ainda na infância percebi que “meu tempo” era diferente do “tempo dos outros”, e essa percepção veio se acentuando com os anos. Tenho um ritmo próprio, por vezes na morosidade baiana, por outras no frenesi paulista.

Definitivamente estou nessa vida à passeio. Vim para flanar por aí mesmo. Talvez “meu  tempo” possa ser classificado de fato como “o tempo de um flâneur”. Jamais consegui me adaptar à rotina de mercado que incita à competição, ao crescimento desenfreado, à rigorosidade em relação a horários, aos prazos imediatistas, ao engessamento de atitudes, ao pudor com as palavras… sou da poesia, sou da brisa. E esse meu ritmo apresenta uma certa dificuldade em se enquadrar numa sociedade assim, maluca, que se deixa levar pelo cabresto de uma vida sem sentido.

Li algo sobre arritmia x euritmia, e me encontrei um pouco mais. Euritmia, que palavra linda! Eu, ritmo, meu ritmo, o ritmo do coração. Ritmo harmonioso, saudável. A arte de se deixar guiar pelo ritmo do coração. Eis a essência do meu tempo, esse ritmo com o qual convivo desde sempre! No entanto, eu não poderia ter escrito tão bem sobre o assunto quanto Margrethe Skou Larsen, no trecho que transcrevo abaixo:

“A tecnologia no mundo atual está se desenvolvendo em alta velocidade. O ser humano moderno cria máquinas cada vez mais avançadas que tornam a sua vida cada vez mais confortável. Mesmo assim ele não é feliz. Por quê?

Em função da alta tecnologia a nossa vida se tornou preponderantemente mental e sedentária. As máquinas que criamos nos últimos duzentos anos tiram o movimento das nossas vidas. Elas foram desenvolvidas pelo pensar lógico que tem como o seu instrumento o cérebro. Este tipo de pensar é linear e não gosta de movimento. Vivendo assim então, um estilo de vida unilateral, o nosso organismo com o tempo adoece. Sentimos a necessidade de exercitar o nosso corpo antes ou depois do dia de trabalho. Para estes fins, foram criadas novas máquinas disponíveis nas inúmeras academias que surgiram nas últimas décadas. Elas são freqüentadas principalmente por aqueles que, em função de sua profissão, passam a maior parte do dia no escritório sentados na frente do computador. Surgiu assim um estilo de vida que oscila na polaridade, entre cabeça e membros, entre atividade mental e atividade física.

Ao mesmo tempo observamos maiores dificuldades nas relações humanas. Elas estão em crise, tanto no mundo ‘micro’ como no mundo ‘macro': na família entre pais e filhos, entre homem e mulher, no trabalho entre colegas, na sociedade entre grupos sociais e entre países. A violência aumenta a cada dia, os consultórios psiquiátricos estão repletos de pessoas em busca de uma solução para a sua crise individual, e como conseqüência, para a crise global. 

O que está faltando no nosso estilo de vida? Qual é o âmbito da nossa vida para o qual ainda não dedicamos atenção consciente diariamente? A cabeça está em atividade no escritório, os membros na academia; todos os dias consideramos o nosso pensar e o nosso querer. E o sentir? Em que momento do nosso dia-a-dia o sentir tem o seu lugar?

Entre cabeça e membros está o nosso peito onde palpita o coração. O coração é o órgão das relações. Ele bate ritmicamente. É sinônimo da melhor qualidade de vida que podemos imaginar: é quando dois corações se encontram, quando duas almas se permeiam amorosamente. Parece que hoje não temos mais tempo para o encontro… – já que estamos sempre com pressa… Não ouvimos mais o canto dos passarinhos… Não observamos mais a modificação das árvores na transição das estações… Não tiramos mais os sapatos para colocar o pé na grama e sentir o orvalho…

O coração é o órgão para sentir relações. A primeira relação é a relação comigo mesmo. Quem sou eu? De onde venho? Porque estou aqui? Como me sinto hoje? Eu gosto de fazer o que eu faço? Qual é a minha função na sociedade como um todo? Dedicar um momento consciente à estas perguntas regularmente, se tornou cada vez mais, não apenas uma questão de qualidade de vida, mas uma questão de sobrevivência. 

Estas perguntas poderiam ser ignoradas por algum tempo, mas não para sempre. Pois, mais cedo ou mais tarde a alma pode adoecer e, por exemplo, um processo depressivo se manifestar. Estou atento à voz que fala no meu interior? Esta voz que está aí para me orientar na vida – a voz da minha criatividade individual? Como me torno capaz de escutá-la todos os dias?

[...]

O primeiro passo é desenvolver amor próprio e auto-aceitação; sensibilidade comigo mesmo, com o meu corpo, com o meu ser como um todo. A partir deste ponto o próximo passo que surge naturalmente é o passo em direção aos outros. Amor próprio e auto-estima saudáveis criam naturalmente interesse verdadeiro pelos outros. Surge assim um novo estilo de vida, mais realista, onde cada um sente na própria pele que é impossível viver sozinho neste planeta. Precisamos uns dos outros, tanto dos seres humanos como dos outros seres que dividem o Planeta Terra conosco.

[...]

A nova consciência, pós-moderna, é capaz de criar bem estar no dia-a-dia e maior qualidade de vida. Poderíamos evoluir pressionados, através de experiências amargas. Porém, também seria possível movimentar-se nesta direção com prazer, na base do livre arbítrio. A prática regular da EURITMIA oferece um caminho simples e efetivo rumo a uma convivência melhor.” *

 
Evoluir no amor. Movimentar-se na direção do amor, para com todos e para com tudo. É nisso que vejo sentido… e não na correria desenfreada no trânsito, numa mesa de escritório repleta de números, em cifras bancárias, em bens, em uma vida longe da família, em vizinhos que não se trocam bom-dia, em salas de aula bitoladas, em falsos empreendedorismos, não… é só o amor que nos guia em concordância ao nosso ritmo. E é somente respeitando o “nosso ritmo”, o “tempo de cada um”, que podemos conquistar um sentido pra se viver. 
 
* Fonte: http://www.euritmiaviva.com/euritmia.htm
** Foto: Sergio Larrain  

11 agosto 2012 at 01:14 Deixe um comentário

Uma oração…

Acabo de chegar em casa. Dessa vez não liguei a televisão. Não consegui. Não cabia aqui dentro nenhum passatempo bobo. A cena que acabo de presenciar tenha sido talvez a mais forte que vi na vida.  A segunda mais forte, porque a primeira foi um nascimento. Hoje foi a morte. Não a morte de centenas de pessoas em um ataque terrorista. Não a morte de milhares em guerra. Não a morte de doze em um cinema. Não mais um número de jornal. Mas a morte de alguém no trajeto para minha casa. Nada por detrás de uma tela. Tudo muito real. Alguém hoje não vai reencontrar aquela pessoa. Um filho que não vai dar o beijo de boa noite em seu pai. O namorado que não vai falar ao telefone com a namorada. O lugar à mesa que vai ficar vazio.

Ao entrar em casa, senti o cheiro dos 40m2 que chamo de lar. Olhei as fotografias na parede e lembrei de bons momentos. Pensei em meu filho, que nesse momento dorme numa casa que não conheço. Pensei na sopa que jantei na casa de meus pais; na liberdade de, estando em casa, poder erguer o prato de ladinho para conseguir pegar com a colher a última gota do caldo. Ouço o tic-tac do relógio da cozinha e gosto desse barulim no vazio da noite. Lá de fora, os sons dos carros, gente indo e vindo, o avião decolando, uma campainha, o cachorro latindo. Gente, indo e vindo. Lembro de algo que li essa semana, “fui até lá em busca de alguma coisa que, descobri, era eu mesmo”.

