Recapitulando…

O que nos espera em nossa jornada em 2012?! Amores? Alegrias? Risadas escancaradas? Risadas de canto de boca? Piscadelas? Dias de sol? Dias de chuva? Abraços?! Lágrimas? Encontros? Desencontros? Decepções? Surpresas? Tudo isso e muito mais, como todo ano que começa, cheios de grandes e pequenos recomeços pessoais!

Errei muito em 2011. Mas acredito que menos do que em 2010, que por sua vez menos do que em 2009, que menos do que em 2008, que… A gente vai crescendo. Na verdade, se errei menos, não sei… mas sei que errei diferente. Um ou outro erro repetido (o que me torna ignorante por persistência), mas faz parte… Acabamos cometendo determinados erros 1, 2, 3, 4… vezes. São com esses que devemos ter cuidado, porque geralmente são estes os erros que maltratam o coração de quem amamos.


O que fica de ruim de 2011?

A sensação de ter me perdido em determinado momento. E não consigo distinguir onde nem quando. Simplesmente puff… acontece de uma hora para outra. A correria do dia-a-dia, a rotina de trabalho, as obrigações com o sustento da família, desatinos no trânsito, fofocas, cansaço… tudo vai nos esmorecendo. Sem nos darmos conta, entramos numa roda-viva que faz desaparecer nossa capacidade de sentir. Sentir a nós e sentir os outros. Nosso coração vai ficando pequeninho, gelado, cinza… e é exatamente nesse ponto que, se não tomarmos cuidado, a vida perde o sentido por completo.

O que fica de bom de 2011?

A consciência de que meu corpo é o bem mais sábio e mais precioso que possuo. Sou grata à urticária que  deformou meu rosto por alguns dias, mas fez com que a última semana de 2011 fosse a primeira de um período de adaptação a novos hábitos. Saúde é tudo, e absurdamente brincamos de pular corda com ela à beira do penhasco.

Laços que se estreitam. Quando o assunto é amizade, desconfio que não importa se os amigos são reais ou virtuais, se estão conosco todos os dias ou apenas alguns dias por ano, se são confidentes ou apenas passam por nós com um sorriso. Desconfio que o que importa mesmo é se nos tocam, se chegam a nossos corações. Por isso devemos aprender a não apreendê-los. Amigos não são posses, eles vem e vão, alguns voltam pra logo ir de novo, outros voltam e ficam, outros só vão… Se deixam marcas em nossos corações, então podemos agradecer, pois tivémos um amigo por perto, né Paulitcha, né Nanets? Mas… que é uma delícia conquistarmos a amizade de amigos-irmãos, ah isso é, né não Djoni e Adriano Barbosa?! E quando a família vai ganhando agregados, hein meu Dindo querido, Dinda Márcia, Tia Rejane, Vó Cici e toda essa turma de Caçador?! E ainda tem aquelas amizades que começam formais, em posição de aluno x professsor, mas que se tornam admiração e carinho, hein querida bailarina Ester Dezan?! Tem também aquelas amizades de outras vidas, que reencontramos por aqui para nos dar sustentação, para nos colocar no prumo, né Maria Amélia?

A inserção da rotina de sempre, sempre, sempre fazer backup de minhas fotografias e arquivos, né Alanis?! O aprendizado de que descontar nossa raiva e descontrole num mero notebook não gera nada… além de um hd danificado e muitas recordações fotográficas perdidas. Ah, sim, também fica de bom aprender a não emprestar, sob hipótese alguma, material de uso profissional. E não se trata de egoísmo, apenas zêlo!

Ainda não falei do principal. O norte. O refúgio. O porto, por vezes agitado, de mar tempestivo, mas seguro. A família. Ao fim de mais um ano, maior é a gratidão por essas pessoinhas que, espiritualmente acredito, coloquei em minhas vidas. Minha irmã, minha mãe, meu pai, meu filho. Meus pilares. O que importa, de fato, em minha existência. Nos arranhamos algumas vezes, talvez deixemos cicatrizes, mas são eles que estão no turbilhão do meu processo evolutivo como ser-humano. São eles os portadores do amor mais palpável que carrego no peito, que se estende aos demais familiares queridos, avós, tias, tios, primos… que fazem parte de minha grande Família Buscapé! OBRIGADA, a todos vocês, pela dedicação a mim e a meu filho. OBRIGADA, a todos vocês, pelo perdão e compreensão a cada falha que cometo.

Por falar em perdão, 2011 também deixa de bom a lição de que “por mais longa que seja a noite, o sol volta sempre a brilhar” (frase de um tal Tertuliano), mas que essa possibilidade de renovação que nos é dada a cada amanhecer não nos tira a responsabilidade por nossos atos. Cada ato gera uma consequência, e quanto menos afetarmos negativamente as pessoas ao nosso redor, melhor para nossa paz de espírito. Somos sempre nós mesmos os mais afetados por rompantes impulsivos, ações imponderadas e palavras agressivas.

- – - εïз – - -

Saldo:  mais pontos positivos do que negativos. Um bom balanço de final de ano. Melhor ainda perceber que o único ponto negativo dessa lista torna-se positivo ao sermos fisgados pelo anzol do auto-conhecimento. Agradeço a Deus, sempre, sempre, sempre, por todas as chances que já recebi. Chances de retornar uns passinhos e, assim, retomar o caminho de onde parei.  Chances de chegar em um certo ponto de quase-perda-total-de-mim-mesma e emergir, sempre  tocada por algum presente mágico, algum anjo que passa pela minha vida, alguma graça divina que Ele não cansa de enviar a esta cabeça dura aqui.

Que venha 2012!
Um ano produtivo, de paz e harmonia a todos nós!

3 janeiro 2012 at 01:14 2 comentários

PAPO DE ECOCHATO, SIM!

Pessoal, é hora de começarmos a questionar a construção da hidrelétrica de Belo Monte. O que está por trás disso? Conhecendo esse nosso Brasilzão (do pouco que ficamos sabendo pela mídia), certamente dá pra calcularmos por alto a vazão de água que já deve estar rolando por debaixo dos “tapetes” aí, ou dentro das cuecas… mesmo antes da construção.

Como é que se explica que em 2006 o projeto de Belo Monte havia sido anunciado com um custo de R$ 4,5 bilhões e que, agora, essa cifra pula violentamente para R$ 26 bilhões? Em 5 anos quase sextuplicou, é isso?!?! Isso por alto. As estimativas são pra mais de R$ 32 bilhões. Superfaturamento?! Não……… estás louco?! E do bolso de quem vai sair tudo isso?! Coitado do meu salariozinho… bora reduzir cebola, tomate, batata….. né não?!

E outra que não dá pra entender… uma obra deste porte, que vai colocar por água abaixo mais de 500km2 da Amazônia… pra funcionar a plena carga POR APENAS 4 MESES AO ANO?! Usar 1/3 da sua capacidade?! A cada outubro, na estiagem… babau Belo Monte… pára tudo e volta só no próximo ano! É por isso que engenheiros e outros especialistas afirmam que esta obra é uma aberração técnica.

Se quiserem, vale a pena dar uma pesquisadinha na questão da nossa exportação de bens primários, que retornam ao país com valor agregado, a preços exorbitantes… é, meus caros, nosso consumismo está DIRETAMENTE ligado à questão de Belo Monte! Alumínio, celulose… processos que exigem uma quantidade de energia enooorme… e a produção brasileira só aumenta, aumenta, aumenta… extraindo ao máximo todos os nossos limitados recursos naturais e exigindo cada vez mais e mais energia de respaldo.

Sem falar nessa indiarada toda… Vão alojá-los onde?! Mais gente sofrida pra inflar a periferia das grandes cidades…

Não sou contra o progresso, lógico… mas como disse o cineasta Cao Hamburguer, “o modelo de progresso do Brasil é antigo, baseado no consumismo do século vinte, sem olhar para o futuro”. É impressionante como não aprendemos com nossa história, os erros vem se repetindo…

Se a causa te mobiliza, e acredito sinceramente que sim… assine aqui: www.movimentogotadagua.com.br/assinatura


17 novembro 2011 at 09:10 1 comentário

Som e fúria: a insanidade do barulho na perfeição da melodia

Plaft, craft, proft. Chhhhhh. Zuuum.
Caiimmmmm. Uooooouuuuuuuuu.
Eeeeiiii. Trriimmm. Tac. Tac. Tac.
Axxxx. Titi. Ticti. Titi. Ticti. Titi.

