Posts filed under ‘alma’

Freedom = Love

“Amo-te afim, de um calmo amor prestante, 
E te amo além, presente na saudade. 
Amo-te, enfim, com grande liberdade 
Dentro da eternidade e a cada instante.”

Vinicius de Moraes 

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Casamento dos lindos Rob & Nina! Aquele momento mágico em que estamos no local certo na hora certa! Uma bela surpresa para todos que faziam a travessia da Staten Island Ferry, NYC [maio 2014].

16 junho 2014 at 14:13 Deixe um comentário

Primavera em NY #2

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26 maio 2014 at 03:30 Deixe um comentário

Primavera em NY

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26 maio 2014 at 02:26 Deixe um comentário

Tudo hoje e amanhã…

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Ora parecemos velhos demais para começarmos algo novo, ora calculamos sermos novos demais para fazermos planos. Esse vai e vem de idéias vêem aos 15, aos 18, aos 32… aos 64, aos 97… aos 107… Todas juntas e ao mesmo tempo. Num dia qualquer vasculhamos a gaveta do quarto e encontramos um caderno amarelado. Ainda bonito. Algumas poucas folhas ocupadas por versos adolescentes. Muitas folhas em branco, livres para me reinventarem por toda uma vida.

22 março 2014 at 17:40 Deixe um comentário

“Ele abriu os olhos primeiro para mim…”

E uma pausa. A pausa do nó. O nó nas gargantas. Foi assim a conversa que tive há pouco com meu filhote, pelo telefone. Ele, do hospital, em alguma sala onde ficam os recém-nascidos; eu, de casa, em algum lugar onde ficam os corações das mães.

O que passa pela´quela cabecinha perdida no turbilhão das emoções do alto de seus quase sete anos? Pela minha, desde a madrugada insone, passa um filme do dia em que ele nasceu. Uma sexta feira, como hoje. Uma sexta-feira, às 17h58. Tem hora mais esperada no mundo? A hora universal da alegria, da festa, da celebração! Parto forte o do meu garotinho. Bonito. Momentos intensos. Felipe já chegou mostrando a quê veio.

Agora a história se repete. O pai é o mesmo. O papel da mãe ficou para outra protagonista. Nessa troca de atrizes, a inversão de alguns papéis e novas experiências, novos entendimentos. Quando o outro toma uma posição que antes era só nossa e, por nossa vez, assumimos uma posição que antes era só do outro, pode acontecer de a empatia solucionar alguns de nossos dramas, porque temos a chance de compreender os dramas do outro. 

Nessa vida estamos sempre girando, ora à deriva, ora no controle do leme… ora lá, ora cá…

Então: Felipe! O menininho em quem vejo meus olhos. Em quem reconheço um traço meu de soslaio, um trejeito qualquer, uma ideia que poderia ter saído de mim. Tudo isso de meu, nele, se mistura com traços do pai, dos avós. Tantos em um. No entanto, porém, contudo, todavia… algumas piscadas me escapam. Não sei como foram parar ali, me pergunto de onde vieram, quem as deixou. Tantos traços meus e, agora, além dos traços próprios, os laços.

Então: Rodrigo! Mais um serzinho iluminado entre nós, mais uma criança que carrega a pedra da cura, do perdão e do amor. Irmão do meu filho, algo de meu. Ainda não sei exatamente quanto de meu, como de meu, o quê de meu, mas sendo irmão do meu Felipe, já tem aí boa parte do meu coração.

Talvez, pensando melhor… não haja nada de meu, e eu seja mais deles do que eles de mim. Dois irmãos. Que sigam pela vida unidos por laços fortes de amizade e companheirismo, de mãos dadas, cada um com seus tantos traços e laços. E que a grande família vá aumentando!

“Mãe… eu falei com ele e ele sorriu por um tempão pra mim… O quê? Ah, não sei se ele é parecido comigo, rs… E meu pai que esqueceu de trazer as luvinhas e teve que colocar uma meia pra esquentar as mãozinhas dele! Ah, mãããe… ele abriu os olhos primeiro para mim!!! Humm… tá, agora chega, vou desligar… vou lá cuidar do Rodrigo, ficar perto do meu irmãozinho… Beeeijo!”

irmaos

22 fevereiro 2013 at 16:03 Deixe um comentário

O meu, o seu, o nosso tempo

É disso que estou falando… Cada vez mais estou compreendendo o ritmo do meu tempo. Ainda na infância percebi que “meu tempo” era diferente do “tempo dos outros”, e essa percepção veio se acentuando com os anos. Tenho um ritmo próprio, por vezes na morosidade baiana, por outras no frenesi paulista.