Uma paz me invade. Porque não sei se estarei aqui amanhã, mas sei que agora sou capaz de me entregar a uma bela música. Sei que hoje fui a melhor mãe possível. Sei que hoje busquei usar do silêncio e das palavras na medida certa. Sei que hoje recebi um afago e fui carinhosa e fui atenciosa. Sei que hoje fui feliz ao tomar minha sopa erguendo o prato. Sei que hoje não senti a mágoa que há muito virou passado. Sei que hoje, mais uma vez, não me preocupei com aquelas questões que não estão em minhas mãos, porque sei que estão nas mãos Dele. Sei que hoje poderia morrer feliz, porque sei da passagem e do reencontro. Porque sei que a vida são esses momentos. E oro para que essa paz recaia também sobre os corações de quem partiu nessa noite e de quem ficou. Amém!


27 julho 2012 at 23:16 Deixe um comentário

Eu danço! Você dança?

Não sou bailarina do Municipal, apesar de ousar me arriscar em umas aulinhas semanais… estou longe de ser a globeleza, mas também arrisco uns passinhos disfarçados na pouca luz da baladinha do fim de semana… e me transformo numa Fred Astaire de saias quando me deixo embalar por um som qualquer e começo a dançar livre, leve e solta pelo meio da casa!

Dançar é a maior expressão da vida! É mostrarmos ao Universo que “ei, olha aqui pra mim, estou cheia de vida! Estou em estado de graça por ser quem eu sou! Agradeço a beleza de minha vida e retribuo em forma de alegria!” Dançar talvez seja o mais genuíno ato de liberdade! Só dança quem é livre na mente e no coração, no corpo e na alma!


Fiquei curiosa com a palavra “dança”. Acabei de ler em uma placa o anúncio “FAZEMOS FRETE PARA MUDANÇAS E VIAGENS.” Rs… Ops, tem DANÇA na MUDANÇA! De onde vem esse termo? Há ligação com mudar?! E também lembrei de ANDANÇA. Corri pro
Houaiss:

— DANÇAR = 1 movimentar o corpo em certo ritmo, ger. seguindo a música 2 balançar 3 estar largo, bambo 
— ANDANÇA = 1 caminhada 2 peregrinação, jornada
MUDANÇA /mudar =  1 alterar 2 deslocar; mover 3 permutar 4 alterar(-se) 5 transferir(-se)

A etimologia não nos traz um encontro dessas palavras. “Dança” vem do latim dansare, com origens anteriores pouco definidas. “Mudança” vem do latim mutatio, de mutare, mudar, trocar de lugar. Aparentemente nada correlato. Mas a mim a correlação entre elas existe. A vida “levada na dança”, ou seja, num bailado ritmado, fluido, leve, flexível e adaptável às mudanças que o destino muitas vezes nos impõe, permite uma andança mais fiel ao que cada um de nós é em nossa essência. A dança está em tudo, podemos dançar o tempo todo, fazendo de cada situação do nosso dia algo mais suave. Basta nos deixarmos levar pelo ritmo de cada momento!

É um sentimento único nos permitirmos dançar, colocar o corpo em movimentos espontâneos! Sozinhos, acompanhados, com platéia, sem platéia, com 5 ou com 105 anos…whatever! Só sabe quem se permite! O coração fica leve. Tem o mesmo efeito daquelas boas e compridas gargalhadas! PERMITA-SE! Comece escondidinho em casa, no meio da sala, no corredor… pode até ensaiar uns embalos debaixo do chuveiro! E devagarinho vá extravasando sua energia, expondo ao mundo o que você tem de melhor, de mais alegre, de mais bonito e de mais verdadeiro!

 

12 fevereiro 2012 at 21:57 1 comentário

Bendito Caos

Estamos vivendo uma fase de transição. Ok, já escutamos ou lemos essa afirmação pelo menos 1 vez nos últimos seis meses. Mas que raios seria essa transição? Qual a ligação com as previsões de fim de mundo para 2012? Qual a ligação com essas tragédias – anunciadas ou não – causadas por um misto de forças naturais e humanas? E essa inquietude que muitos estão sentindo? Tudo está interligado.

Não gosto de profecias, nem de adivinhações, nem de premonições… nada dessa pataquada. Muito menos sou a dona da verdade (e não gosto de quem age como se fosse). No entanto é fato que algo acontece, está no “ar”. Ando intrigada, por exemplo, com a quantidade de óbitos esse ano e a quantidade de mulheres grávidas e crianças nascendo. Um mundo sendo repovoado por seres aos quais chamamos de Cristais. Uma nova leva de seres mais iluminados, com missões de paz e de renovação de consciência. E isso responde à pergunta inicial: essa transição (ou chame do que quiser, até de apocalipse!) pela qual o mundo passa é a transmutação vibracional do planeta por meio de uma obrigatória mudança de consciência. Uma tomada de consciência mais profunda, que nos está sendo imposta pela natureza, notória pelas alterações geo e demográficas, e por nós mesmos (o que explica essa nossa inquietude).

Neste momento a pergunta que nos cabe fazer a nós mesmos é: “qual história você quer contar?” É inviável permanecermos numa rotina vazia, entre pensamentos desconexos, desfocados. Isso será o tal “fim”, pois a Terra não mais suportará vidas sem propósitos, vidas sem reais sentidos. Por isso a necessidade de que os encontros de hoje sejam plenos de amor, de que as relações sejam de verdade, de que as situações do cotidiano sejam éticas, de que a comunicabilidade realmente exista e seja respeitosa, de que as reuniões sejam por um coletivo frutífero e não apenas meras aglomerações de fracas energias, regadas a sorrisos vazios e copos cheios. Por isso a necessidade de silenciar-nos para o auto-conhecimento. A necessidade de ouvirmos com atenção e refletirmos. E fundamentalmente, a necessidade de agirmos para o bem criando uma rede de amor que sustentará a todos nessa fase de caos. Sabemos alegre e serenamente o que nos espera após a tempestade! Aha!

—   ~   —

Força da paz, cresça sempre sempre mais!
Que reine a paz e acabem-se as fronteiras
Nós somos um!

Amor, amor, amor, amor, amor…
Essa mensagem é do amor!
Ame ao próximo como a si mesmo!
Isso é o amor!

A paz , a paz, a paz é capaz
de eliminar as guerras da terra…
com urgências imediatas
a vez é do CORAÇÃO…

Força da PAZ….
AHAAAA

—   ~   —

“É possível, ao homem que vive a busca do processo da espiritualização, manter a calma, a serenidade, mesmo quando tudo parece escuro, triste e perdido, pois ele se fortalece pela reflexão sobre o bem, a dignidade humana, os erros e os acertos, a evolução, e acredita, corajosamente, em sua capacidade de ser feliz.”
Leocádio José Correia, na obra Na Luta do Cotidiano, a Força do Amor.

21 março 2011 at 00:58 2 comentários

Sintaxe à Vontade

O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli

Sem horas e sem dores
Respeitável público pagão
a partir de sempre
toda cura pertence a nós
toda resposta e dúvida
todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser
todo verbo é livre para ser direto e indireto
nenhum predicado será prejudicado
nem tampouco a vírgula, nem a crase nem a frase e ponto final!
afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas
e estar entre vírgulas pode ser aposto
e eu aposto o oposto que vou cativar a todos
sendo apenas um sujeito simples
um sujeito e sua oração
sua pressa e sua verdade,sua fé
que a regência da paz sirva a todos nós… cegos ou não
que enxerguemos o fato
de termos acessórios para nossa oração
separados ou adjuntos, nominais ou não
façamos parte do contexto da crônica
e de todas as capas de edição especial
sejamos também o anúncio da contra-capa
mas ser a capa e ser contra-capa
é a beleza da contradição
é negar a si mesmo
e negar a si mesmo
pode ser também encontrar-se com Deus
com o teu Deus
Sem horas e sem dores
Que nesse encontro que acontece agora
cada um possa se encontrar no outro
até porque…

tem horas que a gente se pergunta…
por que é que não se junta
tudo numa coisa só?

28 setembro 2010 at 01:52 Deixe um comentário

O tal do COMPROMETIMENTO

Uma situação profissional me fez atinar que, muito provavelmente, a base de tudo o que é bem feito nessa vida é o tal do COMPROMETIMENTO. Difícil, ou impossível, que façamos algo bem feito, algo de sucesso, algo que nos dê retorno e prazer sem que estejamos comprometidos com tal coisa.