Pa-ne-la-ve-lha-sa-pa-to-ca-sa-co-mo-la-an-do-ri-nha-te-le-vi-são.
Vi-tro-la-sol-da-do-bar-ra-co-ca-dei-ra-cam-pa-i-nha-cão.

Na flauta
Na moradeira
O truco
Tempo bom
Roubando cachecóis
Laranjas

Inspiração do post? Um rascunho  com data de 22 setembro de 2009 e o hoje, 20 de setembro de 2011, na rua, em casa, no travesseiro, no volante, no taco.

20 setembro 2011 at 16:09 Deixe um comentário

Se queres ser universal…

…começa por pintar a tua aldeia.
— Liev Tolstói

Volta e meia dou um pulinho na Praça da Espanha (Curitiba), para visitar meu amigo Alfredo, que trabalha na biblioteca pública (o Farol do Saber Miguel de Cervantes, que fica embaixo do palco). Seu Alfredo é supimpa! Sempre disposto a conversar, o danado “adivinha” o que precisamos ouvir. E ler! Em minha última visita – eu meio borocoxô e, pra ajudar, num sábado cinzento de chuva – ele me despejou uma dúzia de palavras certeiras, que minha alma precisava ouvir, e de quebra me intimou a ler “O Reino de Deus está em Vós”, de Leon Tolstói.

Não havia esse livro no acervo da biblioteca. Então, mais que ligeiro e sem me consultar, telefonou para uma livraria, fez a reserva em meu nome e disse à atendente que eu já estava indo buscar o livro.


Ok, Seu Alfredo. Que assim seja. Fui.

E de fato, o livro contribuiu trazendo um pouco mais de paz e certeza de estar no caminho. O Reino de Deus está em Vós (ou O cristianismo apresentado não como uma doutrina mística mas como uma moral nova) trata, até onde li, de algumas facetas da interpretação do cristianismo pela Igreja, às quais Tolstói discordava. Basicamente, sugere a necessidade da não resistência ao mal por meio da violência. Pelo que li no oráculo mor, esta obra despertou Mahatma Gandhi e outros movimentos para o princípio da não-violência.

Tolstói foi um pacifista, sensibilizado com a natureza e em busca de um sentido ideal para a vida. No fim de sua vida, na casa dos 80, o véinho se tornou vegetariano e resolveu fugir de casa, abandonando mulher e filhos, para viver como um camponês. Admirava aquela simplicidade e não acreditava mais na forma como estava levando a vida (ou sendo levado). Dizia que quanto mais próximo à natureza, mais verdadeira a vida.

Confesso que, para mim, a leitura está sendo um pouco cansativa, o autor se repete em vários pontos (seria uma heresia criticar Tolstói… longe disso… é apenas uma percepção da minha leitura!), o horário da leitura está complicado (gosto de ler à noite, e esse não é um livro para se ler antes de dormir)… mas, de qualquer forma… indico e recomendo!

É nozes no multirão pela paz! Vale tudo! Até ler Tolstói!

Todos pensam em mudar o mundo,
mas ninguém pensa em mudar a si mesmo.
— Liev Tolstói

30 agosto 2011 at 16:53 3 comentários

Sobre o tempo

“… a sensação do tempo. Lá o tempo é outro, mais livre, aberto, não preso a um objetivo. Sem ansiedade. No começo a gente pensa que não é um tempo real, depois percebe que esse é o verdadeiro tempo, o tempo que ainda não foi estragado.” *

Como lidamos com o tempo? Usamos nosso escasso tempo com algo útil? Escasso? Será mesmo? E útil…. o que é útil pra você também é útil pra mim?

O meu tempo é uma parede grossa com janelas azuis.  E o seu?

* Fonte: trecho da pág. 469 do livro Shiva, escrito por A. B. Yehoshua, da Cia. das Letras.

1 maio 2011 at 23:06 2 comentários

Bendito Caos

Estamos vivendo uma fase de transição. Ok, já escutamos ou lemos essa afirmação pelo menos 1 vez nos últimos seis meses. Mas que raios seria essa transição? Qual a ligação com as previsões de fim de mundo para 2012? Qual a ligação com essas tragédias – anunciadas ou não – causadas por um misto de forças naturais e humanas? E essa inquietude que muitos estão sentindo? Tudo está interligado.

Não gosto de profecias, nem de adivinhações, nem de premonições… nada dessa pataquada. Muito menos sou a dona da verdade (e não gosto de quem age como se fosse). No entanto é fato que algo acontece, está no “ar”. Ando intrigada, por exemplo, com a quantidade de óbitos esse ano e a quantidade de mulheres grávidas e crianças nascendo. Um mundo sendo repovoado por seres aos quais chamamos de Cristais. Uma nova leva de seres mais iluminados, com missões de paz e de renovação de consciência. E isso responde à pergunta inicial: essa transição (ou chame do que quiser, até de apocalipse!) pela qual o mundo passa é a transmutação vibracional do planeta por meio de uma obrigatória mudança de consciência. Uma tomada de consciência mais profunda, que nos está sendo imposta pela natureza, notória pelas alterações geo e demográficas, e por nós mesmos (o que explica essa nossa inquietude).

Neste momento a pergunta que nos cabe fazer a nós mesmos é: “qual história você quer contar?” É inviável permanecermos numa rotina vazia, entre pensamentos desconexos, desfocados. Isso será o tal “fim”, pois a Terra não mais suportará vidas sem propósitos, vidas sem reais sentidos. Por isso a necessidade de que os encontros de hoje sejam plenos de amor, de que as relações sejam de verdade, de que as situações do cotidiano sejam éticas, de que a comunicabilidade realmente exista e seja respeitosa, de que as reuniões sejam por um coletivo frutífero e não apenas meras aglomerações de fracas energias, regadas a sorrisos vazios e copos cheios. Por isso a necessidade de silenciar-nos para o auto-conhecimento. A necessidade de ouvirmos com atenção e refletirmos. E fundamentalmente, a necessidade de agirmos para o bem criando uma rede de amor que sustentará a todos nessa fase de caos. Sabemos alegre e serenamente o que nos espera após a tempestade! Aha!

—   ~   —

Força da paz, cresça sempre sempre mais!
Que reine a paz e acabem-se as fronteiras
Nós somos um!

Amor, amor, amor, amor, amor…
Essa mensagem é do amor!
Ame ao próximo como a si mesmo!
Isso é o amor!

A paz , a paz, a paz é capaz
de eliminar as guerras da terra…
com urgências imediatas
a vez é do CORAÇÃO…

Força da PAZ….
AHAAAA

—   ~   —

“É possível, ao homem que vive a busca do processo da espiritualização, manter a calma, a serenidade, mesmo quando tudo parece escuro, triste e perdido, pois ele se fortalece pela reflexão sobre o bem, a dignidade humana, os erros e os acertos, a evolução, e acredita, corajosamente, em sua capacidade de ser feliz.”
Leocádio José Correia, na obra Na Luta do Cotidiano, a Força do Amor.

21 março 2011 at 00:58 2 comentários

“O compositor não é de confiança”

A moça me procurou… queria uma música pro filme dela. Eu falei “olha, o autor não é de confiança… posso tentar fazer a sua música”. “Ah não” – ela disse – “preciso saber agora se você vai fazer ou não…” Eu falei “então, honestamente, eu não posso prometer porque…”

Ficou zangada comigo, e perguntou “como é que pode ser ‘honestamente’ se ‘não é de confiança’?” Expliquei “honestamente falo eu: o compositor não é de confiança. Eu, Chico, sou honesto. O compositor Chico absolutamente não é de confiança.”

Então, hoje em dia, quando me pedem uma música pra um filme eu digo “vou tentar”. Não posso jurar que vá fazer. A música pode sair ou não sair.

Às vezes me dá uma vontade de tomar emprestado esse pensamento do Chico Buarque e repeti-lo a algumas pessoas… Não que me falte honestidade (muito pelo contrário!) nem capacidade (quem faz o que ama e se dedica a melhorar se supera um pouquinho mais a cada trabalho!), mas o trabalho criativo tem dessas coisas. Há dias em que tudo flui, as idéias bailam de vento em popa, o trabalho rende divinamente e o resultado encanta. Mas há dias que, por ‘n’ fatores, “aquela” foto não sai. E isso PODE ser uma decepção tanto para o fotógrafo quanto para o cliente, caso a exigência deste esteja equivalente à exigência do fotógrafo.