Definitivamente estou nessa vida à passeio. Vim para flanar por aí mesmo. Talvez “meu  tempo” possa ser classificado de fato como “o tempo de um flâneur”. Jamais consegui me adaptar à rotina de mercado que incita à competição, ao crescimento desenfreado, à rigorosidade em relação a horários, aos prazos imediatistas, ao engessamento de atitudes, ao pudor com as palavras… sou da poesia, sou da brisa. E esse meu ritmo apresenta uma certa dificuldade em se enquadrar numa sociedade assim, maluca, que se deixa levar pelo cabresto de uma vida sem sentido.

Li algo sobre arritmia x euritmia, e me encontrei um pouco mais. Euritmia, que palavra linda! Eu, ritmo, meu ritmo, o ritmo do coração. Ritmo harmonioso, saudável. A arte de se deixar guiar pelo ritmo do coração. Eis a essência do meu tempo, esse ritmo com o qual convivo desde sempre! No entanto, eu não poderia ter escrito tão bem sobre o assunto quanto Margrethe Skou Larsen, no trecho que transcrevo abaixo:

“A tecnologia no mundo atual está se desenvolvendo em alta velocidade. O ser humano moderno cria máquinas cada vez mais avançadas que tornam a sua vida cada vez mais confortável. Mesmo assim ele não é feliz. Por quê?

Em função da alta tecnologia a nossa vida se tornou preponderantemente mental e sedentária. As máquinas que criamos nos últimos duzentos anos tiram o movimento das nossas vidas. Elas foram desenvolvidas pelo pensar lógico que tem como o seu instrumento o cérebro. Este tipo de pensar é linear e não gosta de movimento. Vivendo assim então, um estilo de vida unilateral, o nosso organismo com o tempo adoece. Sentimos a necessidade de exercitar o nosso corpo antes ou depois do dia de trabalho. Para estes fins, foram criadas novas máquinas disponíveis nas inúmeras academias que surgiram nas últimas décadas. Elas são freqüentadas principalmente por aqueles que, em função de sua profissão, passam a maior parte do dia no escritório sentados na frente do computador. Surgiu assim um estilo de vida que oscila na polaridade, entre cabeça e membros, entre atividade mental e atividade física.

Ao mesmo tempo observamos maiores dificuldades nas relações humanas. Elas estão em crise, tanto no mundo ‘micro’ como no mundo ‘macro': na família entre pais e filhos, entre homem e mulher, no trabalho entre colegas, na sociedade entre grupos sociais e entre países. A violência aumenta a cada dia, os consultórios psiquiátricos estão repletos de pessoas em busca de uma solução para a sua crise individual, e como conseqüência, para a crise global. 

O que está faltando no nosso estilo de vida? Qual é o âmbito da nossa vida para o qual ainda não dedicamos atenção consciente diariamente? A cabeça está em atividade no escritório, os membros na academia; todos os dias consideramos o nosso pensar e o nosso querer. E o sentir? Em que momento do nosso dia-a-dia o sentir tem o seu lugar?

Entre cabeça e membros está o nosso peito onde palpita o coração. O coração é o órgão das relações. Ele bate ritmicamente. É sinônimo da melhor qualidade de vida que podemos imaginar: é quando dois corações se encontram, quando duas almas se permeiam amorosamente. Parece que hoje não temos mais tempo para o encontro… – já que estamos sempre com pressa… Não ouvimos mais o canto dos passarinhos… Não observamos mais a modificação das árvores na transição das estações… Não tiramos mais os sapatos para colocar o pé na grama e sentir o orvalho…

O coração é o órgão para sentir relações. A primeira relação é a relação comigo mesmo. Quem sou eu? De onde venho? Porque estou aqui? Como me sinto hoje? Eu gosto de fazer o que eu faço? Qual é a minha função na sociedade como um todo? Dedicar um momento consciente à estas perguntas regularmente, se tornou cada vez mais, não apenas uma questão de qualidade de vida, mas uma questão de sobrevivência. 