Hoje tive a oportunidade de assinar um contrato de um novo emprego. Seria uma razoável opção, que pagaria minhas contas enquanto faço minha verdadeira paixão – a fotografia – engrenar financeiramente. Um “porém” me fez abrir mão dessa oportunidade: pela carga horária diária, esse emprego certamente seria encarado por mim, num curto espaço de tempo, como um vilão em minha vida. Por quê? Porque ele roubaria deliberadamente uma boa parte do tempo que dedico, atualmente, ao meu filho. O almoço, aquela horinha de vestir o uniforme, de escovar seus dentes, de levá-lo ao colégio e de curtir essa nova fase da vidinha dele… de buscá-lo no colégio e de ficar espiando pela janela da sala aqueles olhinhos alegres, ansiosos a nossa espera… de iniciar a seção diária de perguntas do tipo “como foi na escola?”, “o que fez de mais legal hoje?”, “quais os nomes dos seus novos amiguinhos?”, “o que teve de lanchinho?” etc. etc. etc… e de ouvir um “aaaiiii, mãããe” cansado do interrogatório… depois subir três andares de escada carregando-o no colo, meio acordado meio dormindo… de preparar o banho de “bacia” que ele tanto gosta… preparar a janta… conversar e brincar um pouquinho… ler uma historinha (e reler e reler e reler…) e… de ganhar muitos sorrisos, beijos e abraços da criaturinha mais doce do mundo e de… zuuupt pra cama! Ufa! Muita coisa a se perder! Não pensei duas vezes!

Por se tornar “vilão da história”, sei que meu comprometimento com este trabalho seria ameaçado. E aí… “babau”! Nada vai pra frente sem isso, as coisas ficam estagnadas até começarem a murchar, murchar, murchar…

Pensando nisso, me dei conta do quão importante é este sentimento em nossas vidas. E quão poderoso. E delicado. Por este motivo, deve ser tratado com cautela: um deslize e todo seu comprometimento, seja pelo que for, se vai invariavelmente pelo ralo.

[...]

O gostoso de pensar nessas amenidades (ou seriam “humanidades”?) é que elas podem nos trazer respostas para diversos causos de nossas vidas. Foi o que aconteceu… meu raciocínio pulou do comprometimento profissional para o comprometimento num relacionamento. E eis que descubro mais uma resposta para uma de minhas grandes indagações atuais: por quê meu casamento não deu certo?! R.: Falta involuntária de comprometimento. Béééin! Cerrrrta resposta (certamente não é a única razão, mas possivelmente a principal)!

Aí então, lembrei de uma matéria que li numa revista antiga, sobre o assunto… fui atrás e encontrei (péssimo hábito de guardar velharias… mas às vezes é útil). Ela citava cinco fatores que determinam o comprometimento: ADMIRAÇÃO, RESPEITO, CONFIANÇA, PAIXÃO E INTIMIDADE. Pilares que devem ser conscientemente alimentados. Se um deles estiver bambo, esqueça… E podemos jogar os cinco em qualquer setor de nossas vidas (trabalho, namoro, amizades, família, lazer etc.) e assim analisarmos como estamos nos relacionando com cada setor. “Se existirem essas cinco condições básicas, o comprometimento será mera conseqüência” (frase de autoria de Eugenio Mussak, retirada da revista Vida Simples, edição junho de 2006, p. 63).

Desse ponto da conversa partimos pra um outro “mal do século”: os relacionamentos frágeis. Cultivamos a insaciável mania de pensar que ao fazermos uma escolha estamos eliminando outras possibilidades, ou perdendo chances melhores. Ao mesmo tempo em que ansiamos por comprometimento, por relações profundas, hesitamos em nos entregar, em entrar de cabeça no que quer que seja… assim todas as nossas relações tornam-se frágeis, etéreas. Resumindo: queremos o máximo de intensidade, com o mínimo de compromisso. “O máximo do prazer só é obtido numa relação profunda, e não se pode ter uma relação profunda sem esforço, entrega, constância e cuidado com o outro”, diz o filósofo polonês Zygmunt Bauman (no livro O Amor Líquido). Mas já misturei os assuntos… é papo pra outro post!

5 março 2010 at 13:30 Deixe um comentário

Lição de vida crucial

A árvore dos problemas

Certo fazendeiro resolve contratar um carpinteiro para uma série de reparos em sua propriedade. O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu de seu carro furou, fazendo com que ele deixasse de ganhar uma hora de trabalho. Sua serra elétrica quebrou, e aí ele cortou o dedo. Como se não bastasse, no final do dia, seu carro não funcionou. Assim, o fazendeiro resolve oferecer carona para casa.

Percorrida a viagem, o carpinteiro convidou-o a entrar e conhecer sua família. Quando os dois se dirigiam à porta da casa, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos. Ao abrir a porta de casa, o carpinteiro já parecia outro: os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso. Ele abraçou os filhos e beijou a esposa. Após uma alegre refeição, o fazendeiro agradeceu e despediu-se de todos.

O carpinteiro acompanhou seu convidado até o carro. Assim que passaram pela árvore, o fazendeiro questionou seu anfitrião sobre o motivo pelo qual ele tocara na planta antes de entrar em casa. – Ah! Esta é a minha planta dos problemas. Eu sei que não posso evitar todos os problemas no meu trabalho, mas eles não devem chegar até os meus filhos e minha esposa.

Então, toda noite, eu deixo meus problemas nesta árvore quando chego em casa, e só os pego de volta no dia seguinte. E o senhor quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando volto para buscar meus problemas, eles não são nem metade daquilo que eu lembro de ter deixado na noite anterior.

* Fonte: Gazeta do Povo, 31/10/2009 às 12:16

1 novembro 2009 at 22:54 Deixe um comentário

A grandeza de minha mãe

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29 outubro 2009 at 10:26 1 comentário

Oração dos Anônimos

deus
Paizinho, que eu seja solidária nos caminhos da vida,
que eu descubra as tantas maneiras de auxiliar e ser útil,
que eu me sinta livre para compartilhar nobres valores,
que eu faça de todos os momentos ocasiões para avançar nos sentimentos de união,
que eu tenha sensibilidade para dar mais atenção aos meus semelhantes,
e que eu possa, assim, crescer nas trilhas do coração.

Paizinho, que eu tenha como espelho as grandes virtudes da humanidade,
que eu reforce diariamente as minhas atitudes positivas,
pois somente assim crescerei como coletividade.

Paizinho de amor, que meu ventre expanda infinita criatividade
para pintar minhas músicas internas,
para ver desenhos em nuvens,
para tirar do peito as mais belas palavras,
para enxergar as mil nuances do arco-íris,
para representar e festejar toda Sua beleza.

Paizinho, que minhas mentalizações diárias tenham o poder da mudança.
Que eu me lembre, na velocidade de cada pensamento, que atrairei aquilo que irradiar.
Que meu sorriso e meus abraços sejam constantes e sinceros.

Pai, que eu potencialize o valor de meus sonhos,
que eu busque alternativas para ajudar a curar o chão que piso,
que eu tenha fé e acredite nas essências de meus irmãos,
e que, com toda força que recebi de ti, eu seja consciente de minhas responsabilidades como ser sagrado.

* Oração inspirada e baseada no texto do anjito Lelo, em www.aloualem.blogspot.com.

13 outubro 2009 at 23:38 3 comentários

Simples assim…

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– Como é que se faz para que nos amem?, perguntou o principezinho.
- Estás a ver aquela rosa que regaste? Como fazes para que ela não murche para sempre e se renove?, retorquiu-lhe a raposa.
– Não a arranco da terra, respondeu o principezinho.
– Mas o que é que isso tem a ver com o amor?
– Tem tudo a ver. Se não arrancares o coração de ninguém, se o regares e nele colocares as coisas de que gostas, como as ovelhas, as estrelas e os campos de trigo, então esse coração será sempre teu.
- Somente isso?, questionou o menino dos cabelos de sol.
- Tão somente isso, disse a raposa com um sorriso.