É a única luz possível no local que não está favorecendo o ângulo ideal, é o humor instável do fotografado, é a intervenção de terceiros, são os fenômenos naturais, é a cólica da fotógrafa, a bolha no pé do fotógrafo, a formiga que picou e ardeu, o cenário que despencou, o figurino que amassou, o tempo que resolveu correr mais depressa do que deveria… enfim… a foto “perfeita” depende de um conjunto de situações! A decoração de um evento permite um tipo de fotografia que outra decoração não permite, a fotogenia de um cliente permite um estilo de foto diferente da fotogenia do outro cliente, assim como o humor, a personalidade, a abertura que o cliente dá ao ensaio, a empatia que acontece ou não entre fotógrafo e fotografado etc. Cada trabalho é um trabalho distinto, não há uma foto igual a outra, portanto, as referências devem ser comedidas.

É uma sentença positiva do poder errar, do permitir-se decepcionar, do aceitar as circunstâncias de tempo e espaço e todas as suas interferências. É um tiro no pé escrever essa afirmação aqui no meu blog, mas me traz um alívio incrível: “a fotógrafa” – assim como Chico Buarque – “não é de confiança”!

15 fevereiro 2011 at 02:33 2 comentários

50 razões para NÃO casar com uma fotógrafa!

Texto e Imagem por Luciana Martinez
[ http://coisasque-euvi.blogspot.com/2010/02/50-razoes-para.html ]

O Clicio Barroso, escreveu em seu blog sobre as 50 razões para não casar com um fotógrafo e disse que estava esperando a versão feminina. Resolvi abraçar o desafio!

50 Razões para NÃO casar com uma FOTÓGRAFA!

1. Fotógrafa trabalha nos fins de semana, dia que pessoas normais usam para descansar e passear com a família.

2. Ela não dorme, faz beckup, edita, retoca, diagrama álbuns e esse ciclo nunca termina.

3. Em caso de incêndio, ela entrará em desespero e será capaz de encarar o fogo, mas não se iluda achando que ela vai salvar você, sem dúvida alguma, o que não pode queimar são seus equipamentos.

4. Trabalham muito, vivem esgotadas, sobrecarregadas, têm sérios problemas de coluna e adoram receber uma massagem diária. Ficou animadinho? É só a massagem seu bobo!

5. Se você sonha somar renda com ela e presenciar lindos números na conta bancária, mude de idéia urgente! Fotógrafa ganha mal, bem mal.

6. Ela vira uma psicopata se disser diante de uma bela foto, que seu equipamento é ótimo.

7. É capaz de iniciar a 2ª guerra mundial, se disser que fotografar é só apertar o botão.

8. Quando ela fala sobre uma “grande angular”, com certeza, não está fazendo uma analogia sobre seus dotes masculinos.

9. Na hora em que você levanta, ela está indo pra cama acabada e na hora que ela acorda, o dia já começou faz tempo prá você.

10. Nunca tomará café da manhã com ela, pois ela só sai da cama quase na hora do almoço.

11. Se tentar acordá-la cedo, pós-evento ou uma noite de edição, você é um homem morto!

12. Fotógrafa é fetiche masculino e é freqüentemente assediada nos eventos. Se não é um homem seguro e é ciumento, corra dela!

13. Quando ela fala sobre abertura de diafragma, não é em sexo que está pensando.

14. Quando cita a profundidade de campo, querido, não abra um sorriso. Ela não se apaixonou repentinamente por futebol e continua sem entender exatamente nada.

15. Quando o assunto é a velocidade do obturador, não há razão para ficar animadinho, pois não está pensando em sexo também.

16. Quando ela der um raio “x” naquele bofe maravilhoso, não perca tempo tentando brigar com ela, pois ela dirá que é apenas uma observação estética do modelo.

17. Sim, ela vai fotografar homens muito mais lindos que você, com pouco pano ou nenhum, com direito a arrumação no cabelo e na roupa.

18. O programa preferido dela nos poucos dias de folga é sair antes do sol nascer para aproveitar a luz e fotografar, pois é a única criatura no mundo que encara trabalho como hobby.

19. Quando acompanhá-la pra fotografar, carregará aquela parafernália toda e de quebra, será seu assistente com apenas um inconveniente, de graça!

20. Ela adora passeio em parques, museus, galerias de arte, cafés e qualquer outro lugar onde possa respirar e falar sobre fotografia, pois a voga é a fotografia.

21. O pouco dinheirinho que ela consegue juntar, abre as assas e alça vôo para as lojas de equipamentos fotográficos, de informática e livrarias.

22. No carro de vocês nunca faltarão tripés, fundos, rebatedores e etc, etc, etc…lá será sempre uma extensão do estúdio, entende?

23. Em todas as festas e viagens, ela será sempre a fotógrafa oficial. Se não aprendeu a regra da divisão no estudo fundamental, nem tente.

24. Suas viagens nunca serão à dois e sim à três: você, ela e a câmera, que sempre vai estar entre o seu abraço e o dela.

25. Quando ela disser: Cuidado com o bebê, não é do filho que está falando, mas pra carregar com cuidado sua câmera de estimação.

26. Quer ver poucos dias sobre a terra? Então, jogue a bolsa dela de equipamentos no chão.

27. Quando ela planejar um seguro, não é o da sua vida tolinho, mas sim, do equipamento fotográfico dela. Ele sim precisa de cuidados especiais.

28. A noção de estética da fotógrafa é diferente de quem não é. Ela não verá problema algum em ficar nua em pêlo para ser fotografada pelo amigo fotógrafo. Lembrando sempre que é tudo pela arte e linguagem fotográfica.

29. Fotógrafas são egoístas, egocêntricas e metidas, pois sempre dizem que o olhar da fotógrafa é mais carregado de sensibilidade.

30. Fotógrafas fazem e arriscam qualquer coisa por uma boa foto. Estou dizendo: Arriscam qualquer COISA!

31. Se odeia nomes estranhos, saiba que vai ouvir muito sobre Cartier-Bresson, László Moholy-Nagy e tantos outros.

32. Fotografia pra ela é um dialeto e ela adora essa linguagem.

33. Ela é capaz de passar mais tempo apreciando a bela captura que fez da sua imagem, do que olhando pra você.

34. Fotógrafa trabalha em todas as estações do ano e isso, inclui os feriados.

35. Fotógrafa tem sempre um congresso pra ir e passa um final de semana todinho fora.

36. Quando ela vai ao cinema ou assiste um filme, analisa a luz, fotografia de cena, enquadramento, enquanto você vibra com o roteiro.

37. Ela passa o dia inteiro online, checando as redes sociais e os e-mails.

38. Logo que acorda, checa o e-mail, o Twitter e o Facebook.

39. Quando têm insônia, aproveita pra postar umas fotos novas no blog e divulgar na rede.

40. Quando ela tira férias, que é um milagre, pensa bem pra onde vai, pois o lugar pode se tornar uma futura locação.

41. Quando ela vê revistas, sempre está procurando os erros de técnica e edição.

42. Se você cair com a câmera dela, ela corre pra socorrer a câmera!

43. Fotógrafa sempre pede opinião, mas é apenas um pretexto pra ter com quem discutir fotografia.

44. Adoram homens de All Star, até no dia do casamento!

45. Você será visto por ela como modelo fixo para testes.

46. Sempre será solicitado pra postar os DVDs, trabalhos e afins no correio.

47. Vai ter que aprender a cozinhar, pra se virar quando ela estiver trabalhando nos finais de semana.

48. Vai virar babá integral do filho.

49. Nunca vai carregar seus amigos no carro, sempre lotado de equipamentos de fotografia.

50. Terá que atender umas 500 ligações na ausência dela e anotar todos os recados!

Amei as 21 razões para se casar com um Fotógrafo e os 23 motivos para se casar com uma Fotógrafa de Mônica Canejo. Servem pra deixar claro que, mesmo diante de 50 razões para não casar com um Fotógrafo e 50 razões para não casar com uma Fotógrafa, há umas vinte e poucas razões pra cada um, mostrando que vale à pena!

