Sem dois, não há dança.
8 Setembro 2009

“Na mulher, é sempre o contrário, o oposto, o zigue-zague na trança da gafieira. Elas nascem sabendo de cor o convexo do côncavo, as duas imagens da ilusão de ótica, o yin do yang e o yang do yin. Tudo tão simples! A lógica é desnecessária. Quem tenta aprender lógica é aquele tolo confuso por tantas jogadas de cabelo, cruzadas de perna, oitos de costas, sims e nãos. Quem faz filosofia não se basta com a folha verde, com o rio cachoeira que ri, com tudo aquilo que se basta em si mesmo. Mas é no palco que rola a dança entre esses dois seres tão diferentes. É na arte que o feminino que se basta encontra com o homem que anseia por olhar, explorar e aproveitar. É no poema que a mulher jorra para alguém, se manifesta para alguém, aparece e brilha para alguém. E somos gratos por ser apenas alguém.”
- Do blog do Gustavo Gitti, dono de uma incrível sensibilidade para tentar entender as mulheres! E esse chega perto, hein! Vale a pena acompanhar: http://nao2nao1.com.br.
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