10 outubro 2009 at 22:16 Deixe um comentário

Regina Brett’s 45 life lessons and 5 to grow on

Posted by Regina Brett September 20, 2007 14:03 PM
Originally published in The Plain Dealer on Sunday, May 28, 2006

To celebrate growing older, I once wrote the 45 lessons life taught me. It is the most-requested column I’ve ever written. My odometer rolls over to 50 this week, so here’s an update:

1. Life isn’t fair, but it’s still good.
2. When in doubt, just take the next small step.
3. Life is too short to waste time hating anyone.
4. Don’t take yourself so seriously. No one else does.
5. Pay off your credit cards every month.
6. You don’t have to win every argument. Agree to disagree.
7. Cry with someone. It’s more healing than crying alone.
8. It’s OK to get angry with God. He can take it.
9. Save for retirement starting with your first paycheck.
10. When it comes to chocolate, resistance is futile.
11. Make peace with your past so it won’t screw up the present.
12. It’s OK to let your children see you cry.
13. Don’t compare your life to others’. You have no idea what their journey is all about.
14. If a relationship has to be a secret, you shouldn’t be in it.
15. Everything can change in the blink of an eye. But don’t worry; God never blinks.
16. Life is too short for long pity parties. Get busy living, or get busy dying.
17. You can get through anything if you stay put in today.
18. A writer writes. If you want to be a writer, write.
19. It’s never too late to have a happy childhood. But the second one is up to you and no one else.
20. When it comes to going after what you love in life, don’t take no for an answer.
21. Burn the candles, use the nice sheets, wear the fancy lingerie. Don’t save it for a special occasion. Today is special.
22. Overprepare, then go with the flow.
23. Be eccentric now. Don’t wait for old age to wear purple.
24. The most important sex organ is the brain.
25. No one is in charge of your happiness except you.
26. Frame every so-called disaster with these words: “In five years, will this matter?”
27. Always choose life.
28. Forgive everyone everything.
29. What other people think of you is none of your business.
30. Time heals almost everything. Give time time.
31. However good or bad a situation is, it will change.
32. Your job won’t take care of you when you are sick. Your friends will. Stay in touch.
33. Believe in miracles.
34. God loves you because of who God is, not because of anything you did or didn’t do.
35. Whatever doesn’t kill you really does make you stronger.
36. Growing old beats the alternative – dying young.
37. Your children get only one childhood. Make it memorable.
38. Read the Psalms. They cover every human emotion.
39. Get outside every day. Miracles are waiting everywhere.
40. If we all threw our problems in a pile and saw everyone else’s, we’d grab ours back.
41. Don’t audit life. Show up and make the most of it now.
42. Get rid of anything that isn’t useful, beautiful or joyful.
43. All that truly matters in the end is that you loved.
44. Envy is a waste of time. You already have all you need.
45. The best is yet to come.
46. No matter how you feel, get up, dress up and show up.
47. Take a deep breath. It calms the mind.
48. If you don’t ask, you don’t get.
49. Yield.
50. Life isn’t tied with a bow, but it’s still a gift.

To reach this Plain Dealer columnist: rbrett@plaind.com, 216-999-6328

15 setembro 2009 at 20:47 Deixe um comentário

ÚTERO

Cansada de fotografia bonitinha. Belas imagens. De texto perfeitinho e ordinário. De vírgulas no lugar certo. De pontos onde devem ter pontos. De mais por mas. Há muitos inícios, alguns meios e raros fins. Ou será o contrário: sempre inícios e fins, e esqueço dos meios? Cansaaada… do livro pela metade, da conversa mole, do projeto de sonho, do estudo enrustido, da cor de cabelo inexpressiva, da geladeira vazia, do par de sapatos roubado, do choro esprimido entre dois sofás. E é só o par de olhos que sobra. Sempre. Ao menos. Vivo, inquisidor, confiante, irrequieto. Sim, capaz. Forte. Com a fuça enfrunhada nas costas de meu filho volto ao útero. Quente, escuro e hhhhhhhhh. O som do tudo. Volto e não estou porque, creio, toda vez que enfrunhada ali poderei regressar. Creio. Já tentei duas vezes e deu certo. Certeza de que é preciso agora terminar uma coisa pra que as outras possam ter meios. Só não lembro mais que coisa era essa. [ Só um desafio pra ver se alguém decifra cabeça de louco! ]

14 julho 2009 at 23:48 Deixe um comentário

Da lavanderia… A ALMA!

Fones de ouvido e o radinho FM.
Soool lindo, céu azul, alma verde e rosa e vermelha, descendo a ladeira,
e o quá-quá-rá-quá-quá quem riu quá-quá-rá-quá-quá fui eu
abriu a boca e mostrou os dentes.

Na calçada, chegou Elizeth. Voz torta já, a mulher. 
Perna lá outra cááááá ooolha a rua, sua doida!
Vivendo, a mulher. Sei lá, o limãozinho vai bem, também.
Mas fico com água!
Vivendo, a mulher.

Na outra esquina, a voz de vento Cáétãno, vinagre balsâmico.

Sem avisar, a carioca estoura a avenida no maior show da Terra.
E aí, me irmão, não tem voz que fique enclausurada, não tem mão que não batuque o pandeiro da coxa, não tem pé que não arrisque uns passinhos na calçada quebrada… nããão, não, ninguém ali mais feliz mesmo…
nem o que viu os braços abertos equilibristas de pés no meio-fio, nem o que ganhou do vento a música da voz desafinada da guria verde e vermelha e amarela, nem o que espiou da janela o sorriso e as cores dela…

Que beleza! Quanta beleza vinda de um só bloco… de um monobloco!

E dá os 4km. Chão. Alma. Vento. Cheiro de sabão. Calçada lavada.

No portão de casa, um aviso: atenção, menina, ao dobrar uma esquina!
Atenção! Atenção! Atenção para o refrão!
Que cheiro de sabão!

15 junho 2009 at 00:15 1 comentário

O que é crescer senão…

perdoar a quem amamos;
perdoar a quem já amamos;
perdoar a quem não amamos;
perdoar a nós mesmos;
dar significados às coisas passadas;
não sonhar significados às futuras;
buscar explicações para nossos erros nossas escolhas;
encontrar palavras certas que as definam;
descobrir soluções que as façam compreensíveis [por mais que irremediáveis];
rever fotografias sem tristezas;
tentar rever fotografias sem saudades;
não pensar mais,
não pensar tanto,
e
sorrir.

13 junho 2009 at 01:22 1 comentário

Tudo é sertão, tudo é paixão…

se um violeiro toca…  a viola, o violeiro e o amor se tocam!

musica3

Delícia de letra! Essa música me deixa no prumo, me põe na linha! É chuva na fazenda, encolhida numa rede na varanda, coberta por uma mantinha, olhando lá fora, espiando a vida que passa mansa, a natureza que corre no ritmo certo, em ritmo próprio… É chimarrão na madrugada, embalado por uma conversa de saudade, de memórias de família, de esperanças no que ainda virá… É grama verde, com cheiro de mato, cheiro dos flamboyants que amo tanto, cheiro de terra molhada… É o calor da fogueira da noite, sapecando pinhões ao som de notas soltas… É o retorno, a porteira aberta… o caminho de volta para mim…

MÚSICA, MÚSICA, MÚSICA!!!    QUE VIDA HÁ SEM ELA??!

13 maio 2009 at 00:42 3 comentários

As quatro estações, lá fora, aqui dentro

INVERNO. 10h30. Vontade alguma de sair da cama. Cabeça e todo o resto – corpo, ânimo, ideias, esperanças e emoções – enfurnadas debaixo das cobertas. Espio pela cortina, o cinza não me anima. Fecho os olhos.

PRIMAVERA. Conversas despretensiosas na cozinha. Conversas mansas, daquelas que gosto, trazem um pouco mais de cor. Tempo muda lá fora. Abre-se o céu. “As quatro estações em um dia”, é a fala de Maria, olhando pela janela, enquanto almoça, de lado na mesa, recostada na parede, pensativa…

Segundo ato. Entra na cozinha a mãe. Lança um olhar cúmplice acompanhado de um sorriso próprio de quem sabe mais do que deveria saber. O comentário acerta no alvo. Escolhidas a dedo [ou a esmo?], as palavras desvelam o motivo de meu recolhimento invernal naquela manhã. Então, um sorriso da alma e alcanço, enfim, a primavera.