26 janeiro 2011 at 13:49 1 comentário

Sintaxe à Vontade

O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli

Sem horas e sem dores
Respeitável público pagão
a partir de sempre
toda cura pertence a nós
toda resposta e dúvida
todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser
todo verbo é livre para ser direto e indireto
nenhum predicado será prejudicado
nem tampouco a vírgula, nem a crase nem a frase e ponto final!
afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas
e estar entre vírgulas pode ser aposto
e eu aposto o oposto que vou cativar a todos
sendo apenas um sujeito simples
um sujeito e sua oração
sua pressa e sua verdade,sua fé
que a regência da paz sirva a todos nós… cegos ou não
que enxerguemos o fato
de termos acessórios para nossa oração
separados ou adjuntos, nominais ou não
façamos parte do contexto da crônica
e de todas as capas de edição especial
sejamos também o anúncio da contra-capa
mas ser a capa e ser contra-capa
é a beleza da contradição
é negar a si mesmo
e negar a si mesmo
pode ser também encontrar-se com Deus
com o teu Deus
Sem horas e sem dores
Que nesse encontro que acontece agora
cada um possa se encontrar no outro
até porque…

tem horas que a gente se pergunta…
por que é que não se junta
tudo numa coisa só?

28 setembro 2010 at 01:52 Deixe um comentário

Porque eu sei que é amor…

A música, como sempre, ditando alguns de meus caminhos! Sinto a música como uma energia poderosa, capaz de mudanças, de movimentos… capaz de alterar rumos, criar sentimentos. E é por isso que amo tanto a música e que não posso viver sem ela. É por isso que me sinto uma criatura extremamente sortuda por me relacionar assim com esses sons mágicos! E é por isso que não passa um dia em minha vida sem que pelo menos uma música cruze meus pensamentos! Por sorte, algumas delas conseguem facilmente cruzar meu coração! E foi assim que aconteceu sexta-feira passada. Escutei na tv essa música dos Titãs e parei aqueles minutinhos pra prestar atenção na letra. De olhos fechados podemos ver tão mais longe… Senti um amor tão grande, que há tempos me fazia falta. O amor universal, por todas as criaturas, por todos os que me cercam, por aqueles que estão perto, por aqueles que estão longe, por conhecidos, por anônimos… por você, pelo mundo! Piegas, não? Aham! O amor é piegas! Mas como é bom quando o sentimos tão verdadeiramente forte a ponto de parecer ridículo!

AME!
SE DESARME!
CONVIVA!
SORRIA DE VERDADE!
ABRAÇE!
TOQUE!
AME… PRA SER LEVE!

16 abril 2010 at 00:40 1 comentário

Como eu dizia,…

“… convidei para morar comigo a pessoa responsável pelos meus maiores machucados e sofrimentos. No momento em que ela entrou em casa, dava para sentir a tensão entre impermanência e vacuidade, identidades e liberdades, fixações e espaços, passado e futuro. E então ela deslizou – suspensa, sem rastros – e começou a dançar comigo ao redor de nossos medos e carências, seguindo o ensinamento de T.S. Eliot:

´At the still point of the turning world. Neither flesh nor fleshless; Neither from nor towards; at the still point, there the dance is, But neither arrest nor movement. And do not call it fixity, Where past and future are gathered. Neither movement from nor towards, Neither ascent nor decline. Except for the point, the still point, There would be no dance, and there is only the dance.´

Trecho retirado do Não 2 Não 1, o melho blog sobre nós mesmos que podia existir! Esclarecedor, questionador, estimulante… ALTAMENTE RECOMENDÁVEL!

5 março 2010 at 14:53 Deixe um comentário

O tal do COMPROMETIMENTO

Uma situação profissional me fez atinar que, muito provavelmente, a base de tudo o que é bem feito nessa vida é o tal do COMPROMETIMENTO. Difícil, ou impossível, que façamos algo bem feito, algo de sucesso, algo que nos dê retorno e prazer sem que estejamos comprometidos com tal coisa.

Hoje tive a oportunidade de assinar um contrato de um novo emprego. Seria uma razoável opção, que pagaria minhas contas enquanto faço minha verdadeira paixão – a fotografia – engrenar financeiramente. Um “porém” me fez abrir mão dessa oportunidade: pela carga horária diária, esse emprego certamente seria encarado por mim, num curto espaço de tempo, como um vilão em minha vida. Por quê? Porque ele roubaria deliberadamente uma boa parte do tempo que dedico, atualmente, ao meu filho. O almoço, aquela horinha de vestir o uniforme, de escovar seus dentes, de levá-lo ao colégio e de curtir essa nova fase da vidinha dele… de buscá-lo no colégio e de ficar espiando pela janela da sala aqueles olhinhos alegres, ansiosos a nossa espera… de iniciar a seção diária de perguntas do tipo “como foi na escola?”, “o que fez de mais legal hoje?”, “quais os nomes dos seus novos amiguinhos?”, “o que teve de lanchinho?” etc. etc. etc… e de ouvir um “aaaiiii, mãããe” cansado do interrogatório… depois subir três andares de escada carregando-o no colo, meio acordado meio dormindo… de preparar o banho de “bacia” que ele tanto gosta… preparar a janta… conversar e brincar um pouquinho… ler uma historinha (e reler e reler e reler…) e… de ganhar muitos sorrisos, beijos e abraços da criaturinha mais doce do mundo e de… zuuupt pra cama! Ufa! Muita coisa a se perder! Não pensei duas vezes!

Por se tornar “vilão da história”, sei que meu comprometimento com este trabalho seria ameaçado. E aí… “babau”! Nada vai pra frente sem isso, as coisas ficam estagnadas até começarem a murchar, murchar, murchar…

Pensando nisso, me dei conta do quão importante é este sentimento em nossas vidas. E quão poderoso. E delicado. Por este motivo, deve ser tratado com cautela: um deslize e todo seu comprometimento, seja pelo que for, se vai invariavelmente pelo ralo.

[...]

O gostoso de pensar nessas amenidades (ou seriam “humanidades”?) é que elas podem nos trazer respostas para diversos causos de nossas vidas. Foi o que aconteceu… meu raciocínio pulou do comprometimento profissional para o comprometimento num relacionamento. E eis que descubro mais uma resposta para uma de minhas grandes indagações atuais: por quê meu casamento não deu certo?! R.: Falta involuntária de comprometimento. Béééin! Cerrrrta resposta (certamente não é a única razão, mas possivelmente a principal)!

Aí então, lembrei de uma matéria que li numa revista antiga, sobre o assunto… fui atrás e encontrei (péssimo hábito de guardar velharias… mas às vezes é útil). Ela citava cinco fatores que determinam o comprometimento: ADMIRAÇÃO, RESPEITO, CONFIANÇA, PAIXÃO E INTIMIDADE. Pilares que devem ser conscientemente alimentados. Se um deles estiver bambo, esqueça… E podemos jogar os cinco em qualquer setor de nossas vidas (trabalho, namoro, amizades, família, lazer etc.) e assim analisarmos como estamos nos relacionando com cada setor. “Se existirem essas cinco condições básicas, o comprometimento será mera conseqüência” (frase de autoria de Eugenio Mussak, retirada da revista Vida Simples, edição junho de 2006, p. 63).

Desse ponto da conversa partimos pra um outro “mal do século”: os relacionamentos frágeis. Cultivamos a insaciável mania de pensar que ao fazermos uma escolha estamos eliminando outras possibilidades, ou perdendo chances melhores. Ao mesmo tempo em que ansiamos por comprometimento, por relações profundas, hesitamos em nos entregar, em entrar de cabeça no que quer que seja… assim todas as nossas relações tornam-se frágeis, etéreas. Resumindo: queremos o máximo de intensidade, com o mínimo de compromisso. “O máximo do prazer só é obtido numa relação profunda, e não se pode ter uma relação profunda sem esforço, entrega, constância e cuidado com o outro”, diz o filósofo polonês Zygmunt Bauman (no livro O Amor Líquido). Mas já misturei os assuntos… é papo pra outro post!