Estas perguntas poderiam ser ignoradas por algum tempo, mas não para sempre. Pois, mais cedo ou mais tarde a alma pode adoecer e, por exemplo, um processo depressivo se manifestar. Estou atento à voz que fala no meu interior? Esta voz que está aí para me orientar na vida – a voz da minha criatividade individual? Como me torno capaz de escutá-la todos os dias?

[...]

O primeiro passo é desenvolver amor próprio e auto-aceitação; sensibilidade comigo mesmo, com o meu corpo, com o meu ser como um todo. A partir deste ponto o próximo passo que surge naturalmente é o passo em direção aos outros. Amor próprio e auto-estima saudáveis criam naturalmente interesse verdadeiro pelos outros. Surge assim um novo estilo de vida, mais realista, onde cada um sente na própria pele que é impossível viver sozinho neste planeta. Precisamos uns dos outros, tanto dos seres humanos como dos outros seres que dividem o Planeta Terra conosco.

[...]

A nova consciência, pós-moderna, é capaz de criar bem estar no dia-a-dia e maior qualidade de vida. Poderíamos evoluir pressionados, através de experiências amargas. Porém, também seria possível movimentar-se nesta direção com prazer, na base do livre arbítrio. A prática regular da EURITMIA oferece um caminho simples e efetivo rumo a uma convivência melhor.” *

 
Evoluir no amor. Movimentar-se na direção do amor, para com todos e para com tudo. É nisso que vejo sentido… e não na correria desenfreada no trânsito, numa mesa de escritório repleta de números, em cifras bancárias, em bens, em uma vida longe da família, em vizinhos que não se trocam bom-dia, em salas de aula bitoladas, em falsos empreendedorismos, não… é só o amor que nos guia em concordância ao nosso ritmo. E é somente respeitando o “nosso ritmo”, o “tempo de cada um”, que podemos conquistar um sentido pra se viver. 
 
* Fonte: http://www.euritmiaviva.com/euritmia.htm
** Foto: Sergio Larrain  

11 agosto 2012 at 01:14 Deixe um comentário

Uma oração…

Acabo de chegar em casa. Dessa vez não liguei a televisão. Não consegui. Não cabia aqui dentro nenhum passatempo bobo. A cena que acabo de presenciar tenha sido talvez a mais forte que vi na vida.  A segunda mais forte, porque a primeira foi um nascimento. Hoje foi a morte. Não a morte de centenas de pessoas em um ataque terrorista. Não a morte de milhares em guerra. Não a morte de doze em um cinema. Não mais um número de jornal. Mas a morte de alguém no trajeto para minha casa. Nada por detrás de uma tela. Tudo muito real. Alguém hoje não vai reencontrar aquela pessoa. Um filho que não vai dar o beijo de boa noite em seu pai. O namorado que não vai falar ao telefone com a namorada. O lugar à mesa que vai ficar vazio.

Ao entrar em casa, senti o cheiro dos 40m2 que chamo de lar. Olhei as fotografias na parede e lembrei de bons momentos. Pensei em meu filho, que nesse momento dorme numa casa que não conheço. Pensei na sopa que jantei na casa de meus pais; na liberdade de, estando em casa, poder erguer o prato de ladinho para conseguir pegar com a colher a última gota do caldo. Ouço o tic-tac do relógio da cozinha e gosto desse barulim no vazio da noite. Lá de fora, os sons dos carros, gente indo e vindo, o avião decolando, uma campainha, o cachorro latindo. Gente, indo e vindo. Lembro de algo que li essa semana, “fui até lá em busca de alguma coisa que, descobri, era eu mesmo”.

Uma paz me invade. Porque não sei se estarei aqui amanhã, mas sei que agora sou capaz de me entregar a uma bela música. Sei que hoje fui a melhor mãe possível. Sei que hoje busquei usar do silêncio e das palavras na medida certa. Sei que hoje recebi um afago e fui carinhosa e fui atenciosa. Sei que hoje fui feliz ao tomar minha sopa erguendo o prato. Sei que hoje não senti a mágoa que há muito virou passado. Sei que hoje, mais uma vez, não me preocupei com aquelas questões que não estão em minhas mãos, porque sei que estão nas mãos Dele. Sei que hoje poderia morrer feliz, porque sei da passagem e do reencontro. Porque sei que a vida são esses momentos. E oro para que essa paz recaia também sobre os corações de quem partiu nessa noite e de quem ficou. Amém!


27 julho 2012 at 23:16 Deixe um comentário

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