VERÃO. Fim de dia. Energia vibrante, pulsante, viva, do entardecer. Um grupo de pessoas reúne-se, com objetivos semelhantes. Sorrisos amigos. Olhares ternos. Abraços especiais, toques de troca.

OUTONO. A volta, o recolhimento. Força potencializada diante da certeza dos novos invernos que virão.

Eis o teatro da vida.

27 abril 2009 at 16:16 1 comentário

A mim… holofotes de relax!

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A minha alegria atravessou o mar e ancorou na passarela! Fez um desembarque fascinante no maior show da Terra! Será que eu serei o dono dessa festa? Um rei no meio de uma gente tão modesta! Eu vim descendo a serra… cheio de euforia para desfilar! O mundo inteiro espera… hoje é dia do riso chorar! Levei o meu samba pra mãe-de-santo rezar, contra o mau-olhado eu carrego o meu patuá, eu levei… Levei o meu samba pra mãe-de-santo rezar, contra o mau-olhado eu carrego o meu patuá! Acredito! Acredito ser o mais valente! Nessa luta do rochedo com o mar! E com o mar… É hoje o dia da alegria e a tristeza nem pode pensar em chegar! Diga espelho meu se há na avenida alguém mais feliz que eu! Diga espelho meu se há na avenida alguém mais feliz que eu…

… porque toda a força do mundo está aqui, dentro de mim. Porque há mais coisas entre o céu e a terra do que pensa minha vã filosofia e… porque… justamente por este motivo, é que as coisas devem ser feitas dentro da LEI DO MENOR ESFORÇO! Porque descomplicar é a regra! Porque ser BOBO, na maioria das situações do dia-a-dia, é a melhor opção! Porque ser transparente é SER LEAL A SI MESMO! Porque o amor deve ser INCONDICIONAL! Porque sem proteção, a gente pode ser perder! Porque sem acreditar, a gente pode nem se encontrar! Porque preocupar-se com o que o outro pensa é perder tempo precioso de crescimento e auto-conhecimento! Porque sem PAIXÃO  a vida não tem a menor graça! Porque a INTENSIDADE é o que vale! Porque deixar de rir é deixar a alma na GAVETA! Porque deixar de ser criança é ficar olhando, DA JANELA, a vida desfilar pela avenida! Porque…..


* Letra da música É Hoje, composta por Didi e Maestrinho.

23 abril 2009 at 23:59 Deixe um comentário

Ahhhh….. dia lindo!!!

menina
Acho que, além das próprias crianças, somente quem não se desligou da criança que foi um dia é que sente o cheiro gostoso de um dia ensolarado como o de hoje, sente a brisa refrescante de um azul-celeste sem nuvens, entende o linguajar dos passarinhos voando por entre os galhos das árvores, conversa com o vento, fala com um cachorro através do olhar, brinca com os aviões cruzando o céu, voa com as borboletas, desabrocha com as flores, pulsa com as cores do mundo……………….. [DEPOIS QUE VOLTAR DO MEU "DIA DE SPA" TERMINO O TEXTO!]

18 abril 2009 at 11:05 1 comentário

Minha Querência na Quaresma

A Quaresma é, em resumo, a preparação dos cristãos para a grande festa da Páscoa. Durante este período, os fiéis são convidados a um período de penitência e meditação, por meio da prática do jejum (privação e purificação), da caridade e da oração. Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina na tarde da Quinta-feira Santa, quando se inicia o Tríduo Pascal. Para alguns, é uma época de esforços pessoais na tentativa de se tornarem seres-humanos melhores, hasteando a bandeira da justiça, da paz e do amor entre os homens. É um empurrãozinho, digamos assim, já que esses esforços podem – e devem – acontecer nos 365 dias do ano, não apenas nesses 40! Por exemplo, este ano, meu propósito inicial para a Quaresma era [era!] não falar palavrões. Ao menos, reduzi-los. Confesso que, por maiores que tenham sido meus esforços, não alcancei este objetivo! Às vezes eles precisam extravasar e dão uma escapulida!

Fato é que, de um jeito ou de outro, vivenciei com intensidade a Quaresma deste ano. Apesar de católica por batismo, vivo de acordo com a espiritualidade que meu coração manda [e , admito, ele é muito mais à vontade com os costumes pagãos! Por sinal, de onde originam muitas das festas cristãs]! Mesmo não concordando com diversos preceitos da tradição católica, sigo alguns caminhos dela. A Quaresma é um entre os quais acho interessante. O recolhimento para reflexão sobre nós mesmos, sobre nossa vida, sobre nossa relação com Deus [ou como prefira chamar essa Luz Maior] e sobre nossa relação com o mundo é sempre válido.

Neste ano, uni à Quaresma uma palavra da qual gosto muito: QUERÊNCIA. Querência de espaço, de delimitar território, de fixar morada, de enraizar-se, de encontrar um lugar que seja seu. Querência de querer, de bem-querer. A essência da palavra “querência” está diretamente ligada a “coração”. Querência são os nossos lugares no mundo e em nós mesmos, matéria e espírito. São nossos lugares do coração, são cantinhos que amamos.  Lugares em que crescemos como pessoas, lugares onde podemos criar, onde nos energizamos, nos iluminamos, onde readquirimos nossos poderes.

Foi isso que trabalhei nestes 40 dias. Foram estes lugares – de fortaleza, de força, de conhecimento e crescimento, de gratidão, de amor e verdade – que encontrei, em mim mesma e nos outros! Foram estes lugares que reaprendi a encontrar! Foram estas querências que reaprendi a querer!

9 abril 2009 at 08:31 Deixe um comentário

Dupla Espiral

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Hoje recebi um presente especial! Uma linda menininha, de olhinhos negros orientais, me ofereceu uma belíssima flor desabrochando! A flor era um degradè do branco ao cor-de-rosa, com sutis tons de amarelo. “Uma Flor-de-Lótus”, disseram-me mais tarde!

A Flor-de-Lótus, como diz a lenda, é obra da união entre fogo, ar, terra e água. Composta de fragmentos de cada um, é símbolo da perpetuação do encontro dos quatro elementos.  A terra alimenta suas raízes. A água faz crescer sua haste. O ar tonifica suas pétalas. O calor do fogo dá as mais belas cores às suas corolas. 

Tal como a Fênix, que renasce das cinzas, a Flor-de-Lótus é exemplo do belo que brota do lodo. Resplandece nas águas, imaculada, e serve ao homem como símbolo de pureza e perfeição humana. Tal como a Dupla Espiral,  a Flor-de-Lótus, quando refletida n´água, mostra o equilíbrio para que o homem siga pelo Caminho do Meio, transite entre os três mundos.

As pétalas da Flor-de-Lótus abrem-se para o sol assim como nossa alma abre-se para o entendimento!

Criança linda, lhe agradeço o presente divino! A beleza e a força! A inspiração! A elevação!

 

8 abril 2009 at 23:59 Deixe um comentário

Aos meus amigos Viajantes!

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De tempos em tempos, descem à terra seres especiais que carregam Chaves de Ouro: são os Viajantes do Tempo. O mais famoso deles é MelcZdec. É alguém como o personagem Melquíades, de García Marquez, em Cem Anos de Solidão. Cigano, andarilho, vai e volta. Sábio, relata, na trama, a aparição da família Buendía, a origem de tudo, em pergaminhos míticos que alcançam a ordem do sagrado.

Os Viajantes do Tempo são aqueles seres, personificados, capazes de grandes transformações. Têm o dom de iluminar, renovar, fazer renascer. Às vezes, quando o mundo necessita de uma reviravolta antes da perdição total no meio do caos, ocorre um movimento intenso de Viajantes do Tempo entre nós. Nesses períodos, há um enxame de nascimentos de crianças que trazem a centelha de luz e desenvolvem, mais tarde, atividades que envolvam as artes, o belo, a criatividade. Eles veem, plantam sementes de amor, concretizam suas tarefas, cumprem sua missão, e se vão, deixando para nós um mundo mais iluminado.