5 março 2010 at 13:30 Deixe um comentário

Os prazeres de um Malba

Rica a visita ao Malba – Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires  (em 17.jan.2010). Me deparar com o tão nosso Abaporu (à esq.), de Tarsila do Amaral, em destaque, foi mais do que estar em casa. A tela brasileira mais valorizada no mundo, tendo alcançado o valor de US$ 1,5 milhão, pago pelo colecionador argentino Eduardo Costantini em 1995,  é um emblema  de nosso país e não há como não nos orgulharmos do que ela representa. Como um presente a Oswald de Andrade, então marido de Tarsila, Abapuru (que em tupi significa o homem que come) foi a inspiração para o Movimento Antropofágico, que teve  a intenção de “deglutir” a cultura européia e transformá-la em algo nosso, emaranhado de brasilidade. Além de Tarsila, a honra de encontrar a arte de Di Cavalcanti (Mulheres com Frutas, à dir.), Portinari, Lygia Clark, Hélio Oiticica… Sem falar na imensa surpresa e alegria em descobrir que, nessa mesma semana, o Malba oferecia um curso sobre Clarice Lispector e Guimarães Rosa! Um orgulho!
 
Mais uns passinhos e…. Diego Rivera! Mais uns e…. a imensa Frida Kahlo (Autorretrato con chango y loro, à esq.)! Sen-sa-cio-nal! Não resisto (assim como com as telas brasileiras!) e “colo” meus olhos, quase que literalmente, naquelas tintas, buscando cada veia do pincel, cada nuance de cor, cada esforço do artista, cada coração e cada cabeça, cada assinatura, cada emoção, cada momento da construção da obra.
 
 Adiante… outra exposição de arrepiar! Depois de tanto estudar, ver e rever na faculdade e na especialização a arte pop das surradas reproduções das latas de sopas Campbell e os mais ainda demodés retratos de Marilyn Monroe, eis que dou de frente às “tais”. A exposição Andy Warhol, Mr. America me aproximou como uma aula acadêmica jamais conseguiu me aproximar da construção desse artista! Lógico, teoria é sempre teoria…! Passeando, vagando, observando, sonhando entre NUVENS PRATEADAS (instalação Silver Clouds, abaixo) fica claro que o FUTURO É JÁ e TODOS NÓS TEMOS OU TEREMOS, de fato, nossos 15 MINUTOS DE FAMA!


 In the future everyone will be famous for fifteen minutes! Andy Warhol


  


A boa nova é que Andy aporta este mês (março 2010) em terras brasilis, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, com todas as 170 obras (pinturas, fotografias, serigrafias, filmes, testes de câmera e instalações) expostas no Malba! Imperdível!

1 março 2010 at 03:09 2 comentários

Nada a dizer…

Faz tempo que não passo por aqui. Muitas ideias, cabeça sempre a mil, mas… por enquanto, nada a dizer, nem a mim nem a ninguém. Só observando.

6 janeiro 2010 at 13:19 Deixe um comentário

Só isso. Mas…

— Vai chover, né?
— Vai.
— [ ... ]
— A gente tah sem tv aqui.
— [ ... ]
— E eu fiquei sentada lá no quintal.
— [ ... ]
— … prestando atenção nos sons em volta. Td bem calmo.
De repente, começou uma agitação, bateção de porta, pessoas falando mais alto.
— Ué?
— Mais barulho de ônibus.
— E aííí?
— E começou a ventar.
— E?
— E é isso.
— Ah.

[ ... ]

— Mto louco. Um pouco antes do vento, as pessoas se agitando, e as nuvens começaram a fechar o céu mto rápido.
— Ahh.
— [ ... ]
— E isso deve acontecer sempre… a natureza é quem manda…
— Agora o pai tah lah fora. Alucinado com a velocidade.
— … mas estamos sempre tão agitados que nem nos damos conta.

[ ... ]

— que dádiva uma tv pifada, né não?!

* Baseado em fato real. Ou melhor, em conversa virtual. Por isso, perdão pelo linguajar e pela escrita (ou desescrita).

4 novembro 2009 at 21:23 1 comentário

Lição de vida crucial

A árvore dos problemas

Certo fazendeiro resolve contratar um carpinteiro para uma série de reparos em sua propriedade. O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu de seu carro furou, fazendo com que ele deixasse de ganhar uma hora de trabalho. Sua serra elétrica quebrou, e aí ele cortou o dedo. Como se não bastasse, no final do dia, seu carro não funcionou. Assim, o fazendeiro resolve oferecer carona para casa.

Percorrida a viagem, o carpinteiro convidou-o a entrar e conhecer sua família. Quando os dois se dirigiam à porta da casa, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos. Ao abrir a porta de casa, o carpinteiro já parecia outro: os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso. Ele abraçou os filhos e beijou a esposa. Após uma alegre refeição, o fazendeiro agradeceu e despediu-se de todos.

O carpinteiro acompanhou seu convidado até o carro. Assim que passaram pela árvore, o fazendeiro questionou seu anfitrião sobre o motivo pelo qual ele tocara na planta antes de entrar em casa. – Ah! Esta é a minha planta dos problemas. Eu sei que não posso evitar todos os problemas no meu trabalho, mas eles não devem chegar até os meus filhos e minha esposa.

Então, toda noite, eu deixo meus problemas nesta árvore quando chego em casa, e só os pego de volta no dia seguinte. E o senhor quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando volto para buscar meus problemas, eles não são nem metade daquilo que eu lembro de ter deixado na noite anterior.

* Fonte: Gazeta do Povo, 31/10/2009 às 12:16

1 novembro 2009 at 22:54 Deixe um comentário

A grandeza de minha mãe

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29 outubro 2009 at 10:26 1 comentário

Oração dos Anônimos

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Paizinho, que eu seja solidária nos caminhos da vida,
que eu descubra as tantas maneiras de auxiliar e ser útil,
que eu me sinta livre para compartilhar nobres valores,
que eu faça de todos os momentos ocasiões para avançar nos sentimentos de união,
que eu tenha sensibilidade para dar mais atenção aos meus semelhantes,
e que eu possa, assim, crescer nas trilhas do coração.

Paizinho, que eu tenha como espelho as grandes virtudes da humanidade,
que eu reforce diariamente as minhas atitudes positivas,
pois somente assim crescerei como coletividade.

Paizinho de amor, que meu ventre expanda infinita criatividade
para pintar minhas músicas internas,
para ver desenhos em nuvens,
para tirar do peito as mais belas palavras,
para enxergar as mil nuances do arco-íris,
para representar e festejar toda Sua beleza.

Paizinho, que minhas mentalizações diárias tenham o poder da mudança.
Que eu me lembre, na velocidade de cada pensamento, que atrairei aquilo que irradiar.
Que meu sorriso e meus abraços sejam constantes e sinceros.

Pai, que eu potencialize o valor de meus sonhos,
que eu busque alternativas para ajudar a curar o chão que piso,
que eu tenha fé e acredite nas essências de meus irmãos,
e que, com toda força que recebi de ti, eu seja consciente de minhas responsabilidades como ser sagrado.

* Oração inspirada e baseada no texto do anjito Lelo, em www.aloualem.blogspot.com.

13 outubro 2009 at 23:38 1 comentário

Simples assim…

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- Como é que se faz para que nos amem?, perguntou o principezinho.
- Estás a ver aquela rosa que regaste? Como fazes para que ela não murche para sempre e se renove?, retorquiu-lhe a raposa.
- Não a arranco da terra, respondeu o principezinho.
– Mas o que é que isso tem a ver com o amor?
- Tem tudo a ver. Se não arrancares o coração de ninguém, se o regares e nele colocares as coisas de que gostas, como as ovelhas, as estrelas e os campos de trigo, então esse coração será sempre teu.
- Somente isso?, questionou o menino dos cabelos de sol.
- Tão somente isso, disse a raposa com um sorriso.