O Renascimento, após a obscuridade da Idade Média, é um exemplo desses períodos. Foi uma época marcada pelo aparecimento de grandes artistas, doutores, alquimistas etc. Nesse nosso tempo de agora – império da ganância, do medo, do desrespeito ao próximo, da desconfiança, da violência, da ignorância, da irresponsabilidade ambiental, da irracionalidade coletiva… – contamos, mais uma vez, com a ajuda desses Viajantes! Aos olhos dos corações mais sensíveis, é fácil notar a presença deles no meio de nós! Sejam famosos, grandes homens da humanidade, consagrados pela História… ou anônimos, pessoas grandes sempre dispostas a dar um sorriso de paz, um olhar atento, um terno abraço, um silêncio amigo, uma boa palavra…

Há quem os chame de Nação do Arco-íris ou Seres Índigos ou…  não importa! Integram um grupo de seres de luz e, graças a eles, há esperança para a humanidade! As características dos Viajantes do Tempo são:
–  DEVOÇÃO (doação, dedicação extrema ao  trabalho);
– FORTALEZA (têm a força de olhar para si mesmos e reconhecer sombra e luz);
– HONRADEZ (respeito aos outros, mas primeiro a si mesmo);
– LEVEZA (flexibilidade, nem tanto ao céu nem tanto à terra);
– ORGULHO (do que são, sabem se posicionar);
– MEDIUNIDADE (reconhecimento dos poderes sutis que todos temos);
– MISERICÓRDIA (abertura de coração, compaixão consigo mesmo e com os outros);
– GRATIDÃO (a si mesmo e aos outros); e,
– INTELIGÊNCIA (enxergar com desapego, sem julgar. Ver com todas as nossas visões. Abertura total. Respeitar. Olhar duas vezes, sem impulsos nem impaciências).

Isso é o sagrado, porque esse perfil engloba o AMOR e a VERDADE!
E eu escrevo sobre isso hoje para despertar a atenção de todos para que percebam os Viajantes do Tempo que nos cercam! E, principalmente, escrevo para AGRADECER a todos os meus amigos, a todas as grandes pessoas que cruzaram e cruzam meu caminho e que, sem dúvida, trazem a centelha divina! Reconheço essa luz em cada gesto, em cada sorriso, em cada abraço, em cada palavra, em cada olhar! OBRIGADA POR ENGRANDECEREM MINHA JORNADA!!!

7 abril 2009 at 12:57 1 comentário

No ninho…

outono
Dias ensolarados, tardes luminosas, noites estreladas de brilho intenso no céu platinado. Dias de recolhimento, menos conversas e mais olhares, mais sensações e percepções, menos atitudes expressivas e mais reflexões. É importante respeitar o momento propício à introspecção. Tempo de aconchego, de ninho. Uma chance a mais de nos conectarmos com a Roda Sagrada da Vida. A oportunidade de percebermos a Mãe Terra nos envolvendo, na brisa suave e no tapete dourado de folhas secas que cobre o chão. Cores quentes nos mostrando novos caminhos. A Natureza se prepara para o inverno. As aves e os animais ficam mais silenciosos. Tudo convida ao descanso. É o outono que chega!
Com ele, novos aromas pelo ar!  O salgado do verão cede lugar ao cheiro de bolo saindo do forno! A brincadeira na areia dá lugar ao sono no colo de mãe, na casa anoitecendo com as luzes do céu. A respiração da criança orienta o ritmo da casa. Cheiro de mãe. Aconchego entre os seios, lembrança do alimento primeiro. O lanche durante a brincadeira agora é mesa posta para o café da tarde. O rosa das flores agora é canela embrenhando-se pela casa.
Silêncio nas casas, silêncio nas mentes. Agora, nossos corações voltam-se para nós mesmos e pedimos a Mabon, Deus do Amor, proteção aos que amamos e força para superarmos o porvir, a escuridão do inverno. O fogo queima, em gratidão, os nomes das mulheres que nos antepassaram e, assim, resgatamos a energia acolhedora daquela que cuida e protege.  Desde o Alban Elfed, “Luz do Outono” ou “Dia do Equilíbrio”, comemorado em 21 de março, nos voltamos ao agradecimento e nos aconselhamos com nossos sábios ancestrais. Nesta época, a 
Mãe Terra nos sopra a magia amarela e laranja e faz amadurecer os frutos que serão guardados para o inverno que se aproxima. É momento de colheita e de reserva de alimentos. É tempo de alinhar-se com a natureza para o equilíbrio dos corações!

6 abril 2009 at 00:49 Deixe um comentário

doces

2 abril 2009 at 23:18 Deixe um comentário

Da respiração, do pensamento e da estética

A palavra ESTÉTICA está diretamente ligada à percepção e sensação (por sua origem grega). Na Filosofia, a teoria estética tem como objeto de estudo a natureza do belo, a fim de determinar o que provoca, no homem, sentimentos de harmonia, afinidade, admiração etc. É também um dos fundamentos da arte. A estética, do belo ou do feio, do harmônico ou do ridículo, detona emoções positivas ou negativas.
Porém, o conceito de estética não delimita-se apenas ao corporal. Há uma estética no bairro em que moramos, na rua pela qual caminhamos, na maneira como dispomos nossos móveis, nas cores e formas das cidades… Até a natureza tem sua estética. Mas, acima de tudo, há uma ESTÉTICA INTERIOR.
No caos da vida, corremos o risco de viver constantemente num estado de frenesi. Há um excesso de atividades, de exigências e de informações que acarretam num também excesso de sensações! E, na grande maioria das vezes, essas sensações vem desordenadas. Aí então instala-se o caos interno. E, seguramente, nosso desequilíbrio estético, interno e externo, torna-se visível.
Ninguém vive as 24 horas do dia em estado de tranqüilidade extrema. Temos nossas oscilações. No entanto, é fundamental fazermos uma opção de vida: se desejamos viver no ritmo biológico do ser humano “natural, embrionário”, ou se nos deixaremos levar pelo ritmo do ser humano “social”, o ser humano inserido na insanidade do caos.
Pra quem escolher fazer parte do primeiro grupo, a primeira tarefa é aprender a RESPIRAR. É inacreditável o conforto estético interno – e, conseqüentemente, externo – que a simples CONSCIÊNCIA de nossa respiração pode causar. É fascinante o controle das emoções e a organização dos pensamentos que esta prática proporciona. E é notório, fisicamente, um estado de espírito leve.
Portanto, “decore sua alma” (como diz um amigo), inspire e expire todos os instantes de sua vida, para que sua estética seja sempre a do belo, refletindo o melhor de sua essência!

2 abril 2009 at 11:43 1 comentário

Aberturas no Equinócio

— Pra Brasília, por favor!
[...]
Quarta visão. Câmeras são instrumentos do olhar, mas somente cumprem seu papel maior quando nossa visão do meio é ativada. As câmeras fotográficas, de alguma forma, nos estimulam a abrir cada vez mais esse “olho d´alma”. Nos estimulam a ver mais longe, mais perto, mais focado, mais fora de foco, mais colorido, mais preto-e-branco, mais macro,  mais micro…
[...]

[...]
Um imenso Morpho menelaus tenuilimbata, mais conhecido como borboleta-azul-praia-grande, da mesma família que borboleteou nossa infância pelos arredores do Santa Maria, nos recebe na Ilha do Mel. As boas-vindas no trapiche!
Essa borboleta é cultuada pela tradição indígena do Brasil como a “alma do índio morto” e voa somente nos meses de março e abril.
Tento fotografá-la mas… desapereceu pelo caminho como se fosse uma entidade mágica, uma fada ou, realmente, a alma de um índio morto. 
O dia começou, então, num azul brilhando!
[...]
Nossos pézinhos começam a nos guiar pela Ilha Mágica, sob o comando do coração. Uma parada para catar conchinhas na areia. Vício e delícia antiga. Peço licença e seleciono três jóias de Gaia. Também um pedaço de madeira ou osso que, observando agora, me lembra um garfo estilizado. Garfos alimentam. 
[...]
Placas. Fotos. Nuvens. Fotos. Siris. Fotos.
Plantas. Fotos. Ondas. Fotos. Nós. Fotos.
[...]
Banho de mar.
Crianças na arrebentação.
Crianças conversando a vida.
Crianças desfiando a vida.
Crianças brincando de correr, entre vaga-lumes…

[...]
Segue a caminhada. Farol e Fortaleza em relevo na parede de uma casa.
portal[...]
Vaga-lumes me iluminam (o dia todo a poesia prevalece e “Vagalumes”, música-presente, toma conta de mim).
E foi até estranho, a gente nem deu conta,
Talvez na outra ponta, alguém pudesse pensar:
Menino vaga-lume, flor, menino estrela, a brisa mais forte veio te buscar…

[...]
Forte de Nossa Senhora dos Prazeres. Pedras imponentes. Natureza fortaleza. por de cima do muro, a gente enxerga o mundo.
[...]
Na natureza, na santa paz de Deus… “desce do coqueiro que o almoço tá esfriaaando”! O garçom acena pra saírmos do mar. Ducha doce no meio do verde. Um peixinho à dorê, no molho vermelho, acompanhado de salada e batata souté. Simplesmente de lamber os beiços (com o perdão do termo)!
[...]
Maré alta. Mas o medo não vence, pois não “tamos” só… O voo dos pássaros contagia. A cor e a temperatura d´água convencem. Não precisamos do pôr-do-sol do Farol, porque também no Istmo a poesia prevalece. A paz. No Passa-Passa ficamos. E ali demos a volta ao mundo!
E quando a gente apaga, tudo fica escuro!
No trapiche, a incerteza da ida. Na ruela das pousadas, delicadamente iluminada, a vontade de ficar. Garoa, como em toda boa viagem. As conversas mansas. Sotaque gostoso do caiçara. Escuridão plena. Apenas os pontos de luzes lá looonge, depois do horizonte. Sentadas na ponta do trapiche, sorriso no rosto e na alma, sorvemos os pingos da chuva. E a conversa também vai ficando looonge… só os pingos e a paz. O barquinho vem se aproximando. A metáfora real da passagem, agora com mais bagagem. Sozinhas na barca, travessia única, gratidão.

Na despedida, companhia:
estrelas vagalumes dentro de uma caixa! Aquele serzinho, tão presente pela música durante todo o dia, agora pousado em minha mão, caminhando por mim, seguindo comigo para casa… ME ILUMINANDO!
[...]
… um final de semana cheio de presentes… diz “tia” Renata (herança da infância, pais de amigas serão sempre tios)! A bênção de estarmos num lugar maravilhoso, na companhia da melhor amizade, no convívio de uma bonita família, rodeadas de “coincidências” pelo caminho, integradas com os cinco elementos e abraçadas pela Mãe Terra e pelo Pai Cosmos, de mãos dadas com a Irmã Lua e o Irmão Sol… DIAS-PRESENTES DE DEUS!
[...]
Pra temperar os sonhos e curar as febres,
Inserir nas preces do nosso sorriso,
Brincando entre os campos das nossas idéias,
Somos vaga-lumes a voar perdidos…
A voar perdidos…

  • Trechos de “Vagalumes”,  d´O Teatro Mágico. Mais um presente que recebi nesses dias de março!

1 abril 2009 at 05:53 Deixe um comentário

Clara clareou…

clara* De Clara Nunes.

1 abril 2009 at 05:48 Deixe um comentário

Essencial… sempre, sempre!

Desejo que você tenha a quem amar
e quando estiver bem cansado
ainda exista amor pra recomeçar!

nuvem
* Amor pra recomeçar, do Barão, e foto da querida Pati Schaidt!

27 março 2009 at 15:40 2 comentários

[...] quero saber, não…

e139paraty

27 março 2009 at 01:35 1 comentário

A ela.

nos1

Pela rua, a caminhada tem cor de praia. A noite, vazia, traz a temperatura do mar. Me traz a segurança da areia. Passos rápidos, ritmados. De repente o perfume. Adocicado. Misterioso. Morno. Indiferente. Altivo. Feminino. Já o senti antes. Atravesso uma quadra. E ele continua. Mais outra. E ele me puxa. E me puxa. Como um cordão de prata. Me conduz. É dela. Surge à minha frente, de azul e branco, esvoaçante. Cabelos longos. Venta. Nosso andar compassado. Mas a distância diminui. Ela para e isso me assusta. Na dúvida, caminho.
[...]
E encontro.
[...]
De duas, a unidade. O perfume em mim. Os cabelos longos. Meus (nossos). O vestido dançando no vento que não tem. O calor de duas almas no arrepio de frio. E assim, a força. E com ela, a lembrança de que 
são demais os perigos desta vida para quem tem paixão, principalmente quando uma lua surge de repente e se deixa no céu, como esquecida. Com ela, a certeza de que se ao luar que atua desvairado vem se unir uma música qualquer, aí então é preciso ter cuidado porque deve andar perto uma mulher. Com ela, a alegria de sentir que deve andar perto uma mulher que é feita de música, luar e sentimento e que a vida não quer, de tão perfeita. Com ela, o poder de uma mulher que é como a própria Lua: tão linda que só espalha sofrimento, tão cheia de pudor que vive nua.

* Em rosa, “meu” Soneto de Orfeu, de Vinicius, adaptado.

26 março 2009 at 02:24 Deixe um comentário

Na dúvida, abra e entre.

w73paraty

25 março 2009 at 00:51 Deixe um comentário

Os Silêncios

No meio do caos, o silêncio. A ausência de mim. O nulo. O nada.
A vontade de silêncio. Do só branco.
No barulho do motor do carro ao lado, no canto dos pássaros, na gargalhada dos moleques atravessando a rua, na conversa dos motoqueiros, no beijo e nas mãos dadas do casal… menos, menos de mim.
Exclusão.
{O nada.}
Como se tudo meu, mente, pele, sensações, voz… tudo meu tivesse sido engolido para dentro de mim e eu fosse o nada por alguns instantes. [...] Eu não fosse.
Foi o coração. Foi ele que me engoliu.

* Minha pira de hoje à tarde. Tive que estacionar o carro pra “vomitar” o texto. Tava me enchendo demais, enchendo o vazio.

23 março 2009 at 23:40 Deixe um comentário

Uma Zélia de Amor

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Tecelagem primitiva em lã de carneiro. Pela delica destreza das mãos e pela força melódica dos pés de Dona Zélia Scholz, o novelo de lã vai se formando. E dele, os xales, os tapetes, os acolchoados e a singeleza de uma sabedoria acumulada por anos e anos nos “tempos pra filosofar” ao comando do tear.

O jovem se aproxima e acha tudo “irado”. Quer pegar, quer conversar, quer saber como funciona. A criança, acanhada, observa de longe e se escusa do convite de Dona Zélia de sentir a intensidade da força que sua mão aplica na lã para formar o fio. Pela recusa do garoto (por desinteresse ou timidez), ela inicia um breve discurso sobre – concluí depois – o amor. Usa a lã de carneiro como metáfora da família e de todas as nossas relações. “Sem união”, diz ela, “é impossível formar o fio”. Neste caso, não somente a união faz a força, mas a força faz a união. A união das micropartículas de lã possibilita a existência de um fio forte e rijo. Por outro lado, é preciso que Dona Zélia aplique determinada força para que se consiga criar e manter essa união.

É assim no nosso dia-a-dia. Somos seres dependentes de uniões. Sem elas não construímos nada, nem externo nem interno a nós. E, para superar todas as agruras da vida, sem dúvida, precisamos de “determinada” força para nos mantermos unidos. É um caminho de mão dupla. Foi isso que, em outras palavras, Dona Zélia nos ensinou hoje.

Por fim, agradeço suas palavras e sua atenção e a parabenizo pelo trabalho. Mas, como se não bastasse sua própria presença entre nós e o seu dispôr em nos proporcionar aquele momento de  bênção, ela se despede nos agradecendo por “vê-la”. Com aquele sorriso de senhorinha meiga, nos conta que muitos passam, alguns a enxergam e poucos a vêem. Que pena dos desapercebidos…

Por isso minha conclusão de que o discurso de Dona Zélia foi, simplesmente, sobre o amor. Porque, como o igualmente sábio principezinho, pela fala de Saint-Exupéry, afirma que “só se vê bem com o coração”, Dona Zélia afirmou e provou que só o amor mesmo é capaz de unir, de nos dar forças e de nos fazer ver!