10 outubro 2009 at 22:16 Deixe um comentário

Regina Brett’s 45 life lessons and 5 to grow on

Posted by Regina Brett September 20, 2007 14:03 PM
Originally published in The Plain Dealer on Sunday, May 28, 2006

To celebrate growing older, I once wrote the 45 lessons life taught me. It is the most-requested column I’ve ever written. My odometer rolls over to 50 this week, so here’s an update:

1. Life isn’t fair, but it’s still good.
2. When in doubt, just take the next small step.
3. Life is too short to waste time hating anyone.
4. Don’t take yourself so seriously. No one else does.
5. Pay off your credit cards every month.
6. You don’t have to win every argument. Agree to disagree.
7. Cry with someone. It’s more healing than crying alone.
8. It’s OK to get angry with God. He can take it.
9. Save for retirement starting with your first paycheck.
10. When it comes to chocolate, resistance is futile.
11. Make peace with your past so it won’t screw up the present.
12. It’s OK to let your children see you cry.
13. Don’t compare your life to others’. You have no idea what their journey is all about.
14. If a relationship has to be a secret, you shouldn’t be in it.
15. Everything can change in the blink of an eye. But don’t worry; God never blinks.
16. Life is too short for long pity parties. Get busy living, or get busy dying.
17. You can get through anything if you stay put in today.
18. A writer writes. If you want to be a writer, write.
19. It’s never too late to have a happy childhood. But the second one is up to you and no one else.
20. When it comes to going after what you love in life, don’t take no for an answer.
21. Burn the candles, use the nice sheets, wear the fancy lingerie. Don’t save it for a special occasion. Today is special.
22. Overprepare, then go with the flow.
23. Be eccentric now. Don’t wait for old age to wear purple.
24. The most important sex organ is the brain.
25. No one is in charge of your happiness except you.
26. Frame every so-called disaster with these words: “In five years, will this matter?”
27. Always choose life.
28. Forgive everyone everything.
29. What other people think of you is none of your business.
30. Time heals almost everything. Give time time.
31. However good or bad a situation is, it will change.
32. Your job won’t take care of you when you are sick. Your friends will. Stay in touch.
33. Believe in miracles.
34. God loves you because of who God is, not because of anything you did or didn’t do.
35. Whatever doesn’t kill you really does make you stronger.
36. Growing old beats the alternative – dying young.
37. Your children get only one childhood. Make it memorable.
38. Read the Psalms. They cover every human emotion.
39. Get outside every day. Miracles are waiting everywhere.
40. If we all threw our problems in a pile and saw everyone else’s, we’d grab ours back.
41. Don’t audit life. Show up and make the most of it now.
42. Get rid of anything that isn’t useful, beautiful or joyful.
43. All that truly matters in the end is that you loved.
44. Envy is a waste of time. You already have all you need.
45. The best is yet to come.
46. No matter how you feel, get up, dress up and show up.
47. Take a deep breath. It calms the mind.
48. If you don’t ask, you don’t get.
49. Yield.
50. Life isn’t tied with a bow, but it’s still a gift.

To reach this Plain Dealer columnist: rbrett@plaind.com, 216-999-6328

15 setembro 2009 at 20:47 Deixe um comentário

All around the world

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8 setembro 2009 at 11:37 1 comentário

Sem dois, não há dança.

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“Na mulher, é sempre o contrário, o oposto, o zigue-zague na trança da  gafieira. Elas nascem sabendo de cor o convexo do côncavo, as duas imagens da ilusão de ótica, o yin do yang e o yang do yin. Tudo tão simples! A lógica é desnecessária. Quem tenta aprender lógica é aquele tolo confuso por tantas jogadas de cabelo, cruzadas de perna, oitos de costas, sims e nãos. Quem faz filosofia não se basta com a folha verde, com o rio cachoeira que ri, com tudo aquilo que se basta em si mesmo. Mas é no palco que rola a dança entre esses dois seres tão diferentes. É na arte que o feminino que se basta encontra com o homem que anseia por olhar, explorar e aproveitar. É no poema que a mulher jorra para alguém, se manifesta para alguém, aparece e brilha para alguém. E somos gratos por ser apenas alguém.”

  • Do blog do Gustavo Gitti, dono de uma incrível sensibilidade para tentar entender as mulheres! E esse chega perto, hein! Vale a pena acompanhar: http://nao2nao1.com.br.

8 setembro 2009 at 01:29 1 comentário

Finalmente…

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A minha baía de Guaratuba começando a ter vida de novo!
A Secretaria da Cultura está de parabéns pela iniciativa de revitalização da área; transferância para o local da tradicional feirinha de artesanato (antes realizada na praça central, defronte à igreja matriz); criação da Casa da Cultura, no casarão abandonado de esquina; reedição do livro que conta a história do município e permanente coleta de dados históricos com moradores e turistas (a história do Cine Tamoio, antigo cinema de Guaratuba de posse de meu pai, está a caminho para também ser indexada a essas linhas)!

TURISMO CONSCIENTE E PREPARADO: A MELHOR FERRAMENTA PARA A EDUCAÇÃO, PRESERVAÇÃO E MEMÓRIA!
Fico feliz demais por ver esse trabalho na cidade!!! Meus sinceros parabéns a Prefeita Evani Justus e a Diretora de Cultura Maria do Rocio Bevervanso!

* Na foto, réplicas da Igreja Nossa Senhora do Bom Sucesso, confeccionadas por crianças da região.

8 setembro 2009 at 01:18 Deixe um comentário

Cabecinhas pensantes!

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— Mamãe, quando a gente for astronauta… a gente pode ir pra Lua?
— Claro, filho!
— Então temos que construir um foguete de madeira, lá no quintal da casa da vovó!

31 agosto 2009 at 14:40 4 comentários

II

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30 agosto 2009 at 02:04 Deixe um comentário

I

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30 agosto 2009 at 02:03 Deixe um comentário

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18 agosto 2009 at 23:05 Deixe um comentário

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17 agosto 2009 at 18:40 Deixe um comentário

Vintage

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13 agosto 2009 at 14:42 3 comentários

Pingo

pingo

Pingo, excelente guia turístico da Pousada Recanto Nativo, em Campo Magro!

13 agosto 2009 at 14:11 1 comentário

FDS de SOL & CHUVA

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15 julho 2009 at 01:42 Deixe um comentário

Eu JUUUURO que é melhor!

Se eles são bonitos,
sou Alain Deloin,
se eles são famosos,
sou Napoleão!

Brrrrrrbrbbrrrbrrrrrbbrrrrrrrrrrrrrr
tr´rrrrrr´rrrrr´rrrrr´áá´aáááá

15 julho 2009 at 00:03 Deixe um comentário

ÚTERO

Cansada de fotografia bonitinha. Belas imagens. De texto perfeitinho e ordinário. De vírgulas no lugar certo. De pontos onde devem ter pontos. De mais por mas. Há muitos inícios, alguns meios e raros fins. Ou será o contrário: sempre inícios e fins, e esqueço dos meios? Cansaaada… do livro pela metade, da conversa mole, do projeto de sonho, do estudo enrustido, da cor de cabelo inexpressiva, da geladeira vazia, do par de sapatos roubado, do choro esprimido entre dois sofás. E é só o par de olhos que sobra. Sempre. Ao menos. Vivo, inquisidor, confiante, irrequieto. Sim, capaz. Forte. Com a fuça enfrunhada nas costas de meu filho volto ao útero. Quente, escuro e hhhhhhhhh. O som do tudo. Volto e não estou porque, creio, toda vez que enfrunhada ali poderei regressar. Creio. Já tentei duas vezes e deu certo. Certeza de que é preciso agora terminar uma coisa pra que as outras possam ter meios. Só não lembro mais que coisa era essa. [ Só um desafio pra ver se alguém decifra cabeça de louco! ]

14 julho 2009 at 23:48 Deixe um comentário

cinco mil quinhentos e cinquenta e cinco

cinco
mil
quinhentos
e
cinquenta
cinqüenta
cincoenta
e
cinco

8 julho 2009 at 00:09 Deixe um comentário

a FOFOCA, agora, liberada!

Maravilha! Que alívio poder assumir com todas as letras SOU FOFOQUEIRA! Que delícia poder gritar as quatros cantos AMO UMA FOFOCA! Verdade!!! A mais pura verdade, do mais fundo do meu íntimo! A-DO-RO aquela conversinha cheia de segundas, terceiras e quartas intenções ao lado da pia da cozinha! Humm… e aquelas cheias de moral no meio do cafezinho do meio da tarde?! Hummm… Melhor que essas, só aquelas beeem apimentadas de mesa de boteco… ahh, aquelas sim!

Mas antes que eu esqueça, deixa eu te contar a última da vizinha do quinto andar: disse que descobriu uma fofoca pra lá de maldosa rodando por aí! E me contou, acredita?! Já sabe qual é? Quer que eu conte? Ai, mas jure que não vai comentar com ninguém! Andam falando que ela…. ééé… bem isso…. que ela ó… lá pra’quelas bandas… ééé…. meniiina, hoje em dia tá uma loucura mesmo… a gente não sabe mais por quem pôr a mão na fogo… Deeeeus me livre!