 

* Dona Zélia Scholz pode ser encontrada todos os domingos (“menos os que chovem” diz ela!) na feirinha do Largo da Ordem! Vale a pena bater um dedinho de prosa com essa criaturinha meiga e abençoada, que adora usar o tempo do tear, “quando a cabeça está vazia, para filosofar”!

15 março 2009 at 22:27 1 comentário

É só o tempo que não volta…

“A criança sofre, o adolescente sofre. De onde nos vêm, então, a saudade e a ternura pelos anos juvenis? Talvez porque nossa fraqueza fosse uma força latente e em nós houvesse o germe de uma plenitude a se realizar. Não havia ainda o constrangimento dos limites, nosso diálogo com os seres era aberto, infinito. A percepção era uma aventura; como um animal descuidado, brincávamos fora da jaula do estereótipo. E assim foi o primeiro encontro da criança com o mar, com o girassol, com a asa na luz. Ficou no adulto a nostalgia dos sentidos novos.”

Ontem assisti à colação de grau de um primo. Não faz taaanto tempo da minha formatura (uns cinco anos), mas durante toda a cerimônia fiquei com a impressão de que muita coisa mudou e que hoje há limites que antes não existiam. Profissionalmente e pessoalmente. Fisicamente e emocionalmente. Minha liberdade de ir e vir – principalmente em relação a sonhos, projetos e pensamentos –  parece não ser mais a mesma. Há uma preocupação, latente, chata, em não errar mais. Esse é o limite. E as palavras de Ecléa Bosi (citação acima), em Memória e Sociedade: lembrança de velhos (p. 83), cabem muito bem aí: há um constrangimento em perceber esses limites.

São tantos sonhos anunciados aos quatro ventos que simplesmente foram se desfazendo no ar, tantas decepções, tantas mudanças na rotina, tantos projetos escancaradamente falidos. A impressão – deve ser só impressão! – é que, por conta de todos esses nãos da vida (impostos pela ordem natural das coisas, ou impostos sem nosso consentimento mesmo ou ainda criados por nós mesmos), somos “analisados” e “definidos” por quem nos cerca e, pior, por nós mesmos. Certamente isso ocorre, lógico. Afinal, somos feitos daquilo que cativamos (e, talvez, também daquilo que “cativam em nós”)! Mas como é constrangedor!

Então talvez eu tenha sentido inveja daqueles formandos. Parece que ainda têm toda uma vida pela frente. Sei que estou exagerando, não sou nenhum ser jurássico, nem balzaquiana ainda, mas já com o peso de algumas – mesmo que poucas – limitações!

Não é pra ser um desabafo desanimador. Pretendo jamais desanimar os leitores da Minha Aldeia! São apenas algumas bobagens que passaram por minha caxola cheinha de caraminholas… ainda bem que essas bobagens vêm sempre acompanhas de muita paixão pela vida! E isso já basta pra seguir em frente, tentando sempre superar todo e qualquer limite!!! Rs…

Um abração em todos!
Dani

22 agosto 2008 at 11:55 Deixe um comentário

A Serenata

Uma noite de lua pálida e gerânios
ele viria com boca e mão incríveis
tocar flauta no jardim.

Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.

Eu que rejeito e exprobo
o que não for natural como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.

Quando ele vier, porque é certo que ele vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
– só a mulher entre as coisas envelhece.

De que modo vou abrir a janela, se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?

Adélia Prado

17 agosto 2008 at 12:46 Deixe um comentário

E se a alma perguntar: quão mais longe?

Deves responder: do outro lado do rio,

Não este, o outro, logo adiante.

Alejandra Pizarnik

11 agosto 2008 at 12:12 Deixe um comentário

Uma brisa de paixão… ?!


… Lua Cheia fica doida
Lua Cheia vamos namorar
Lua Nova vida boa
Lua Nova ela quer casar…

Lua Cheia (de Léo Henkin), Papas da Língua.


Nanets, pra vc, minha amiga!
Pra vc, pra mim e pra nossa eterna alegria de viver,
seja nas águas daqui, seja nas águas jamaicanas!
FOTO: Danielle Cristina, Guaratuba-PR, julho 2008.

20 julho 2008 at 16:28 1 comentário

Rotinas. E não é um papo-de-doido…

Mãe véio! Mãe veia. Mão. Mãe véia.
Um varal de vicissitudes.
Vasto, vago.
E venta, ainda.
Como veleja por virassóis.
(…)
Mãe, escrevê, mãe. Mãe, escrevê tuudo, mãe. Mãe, escrevê maais. Mãe véio!
Mooõe, não dêza mais, mõe! Qué bincá!

DC e Fê, ontem, ao acordar!

10 julho 2008 at 14:06 Deixe um comentário

Barthes é Perfeito

Estou fascinada por este carinha incrível chamado Barthes.
Roland Barthes está fundamentando com tal maestria e perfeição minha monografia [de conclusão de pós-graduação] que eu jamais suporia que encontraria tanto e tão perfeito respaldo para minhas idéias.  Em suas narrativas, parece que sinto Barthes sentindo. Parece que me torno Barthes, como se me embrenhasse por entre suas veias, ainda vivas, e passasse a sentir, ver e ouvir tudo o que ele narrou sentir, ver e ouvir.  Barthes está ordenando e preenchendo minhas idéias e esse complemento está sendo maravilhoso. Por isso achei que deveria escrever algo sobre esse Pensador da Vida em todas as suas nuances. Todas mesmo. No mínimo detalhe do meu dia-a-dia, encontro algo de Barthes. Por exemplo, neste final de semana que passou eu estava com muita vontade de jogar conversa fora em algum barzinho da cidade, rever os amigos e beber uma caipirinha boa pra espantar o frio! Mas, ao mesmo tempo, também era grande a vontade de fazer nada, de ficar em casa, de pijama, com os pés pro alto, só lendo, lendo, lendo… ao som de uma musiquinha boa que me embriagasse e espantasse o frio! Uma briga interna. Resposta para isso? Barthes me deu! “Que corpo? Temos vários. Tenho um corpo digestivo, um corpo nauseabundo, um corpo com dor de cabeça, e assim por diante: sexual, muscular, humoral e sobretudo emotivo. Por outro lado (…) tenho um corpo parisiense (esbelto, fatigado) e um corpo camponês (repousado, pesado)” (Barthes, 1975, p. 70-71). Perfeito!

7 julho 2008 at 16:27 1 comentário

Hora do Almoço…

Tangerina Ponkan meia-estação: bastante popular, apresenta frutos grandes, fáceis de descascar, com gomos que também se separam facilmente. Tem paladar bastante agradável.

4 julho 2008 at 13:24 Deixe um comentário

“Quando se pensa, ouve-se e…

… isso impede de achar a solução.”

Baita alívio escutar essa frase neste sábado, da boca de Didi, enquanto esperávamos por Godot! Que chatice esperar, esperar, esperar… mas… bah! Esse é o melhor! É isso a vida: esperar pela festa! Esta é a melhor parte! A única parte.

 


IMPERDÍVEL… Esperando Godot, até 29 de junho, de quinta a sábado às 21h e aos domingos às 19h, no Guaira.

16 junho 2008 at 15:28 Deixe um comentário

Deusa Clarice: obrigada, obrigada, obrigada!

“Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias.” (Clarice Lispector)

13 junho 2008 at 14:24 1 comentário

Sexta-feira…

…11 da noite. Entro no carro. Ligo o som. Não recordo a estação que escolho… música latina. Sem dúvida da melhor qualidade. Entre outros, Chico Alvarez. E não precisou mais de um segundo para que aquelas melodias cubanas me inebriassem. Desço do carro, abro a porta e estou em casa. Cansada. No curto trajeto, muita dança com alma e olhar latinos de Frida Kahlo.

8 junho 2008 at 12:35 Deixe um comentário


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