Bah, mas deixa eu te contar mais essa: sabe aquele escritor, liiindo, dos olhos azuis, que descreve a alma feminina como nenhuuuma mulher seria capaz? Qual o nome dele mesmo? Lembra? Esqueci… Então, aqueeele! Confessou em praça pública (aliás, que praça, hein?!) que o pai era um fofoqueiro de marca maior! Acredita? Não, é? Pois sim!

Maravilha, não? Que bênção daquela criatura ter nascido numa família assim, movida à fofoca! Família como a minha: sempre com uma fofoquinha (= histórinha maliciosa não-maldosa) que não faz - e  nem pretende fazer! – mal à ninguém!!! Uma família na qual, simplesmente e com a maior bondade do mundo, de geração a geração, CONTA-SE HISTÓRIAS! Amém!   ; ] 

* A liberdade veio da boca do Chico! Ele mesmo! O Buarque! Em Mesa literária HOJE na Flip, na linda e apaixonante Parati! “Papai gostava de contar muitas histórias e gostava muito de fofoca. [...] Reunia os amigos e contava coisas escabrosas”, confessou. Então, me identifiquei instantaneamente! Também descendo de uma família onde a CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS, nossas ou dos outros, é uma constante! Rs… E talvez, ou provavelmente, ou certamente, seja essa uma de minhas grandes inspirações para fazer nascer de dentro de minha caixola as minhas próprias histórias! E essa conversa toda, essa ladainha, esse falatório que não tem fim, sem dúvida, é uma bênção!
** A joaninha apareceu de novo! Ela sempre aparece quando surge na tela a palavra “Parati”! Mágico, como tudo o é!

3 julho 2009 at 23:40 1 comentário

Menino Grande e a Caixa dos Dias

Menino Grande tinha uma agenda. Um pedaço de papel onde anotava todos os seus compromissos. Sempre à noitinha, antes de dormir, sentava-se à beira da cama e listava:
- compras no mercado
- relatório pro chefe
- carta no correio
- ligar para Tia Juju
- vacina do cachorro

Porém, de nada, ou quase nada, adiantava sua agendinha. Menino Grande estava sempre no Mundo da Lua, como dizia sua mãe. Os dias iam passando, as páginas da pequena agenda virando, e sua listinha apenas crescendo, acumulando tarefas por fazer. 
- compras no mercado
- relatório pro chefe
- carta no correio
- ligar para Tia Juju
- vacina do cachorro
- pagar conta de luz
- aniversário da Rosinha
- emprestar livro pro JP

Ele até lia suas anotações durante o dia, mas com a cabeça nas nuvens, logo as esquecia! Esquecia na cozinha a lista de compras do mercado; esquecia onde havia anotado o número de telefone da Tia Juju; esquecia em qual pasta havia guardado o relatório da reunião; esquecia do cafuné do cachorro e, assim, esquecia de levá-lo ao veterinário; esquecia de pegar o livro na prateleira; esquecia de escrever a carta; esquecia de separar o dinheiro para pagar a conta; esquecia de comprar um presente para a Rosinha…

Até que um dia, cansado de tanto esquecimento, Menino Grande pensou que seria muito mais fácil se os dias virassem caixas! Na caixa do dia 1º ele guardaria a lista de compras do mercado. Dia 2 era o dia da reunião, então guardaria o relatório nessa caixa. Dia 5 era dia de pagamento, então já deixaria ali o dinheiro para pagar a conta! No dia 14 sobraria tempo para ir ao correio, então deixaria naquela caixa o papel e o lápis! Ah, já deixaria o cachorro na caixa do dia 20, pois nesse dia estava marcada a vacina no veterinário!

Por entre as caixas gigantes, do tamanho mesmo dos dias, Menino Grande percorreria! Pularia de uma para outra, a cada 24 horas. E assim seriam seus dias: QUADRICULADOS, BEM ORGANIZADOS E SEMPRE EM DIA!

3 julho 2009 at 22:25 1 comentário

A dádiva de enxergar… e não apenas ver

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Na casa florida de minha vó
tem um punhado de terra
que dá verde
que dá gosto,
que tudo gera!

[ Lindas Dálias do quintal de minha Linda Vó Carmen! ]

1 julho 2009 at 21:55 1 comentário

Da lavanderia… A ALMA!

Fones de ouvido e o radinho FM.
Soool lindo, céu azul, alma verde e rosa e vermelha, descendo a ladeira,
e o quá-quá-rá-quá-quá quem riu quá-quá-rá-quá-quá fui eu
abriu a boca e mostrou os dentes.

Na calçada, chegou Elizeth. Voz torta já, a mulher. 
Perna lá outra cááááá ooolha a rua, sua doida!
Vivendo, a mulher. Sei lá, o limãozinho vai bem, também.
Mas fico com água!
Vivendo, a mulher.

Na outra esquina, a voz de vento Cáétãno, vinagre balsâmico.

Sem avisar, a carioca estoura a avenida no maior show da Terra.
E aí, me irmão, não tem voz que fique enclausurada, não tem mão que não batuque o pandeiro da coxa, não tem pé que não arrisque uns passinhos na calçada quebrada… nããão, não, ninguém ali mais feliz mesmo…
nem o que viu os braços abertos equilibristas de pés no meio-fio, nem o que ganhou do vento a música da voz desafinada da guria verde e vermelha e amarela, nem o que espiou da janela o sorriso e as cores dela…

Que beleza! Quanta beleza vinda de um só bloco… de um monobloco!

E dá os 4km. Chão. Alma. Vento. Cheiro de sabão. Calçada lavada.

No portão de casa, um aviso: atenção, menina, ao dobrar uma esquina!
Atenção! Atenção! Atenção para o refrão!
Que cheiro de sabão!

15 junho 2009 at 00:15 1 comentário

ÊÊÊ!!! 5001 VISITAS!!!

MUITO, MUITO, MUITO OBRIGADA aos meus leitores fiéis, aos meus amigos que dão uma passadinha de vez em quando e a todos os bons andarilhos que caminham pelas pedras desta aldeia! Seus comentários e e-mails, lógico, me inspiram sempre e me fazem cada vez mais acreditar no meu trabalho, acreditar que vale a pena espelhar sensibilidade aos quatro ventos!
Que Deus ilumine todos nós!

14 junho 2009 at 23:09 Deixe um comentário

O que é crescer senão…

perdoar a quem amamos;
perdoar a quem já amamos;
perdoar a quem não amamos;
perdoar a nós mesmos;
dar significados às coisas passadas;
não sonhar significados às futuras;
buscar explicações para nossos erros nossas escolhas;
encontrar palavras certas que as definam;
descobrir soluções que as façam compreensíveis [por mais que irremediáveis];
rever fotografias sem tristezas;
tentar rever fotografias sem saudades;
não pensar mais,
não pensar tanto,
e
sorrir.

13 junho 2009 at 01:22 1 comentário

azul

5 junho 2009 at 19:24 Deixe um comentário

Anote o protocolo, por favor:

2009-14-55-67-98-23-03-42-76-84-89-34-56-76-34-23-54-90-89-74-76-56-45. Um momento, senhora. Só mais um momento, senhora. Só mais um momeeento. Só mais uuum momento. Sóóó mais um momento. Só maaais um momento. Obrigado por aguardar. Estaremos transferindo a sua ligação para o departamento de relações especiais. Nome completo e CPF, por favor. Obrigado por confirmar seus dados, senhora. Anote o número de protocolo de atendimento, por favor. 2009-12-25-34-65-78-18-65-25-90-85-34-02-21-45-98-70-52-83-88-43-89-14. Agora sim: no que posso lhe ajudar? Ah, sim, oferta de aparelho? Realmente, senhora, entendo que a senhora já ligou onze vezes, que é o seu terceiro dia de tentativa, mas pedimos sua compreensão, porque nosso sistema realmente está muito lento, senhora. Só um momento, por favor, senhora. Obrigada por aguardar. Estarei dando entrada no meu sistema para lhe informar a lista de aparelhos em oferta no momento. Só um momento. Senhora. [...]
Obrigada por aguardar, senhora. Esse aparelho que a senhora informou, o F305768986324i, não está mais em oferta. Segunda-feira estava, hoje não está mais. Entendo, senhora, que a atendente possa ter lhe dito que a senhora poderia pensar na oferta e retornar mais tarde, e entendo também, senhora, que a senhora tentou retornar mais tarde porém que nosso sistema estava fora do ar ou estava lento demais. Entendo, senhora. Mas se a senhora tivesse conseguido falar conosco em 24 horas e definido a compra por este aparelho, daria tempo de adquirí-lo na oferta, ou seja, a custo zero. Agora, passadas 30 horas da oferta, ele tem custo de R$ 226,44. A senhora pode fazer em 12 parcelas de R$ 18,87. Tudo bem, senhora, peço que aguarde na linha novamente para que eu entre em contato com meu supervisor e verifique a possibilidade de extensão da oferta. Um momento, senhora. Só mais um momento, senhora. Só mais um momeeento. Só mais uuum momento. Sóóó mais um momento. Só maaais um momento. Obrigado por aguardar. Infelizmente, senhora, meu supervisor não autorizou a liberação da oferta. Em que mais posso lhe ser útil? A MIT agradece e lhe deseja um bom-dia. Anote o número do protoc… [01:09:43 depois!]

[...]

Início de Dia de Cão, seguido por crise de choro, conversas tensas, emoções em curto circuito e carro batido no final do dia. Ê lê lê! O bom é que amanhã passa!

27 maio 2009 at 00:01 Deixe um comentário

Clã da Borboleta

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De bom-dia, logo cedo, esta borboleta pequenina em minha janela!
De boa-noite, ainda, ela!

23 maio 2009 at 18:32 1 comentário

Essa imagem me fez lembrar…

… de quando recém-mamãe, passava teeempo admirando os pézinhos deliciosamente pequenos e gorduxos de Felipe, pensando “que caminhos ainda hão de percorrer estes pézinhos?”, e abençoando-os, abençoando-os, abençoando-os…

14 maio 2009 at 01:41 1 comentário

Esse texto me fez lembrar…

14 maio 2009 at 01:32 1 comentário

NEY???

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É! Ney Matogrosso, sim, senhor!

Hoje me dei conta de que, realmente, com o passar dos anos, vamos ficando cada vez mais e mais parecidos com os nossos pais. Talvez isso seja inevitável, quem sabe… Fato é que [ai que raiva dessa expressão, ando usando muito... coisa mais jacu!!!], esta semana, me peguei “apreciando” a voz de Ney Matogrosso (realmente linda, única…). Ai ai ai… e como zoei da coitada de minha mãe aquela vez em que ela foi no show do dito cujo, no Guaíra! Ê lê lê!
Coisa boa os termos como referência… esses dois seres de outro mundo chamados PAI e MÃE! Só podem ser de outro mundo, porque não vejo a menor possibilidade física de um corpo humano abrigar um coração tão imenso como o deles. Ultrapassa, porque não tem limites. Como sei disso? Porque também sou mãe. Antes não sabia.
Como dizia uma propaganda de tevê, “quando nasce uma criança, nasce também uma mãe”. Traduzindo: nasce um ser capaz de AMAR. Detalhe: INCONDICIONALMENTE. O maior amor do mundo é este amor…
Hummm… voltando ao Ney… acho que gosto de perceber que estou ficando parecida com meus dois anjos (ou et´s?). Gosto de perceber a genética mostrando sua força… a herança do caráter dos dois refletida em minhas atitudes… o amor que recebo extrapolado ao que dôo a meu filho!

Uma singela e meiga [!] homenagem, atrasada, ao Dia das Mães, e adiantada, ao Dia dos Pais!

14 maio 2009 at 01:28 Deixe um comentário

Tudo é sertão, tudo é paixão…

se um violeiro toca…  a viola, o violeiro e o amor se tocam!

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Delícia de letra! Essa música me deixa no prumo, me põe na linha! É chuva na fazenda, encolhida numa rede na varanda, coberta por uma mantinha, olhando lá fora, espiando a vida que passa mansa, a natureza que corre no ritmo certo, em ritmo próprio… É chimarrão na madrugada, embalado por uma conversa de saudade, de memórias de família, de esperanças no que ainda virá… É grama verde, com cheiro de mato, cheiro dos flamboyants que amo tanto, cheiro de terra molhada… É o calor da fogueira da noite, sapecando pinhões ao som de notas soltas… É o retorno, a porteira aberta… o caminho de volta para mim…

MÚSICA, MÚSICA, MÚSICA!!!    QUE VIDA HÁ SEM ELA??!

13 maio 2009 at 00:42 3 comentários

As quatro estações, lá fora, aqui dentro

INVERNO. 10h30. Vontade alguma de sair da cama. Cabeça e todo o resto – corpo, ânimo, ideias, esperanças e emoções – enfurnadas debaixo das cobertas. Espio pela cortina, o cinza não me anima. Fecho os olhos.

PRIMAVERA. Conversas despretensiosas na cozinha. Conversas mansas, daquelas que gosto, trazem um pouco mais de cor. Tempo muda lá fora. Abre-se o céu. ”As quatro estações em um dia”, é a fala de Maria, olhando pela janela, enquanto almoça, de lado na mesa, recostada na parede, pensativa…

Segundo ato. Entra na cozinha a mãe. Lança um olhar cúmplice acompanhado de um sorriso próprio de quem sabe mais do que deveria saber. O comentário acerta no alvo. Escolhidas a dedo [ou a esmo?], as palavras desvelam o motivo de meu recolhimento invernal naquela manhã. Então, um sorriso da alma e alcanço, enfim, a primavera.

VERÃO. Fim de dia. Energia vibrante, pulsante, viva, do entardecer. Um grupo de pessoas reúne-se, com objetivos semelhantes. Sorrisos amigos. Olhares ternos. Abraços especiais, toques de troca.

OUTONO. A volta, o recolhimento. Força potencializada diante da certeza dos novos invernos que virão.

Eis o teatro da vida.

27 abril 2009 at 16:16 1 comentário

DAS VANTAGENS DE SER BOBO

O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar no mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: “Estou fazendo. Estou pensando.” Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia. O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha liberdade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes o bobo é um Dostoievski. Há desvantagem, obviamente: Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era a de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo nem nota que venceu. Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a frase célebre: “Até tu, Brutus?” Bobo não reclama. Em compensação, como exclama! Os bobos, com suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz. O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem. Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita o ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas! Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cimas das casas. É quase impossível evitar o excesso de amor que um bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.

Clarice Lispector, 12 de setembro de 1970.

24 abril 2009 at 20:07 1 comentário

A mim… holofotes de relax!

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A minha alegria atravessou o mar e ancorou na passarela! Fez um desembarque fascinante no maior show da Terra! Será que eu serei o dono dessa festa? Um rei no meio de uma gente tão modesta! Eu vim descendo a serra… cheio de euforia para desfilar! O mundo inteiro espera… hoje é dia do riso chorar! Levei o meu samba pra mãe-de-santo rezar, contra o mau-olhado eu carrego o meu patuá, eu levei… Levei o meu samba pra mãe-de-santo rezar, contra o mau-olhado eu carrego o meu patuá! Acredito! Acredito ser o mais valente! Nessa luta do rochedo com o mar! E com o mar… É hoje o dia da alegria e a tristeza nem pode pensar em chegar! Diga espelho meu se há na avenida alguém mais feliz que eu! Diga espelho meu se há na avenida alguém mais feliz que eu…

… porque toda a força do mundo está aqui, dentro de mim. Porque há mais coisas entre o céu e a terra do que pensa minha vã filosofia e… porque… justamente por este motivo, é que as coisas devem ser feitas dentro da LEI DO MENOR ESFORÇO! Porque descomplicar é a regra! Porque ser BOBO, na maioria das situações do dia-a-dia, é a melhor opção! Porque ser transparente é SER LEAL A SI MESMO! Porque o amor deve ser INCONDICIONAL! Porque sem proteção, a gente pode ser perder! Porque sem acreditar, a gente pode nem se encontrar! Porque preocupar-se com o que o outro pensa é perder tempo precioso de crescimento e auto-conhecimento! Porque sem PAIXÃO  a vida não tem a menor graça! Porque a INTENSIDADE é o que vale! Porque deixar de rir é deixar a alma na GAVETA! Porque deixar de ser criança é ficar olhando, DA JANELA, a vida desfilar pela avenida! Porque…..


* Letra da música É Hoje, composta por Didi e Maestrinho.

23 abril 2009 at 23:59 Deixe um comentário

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